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TDAH


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TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE- TDA / TDAH



Breve histórico
Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-IV) da Associação Psiquiátrica Americana-APA o TDAH  - Transtorno de Déficit deAtenção/Hiperatividade é  resultado de estudos científicos realizados desde o início doséculo XX. O TDAH  antigamente era conhecido como "Disfunção Cerebral Mínima",mais tarde passou a chamar-se "Síndrome Infantil da Hiperatividade”
 Nos anos 70 com o reconhecimento da ausência de controle de impulsos e do componente déficit de atenção passou então a ter a denominação a qual perdura até os dias de hoje:
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.  Denominação que  passou a englobar tanto a hiperatividade como a impulsividade, que podem ter  origem na maturação ou imaturação do sistema nervoso central tais como: comprometimento da coordenação motora grossa e/ou fina, disfunções  de fala,  distúrbios de comportamento.

Definição:
“Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade consiste num padrão persistente de desatenção e / ou hiperatividade-impulsividade, mais frequente e grave do que aquele tipicamente observado nos indivíduos em nível equivalente de desenvolvimento.....”





Cuidado com Diagnósticos precipitados:




É importante salientarmos e exemplificar para não haver uma rotulação e um diagnóstico precipitado dos indivíduos. Vejam todos nós temos glicose, porém , nem todos somos diabéticos , temos pressão arterial porém, nem todos sofremos de hipertensão. Há a necessidade da observação e do olhar minucioso antes de tirarmos qualquer conclusão, pois, momentos de desatenção e de agitação podem acontecer, não somos atentos o tempo todo, mas isso não significa que somos portadores de déficit de atenção e hiperatividade.



O TDA/H:

  • Ò  Transtorno Neurobiológico de causas genéticas;
  • Ò  surge na infância;
  • Ò  comumente acompanha o indivíduo por toda a vida;
  • Ò  caracterizado por:
  • É  Desatenção;
  • É   Hiperatividade;
  • Impulsividade

Funcionamento cerebral:

Nos TDA/H o cérebro funciona diferente (acelerado), a uma lesão na parte frontal do cérebro onde há uma deficiência de dopamina,  o lobo frontal  é responsável pela organização, controla a atenção, planeja, motivação, cognição, atividade motora, o que chamamos de funções executivas.


Prováveis causas do TDA/H:
Ò  Hereditariedade;
Ò   Substâncias ingeridas na gravidez;
Ò   Sofrimento fetal;
Ò   Exposição a chumbo.
 







É  o transtorno mais comum em crianças e adolescentes encaminhados para serviços especializados.Ocorre em 2 a 5% das crianças e adolescentes em várias regiões diferentes do mundo.Mais comum em meninos do que em meninas (80% dos casos).Em mais da metade dos casos, acompanha o indivíduo na vida adulta, com sintomas mais brandos.



CONDIÇÕES PARA O DIAGNÓSTICO:


  • Os sintomas devem ter iniciado antes dos 7 anos; 
  •  Os sintomas devem estar presentes por ao menos 6 meses;
  •   Os sintomas devem manifestar-se em ao menos 2 ambientes; 
  •   COMBINAÇÃO DE DOIS TIPOS DE SINTOMAS:
  • Desatenção;
  •  Hiperatividade-Impulsividade.


TDA/H - 3 SUBTIPOS:
Ò  TDAH com predomínio dos sintomas de desatenção;
Ò  TDAH com  predomínio dos sintomas de hiperatividade / impulsividade;
Ò  TDAH combinado;
( american psichiatric association,1994).

SINTOMAS DE DESATENÇÃO:
Ò  Não prestar atenção em detalhes ou cometer erros por descuido;
Ò  Ter dificuldades para concentrar-se em tarefas e/ou jogos;
Ò  Não prestar atenção ao que lhe é dito- “estar no mundo da lua”.
Ò  Ter dificuldades em seguir regras ou instruções e/ou não terminar o que começa;
Ò  Ser desorganizado com as tarefas e materiais;
Ò  Evitar as atividades que exijam esforço mental continuado;
Ò  Perder coisas importantes;
Ò  Distrair-se facilmente com coisas que nâo tem nada a haver com o que está fazendo;
Ò  Esquecer compromissos e tarefas.




TDA/H- CONSEQUÊNCIAS:
Visite nossa página sobre Autismo

PRINCIPAIS CONSEQÜÊNCIAS DO TDAH
• Baixo desempenho escolar;
• Dificuldades de relacionamento;
• Baixa auto-estima;
• Interferência no desenvolvimento; educacional e social
• Predisposição a distúrbios psiquiátricos;

TDA/H- TRATAMENTO:

Ò  Orientações a  família.
Ò  Intervenção psicoterápica.
Ò  Intervenção psicopedagógica
Ò  Medicamentos.
Ò  Orientações para professores.

Por Katia Sirlene-Pedagoga e Psicopedagoga

Sugestão de Leitura




Princípios e Práticas em TDAH

Resultado da reunião de renomados profissionais de diversas regiões do país, sob a organização de Luis Augusto Rohde e Paulo Mattos, este livro apresenta um texto denso mas agradável, objetivando que o impacto do TDAH seja minimizado pela maior detecção dos casos e pelo encaminhamento adequado de propostas terapêuticas tendo por base a evidência científica.

Autores: Paulo Mattos e Luis Augusto Rohde
Editora:
 Artmed
Ano:
 2002
Número de páginas:
 236

R$ 66,00





TDAH ao longo da vida
Este livro detalha, por meio de uma abordagem multidisciplinar, os diferentes aspectos do transtorno de déficit de atenção, hiperatividade e suas modificações ao longo da vida.
Autores: Autores Diversos
Editora:
 Artmed
Ano:
 2010
Número de páginas:
 388
R$ 74,00



Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade - TDAH
De autoria do renomado especialista em TDAH Russel A. Barkley, Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade capacita os pais, os professores e os profissionais da saúde munindo-os com informações atualizadas, com a orientação de especialistas e com a confiança de que necessitam.

"Este não é apenas mais um livro. É um grande livro... Este livro tem algo a oferecer a qualquer pessoa envolvida com crianças portadoras de TDHA: pais, professores, psicólogos, médicos e familiares. Não vou emprestar este livro para pais (mas vou mostrá-lo), pois eles precisam adquiri-lo para que possam lê-lo e relê-lo."
Autor: Russel A. Barkley
Editora:
 Artmed
Ano:
 2002
Número de páginas:
 328
R$ 77,00


 TDA/TDAH: Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
O livro exemplifica o comportamento de pessoas vítimas desse distúrbio, mostrando quais suas implicações no dia-a-dia das famílias, os problemas e também as soluções para os casos, que já contam com tratamentos eficazes. Um alento para os pais.

Por ter vivenciado a questão - Phelan possui um filho vítima do distúrbio - o autor consegue simplificar sua mensagem, ao mesmo tempo em que desmistifica e expõe o problema. Pelo que já foi estudado até então, o TDA/TDAH resulta de um funcionamento inadequado da área pré-frontal do cérebro.

O livro também esclarece que o fator hereditariedade pode estar intrinsecamente envolvido na questão
Autor: Thomas W. Phelan
Editora:
 Lemos Editorial
Ano:
 2005
Número de páginas:
 246
R$  64,00



No Mundo da Lua
Este livro trata de crianças, adolescentes e adultos que têm dificuldade de atenção. É comum dizer que eles vivem no mundo da lua, isto é, parecem estar sempre pensando em outra coisa quando se fala com eles, quando estão estudando ou lendo quando estão trabalhando, enfim, em uma grande variedade de situações. Aborda os sintomas do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade e fornece algumas orientações para quem tem ou lida com este transtorno em Crianças, Adolescentes e Adultos.
Autor: Paulo Mattos
Editora:
 Casa Leitura Medica
Ano:
 2008
Número de páginas:
 167





TDAH nas Escolas
Gary Stoner, George J. DuPaul
Orientações práticas para professores, educadores envolvidos com as necessidades de alunos com TDAH
Editora M. Books, 2007
R$ 69,00



Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade - 
O que é?
Como Ajudar?
"Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade: O que é? Como ajudar?" é um excelente recurso para o esclarecimento e a orientação sobre essa problemática tão freqüente e perturbadora para a vida das crianças e dos adolescentes afetados pelo que popularmente se chama de "bicho carpinteiro". Sua leitura acessível e agradável fornece aos jovens, seus pais e familiares, bem como aos professores e profissionais da área de saúde mental que os acompanham, os conceitos essenciais e mais atualizados sobre TDAH. Este livro está dividido em duas partes complementares, mas independentes. A primeira traz interessante história de um garoto com TDAH, a qual exemplifica, de forma envolvente e lúdica, questões relativas a esse quadro clínico. Essa via é extremamente rica para fornecer aos jovens leitores conhecimentos suficiente para dar sentido às suas vivências desestruturadas, bem como incentivá-los a aderir ao tratamento indicado. A segunda parte do livro apresenta a descrição precisa do TDAH e seu tratamento. 
Luis Augusto Rohde & Edyleine B. P. Benczik
Editora Artmed, 1999
R$ 40,00


Transtorno de Déficit de Atenção: A Mente Desfocada em Crianças e Adultos 
Thomas E. Brown
Editora Artmed, 2007
R$ 72,00

 Via de regra, os portadores de TDAH são injustamente rotulados de preguiçosos, mal-educados “bicho-carpinteiro”, avoados, irresponsáveis ou rebeldes, mas na realidade possuem um funcionamento cerebral diferente, que os fazem agir dessa forma. O TDAH ou simplesmente TDA é caracterizado pela seguinte tríade de sintomas: desatenção, impulsividade e hiperatividade mental e/ou física. 
R$ 41,90


  








Aborda a perspectiva histórica, características, prevalência, etiologia, evolução, implicações educacionais, cuidados com o diagnóstico, considerando-se as culturas, fatores sociais, diferenças individuais e métodos de ensino. Propõe um modelo de avaliação psicológica e possibilidades de intervenção. É um guia de orientação para profissionais.

Editora: Casa do Psicólogo

R$ 30,00


Sites : PODEM ENCONTRAR OUTRAS SUGESTÕES DE LIVROS:


Por: Kátia Sirlene S. da Silva
Pedagoga/ Psicopedagoga Inst. Clínica e Hospitalar
23/11/2012


TDAH em Vídeos

1-      TDAH - Dicas para pais e professores sobre Déficit de Atenção e Hiperatividade.



2- TDAH (DDA) - Ana Beatriz Silva

Parte 01





Parte 02



3-    Depoimento de um empresário de 34 anos, portador de TDAH desde a infância e que só recebeu o diagnóstico médico há dois anos. Ele relata como foi a convivência com as dificuldades geradas pelo TDAH e como ele conseguiu criar estratégias para lidar com o transtorno.
Ele está em tratamento há dois anos com a Neuropsiquiatra Evelyn Vinocur.
Seu depoimento é um exemplo de coragem e desprendimento onde o principal intuito é o de ajudar os portadores de TDAH a identificarem a doença e também fazer com que políticas públicas possam atentar para o problema.


5-Globo Reporter-Hiperatividade-TDAH(DDA) 

 


6-Diagnóstico errado de déficit de atenção


7-Ter dificuldade de se organizar e manter a atenção. Ter constantemente a sensação de inquietação e problemas em levar os projetos até o final... Estes são apenas alguns dos sintomas do TDAH - Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade. Uma doença inventada, ou mera consequência da vida moderna ? Este foi o tema do Caminhos da Reportagem desta quinta (12/05), na TV Brasil.
parte 01 
Parte 02



parte 03



parte 04



8-Como lidar com a hiperatividade das crianças


por:Kátia Sirlene S. da Silva/Pedagoga / Psicopedagoga

ABPp: seção –BA 858 


Texto Extras para Leitura e Aprendizagem acerca do TDAH

Extra 01-

O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) tem recebido diferentes denominações, é conhecido como Disfunção Cerebral Mínima, Reação Hipercinética da Infância, Distúrbio de Déficit de Atenção, até a atual nomenclatura que é utilizada em determinados manuais de doenças.

O TDAH é considerado um distúrbio crônico que geralmente surge na primeira infância, antes dos 7 anos.
Tal distúrbio tem sido motivo de grande preocupação de pais e professores nos últimos tempos, visto que tem sido diagnosticado com maior freqüência atualmente em conseqüência da ênfase que vem ganhando na sociedade.

O ideal é que o educador se informe sobre tal distúrbio, de forma que venha auxiliar a família no diagnóstico bem como no seu desenvolvimento em relação às dificuldades que são apresentadas pelo portador do TDAH.

A criança hiperativa apresenta alteração no comportamento, diminui a persistência e consistência ao realizar as atividades de rotina como as atividades escolares, praticar esportes, movimentar de forma exagerada pernas, braços, cabeça, etc., apresenta impaciência em se manter em uma atividade, não tem noção de perigo e principalmente não tem limites.
É importante enfatizar que a criança hiperativa não apresenta obrigatoriamente todos esses comportamentos e conforme as circunstâncias variam a intensidade em que ocorrem.

Segundo pesquisadores, apesar do TDAH não apresentar uma definição universal, a criança hiperativa apresenta alteração extremamente significativa no que se refere ao comportamento, relacionamento e adaptação familiar, social e escolar.

A parceria familiar, médica e escolar é considerada como fator principal para diagnosticar, sendo que a observação do possível portador deve ser feita por um período mínimo de seis meses, tendo a maior cautela possível, evitando diagnosticar crianças normais ativas como portadoras do TDAH.

No caso de suspeita, orienta-se encaminhar a criança/adolescente para uma avaliação feita por especialistas (neurologista infantil, fonoaudiólogo, psicólogo e psicopedagogo).

Algumas práticas são sugeridas aos professores e pais que convivem com crianças que apresentam o TDAH, contribuindo para uma melhor qualidade de vida, bem como o desenvolvimento da criança. Observe com atenção:

Aos pais

• Procurar agir da mesma forma em relação aos demais filhos;

• Comunicar com clareza e eficiência isto;

• As ordens, as instruções e os pedidos devem ser feitos individualmente;

• Oferecer atividades físicas regularmente;

• Dar preferência por atividades que tenham regras e limites;

• Selecionar a escola de forma bem criteriosa, dando preferência àquelas que disponibilizam trabalhos específicos para crianças com TDAH;

• Ter consciência da importância do trabalho em equipe (pais/família/profissionais);

• Trabalhe inicialmente a maior dificuldade da criança;

• Refletir bem antes de tomar qualquer decisão;

• Não tomar atitudes de forma precipitada;

• Utilizar a linha de recompensa antes e preferencialmente à punição;

• Incentivar os progressos e evitar críticas constantes, entre outras.

Aos professores

• Dê prioridade ao diálogo de forma que venha adquirir a confiança da criança bem como conhecer suas preferências;

• Busque criar estratégias e recursos diferentes de forma que venha a favorecer a aprendizagem do aluno;

• Inicie sempre com atividades simples e conforme a evolução vá aumentando os níveis;

• Encoraje-a com freqüência.

• Busque sempre manter próxima a você na sala de aula;

• Dialogue em particular com a criança, informando-a sobre seu desempenho de forma que venha estimular sua evolução;

• Por mais simples que sejam as evoluções, jamais deixe de elogiar evitando o regresso do desenvolvimento.

No intuito de propiciar aos portadores do TDAH um desenvolvimento constante, mesmo que mínimo e dentro das limitações, é fundamental que ocorra um trabalho mútuo do educador em conjunto com a família e, principalmente, o profissional da saúde, acompanhando a criança de forma que através de depoimentos, experiências e sugestões possam somar na evolução do processo de aprendizagem, bem como na qualidade de vida desse indivíduo.

Por Elen Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola



Extra 02

Contribuições da Psicopedagogia ante o “diagnóstico” de TDA/TDAH

Patrícia Leuck(Psicopedagoga Clinica e Institucional)


 O diagnóstico de TDA/TDAH atualmente é um dos temas mais abordados nos espaços educacionais e clínicos, com conceito bem específico : criança desatenta, desorganizada e inquieta.
Consta analisar que a infância e a adolescência são fases de inquietude, de buscas por respostas, uma verdadeira desorganização de emoções, pensamentos, seguido pelo sintoma da desatenção. Desatenção do que não está sendo assimilado ou contextualizado ao seu dia a dia, às suas inquietações. São tantas perguntas e cobranças do mundo que os cerca, e as respostas? As respostas prontas, sintetizadas e bem limitadas, tornando-os acomodados, desatentos, hipoativos. Não os autorizamos a pensar.
Autoria de pensamento  segundo FERNANDÉZ “ é o processo e a produção de sentidos e de reconhecimento de si mesmo como protagonista de tal produção”.  A aprendizagem dá-se pela interação, assimilação, associação das ideais. Como haver tal aprendizagem com crianças enfileiradas em suas cadeiras, apenas recebendo informações, meros expectadores do mundo que as cerca. SCOZ( 2003) nos diz que      “ ordem e desordem fazem parte de uma totalidade movente, onde equilíbrio contém e é criado pelo desequilíbrio, sendo importante para o processo de aprendizagem: ricos em evoluções imprevistas,traçados de relações não lineares de causa e efeito, fractados em múltiplas e diferentes magnitudes, tornando-se precária a universalização.  
Não consideramos a vida cotidiana da criança e do adolescente do século XXI, Vivemos num mundo globalizado, onde elas captam milhares de conhecimento numa fração de segundos. A geração Z, geração está que traz características de assistir televisão enquanto se estuda para uma prova e fones nos ouvidos ao redigir um trabalho escolar são cenas bem comuns na atualidade entre os jovens . Convivem com o estresse a ansiedade e insegurança da sociedade, de sua família, participam ativamente com a competitividade que seus pais enfrentam lá fora no mercado de trabalho, competição para serem bem vistos e aceitos em suas tribos, financeiramente, emocionalmente. E todo esse bombardeio não é nada inofensivo, pois os torna em uma eterna busca pelo prazer, saciar suas vontades, que muitas vezes nem eles próprios sabem quais são por não estarem  conseguindo acomodar todas estas informações .  Aqui questiono muito o uso abusivo de medicalização infantil, e, ao ler a frase de FERNADÉZ quando diz que: " A sociedade hipercinética e desatenta medica o que produz”  nos confirma o que não estamos querendo ver, ouvir ou até mesmo admitir, admitir que estas crianças estão refletindo o que estão recebendo: hiperativismo, individualismo e desatenção  ao mundo que os cerca, porém exigimos de nossas crianças totalmente ao contrário.
A sociedade esta aniquilando a infância, podando suas etapas essenciais para seu desenvolvimento. Queremos filhos e alunos robotizados, que apenas respondam aos nossos estímulos, evitando a autonomia, criatividade e criticidade. Criança é corpo, movimento e isso gera agitação, inquietação, todo este processo resultará na aprendizagem, aprendizagem que responderá as todos seus questionamentos a cerca de seu mundo. As brincadeiras onde estão? As interações de lazer familiares estão cada vez mais individualistas e tecnológicas,
 Em estudos na população francesa Brougère (1993) verificou que os jogos mais utilizados nas escolas são os pedagógicos e os de atividade motora. O autor ainda constatou que são os professores que escolhem os materiais e o tempo para a utilização destes. A brincadeira de faz de- conta apareceu somente nas classes pré-escolares e a brincadeira livre simplesmente não apareceu. Goldhaber (1994) traz relatos de professores da educação infantil e constata que a brincadeira não é vista como um caminho para a aprendizagem. Na Guatemala Cooney (2004) identificou algumas barreiras que impedem a implementação da brincadeira no currículo escolar.
Dentre os estudos realizados no Brasil, Wajskop (1996) pesquisou as concepções dos professores sobre o brincar e verificou que a brincadeira é vista como diversão e separada da educação.
O brincar é a essência do pensamento lúdico e a característica das atividades executadas na nossa . E qual a relação entre brincar e criar?  Aqui respondo a estes questionamentos pertinentes a sociedade atual que é no brincar, e somente no brincar, que o individuo, criança ou adulto, pode ser criativo e utilizar sua personalidade integral, e é somente sendo criativo que o indivíduo descobre o seu eu.  ( Winnicott, 1975, p. 80)
Atualmente uma discussão psicopedagógica paira onde entre os educadores não questiona se “o aluno aprende ou não” ou o quanto ele aprende, mas está voltada a questões mais amplas como : de que modo poderemos favorecer a aprendizagem?, Que ações pedagógicas adotaremos para facilitar a construção de conhecimentos?
Veja a afirmação de Albert Einstein ( 1994, p.36) Por vezes, vemos na escola simplesmente o instrumento para a transmissão de certa quantidade máxima de conhecimento para a geração em crescimento. Mas isto não é correto. O conhecimento é morto: a escola, no entanto serve os vivos
O TDA/TDAH é visto como uma desordem comportamental da infância, inúmeros testes, exames para diagnosticar esta desordem . Mas que desordem comportamental seria esta ? Ou seria uma inquietação de saberes ? Julga-se infância, a fase do simbolismo, que unimos realidade e fantasia, criatividade e imaginação, traquinagens e peraltices de crianças. Criança precisa ser criança, com sua impulsividade, sua curiosidade sobre o mundo com seus porquês, suas inquietações . Inquietude é produtividade, é criação, é vida.
Acredito ser mais fácil, cômodo delegar esta responsabilidade a uma desordem, distúrbio à responsabilizar-se pela educação, pelos limites e regras em suas casas e na rotina dos filhos. Crianças precisam de rotina, limite, focar no seu cotidiano ou tornar-se-ão adultos insatisfeitos, desajustados, incapazes de organizar sua própria vida. E, a criança a a partir de brincadeiras, jogos , interações sociais e principalmente no faz de conta  irá se adequando a estas estruturações sociais, motoras e cognitivas.
As características de crianças que não possuem limites são descontrole emocional, histerias; distúrbios de condutas, incapacidade de concentração, excitabilidade, dificuldade para concluir tarefas e baixo rendimento. Características estas, muito confundidas com TDAH (hiperatividade).
As crianças atualmente não se contentam com pouca coisa, exigem muito de professores e pais, querem algo inovador, que lhes instiguem o intelecto, estamos competindo num páreo duro com alta tecnologia, e temos que correr, pra não ficar atrás.
            Temos que ter em mente que em uma escola, priorizando a sala de aula temos um grupo de crianças de uma mesma faixa etária, mas com desenvolvimento emocional, social e cognitivo bem distintos, cada um com a sua própria dinâmica familiar, seus próprios valores( em relação a comportamento, limites, disciplina e autoridade). TIBA utiliza uma expressão bem interessante de que  “ O professor pode ser um canhão, mas o aluno é um revolver”. Quantas situações agressivas e desnecessárias poderemos evitar se olharmos com outros olhos para nossos alunos, para nós mesmas, porque há muitos professores e pais  hiperativos e sem limites também. Educamos e ensinamos pelo exemplo. Uma vez uma professora nos disse em sala de aula “ Meninas vocês serão o espelho de seus alunos, seu estado de espírito refletirá, muitas vezes neles”.Portanto, a disciplina será um bem desde que não exista uma moral dupla, que todo mundo aceite e compreenda as que normas nunca poderão ser iguais a todos, que os alunos as aceite, para o bem de uma convivência.
            PELLEGRINI afirma que “não nos tornamos competentes socialmente simplesmente porque professores nos dizem como devemos nos comportar, aprendemos essas habilidades principalmente na prática, observando exemplos e convivendo com colegas”.
A capacidade que o ser humano têm em relação a aprendizagem é um fato evidente. Saber compreender os estágios cognitivos, o funcionamento fisiológico dos alunos torna-se prioritário no fazer psicopedagógico e educacional. Saber escutar, questionar a criança, perceber qual entendimento ela possui de sua realidade, dos valores morais, e da lógica, cria uma habilidade de avaliação rica, capaz de encaminhar o psicopedagogo ou os educadores para uma conclusão lógica sobre o potencial de aprendizagem da criança em questão.
Compreender o processo de pensamento destas crianças e adolescentes é imprescindível, investigar o seu nível operatório, para que sejam ajustados as propostas de ensino às suas condições reais de aprendizagem. Instigá-lo e provocar-lhe o desequilíbrio necessário, lhe possibilitará a reflexão sobre novas formas de pensar sobre sua realidade, possibilitando assim, o avanço de seu nível operatório ou de abstração.
Os problemas de aprendizagem surgem por falta de possibilidade da criança aprender, onde não possui a curiosidade desperta, não possui autoria de pensamento.
Todo pensamento, todo comportamento humano remete-nos à sua estruturação inconsciente, como produção inteligente e, simultaneamente, como produção simbólica.
“A interpretação do discurso não pode ser feita sem levar em conta o nível da realidade, pois a realidade é a prova: sem levar em conta a leitura inteligente dessa realidade que lhe dá sua coerência: sem levar em conta a dimensão do desejo, que é sua aposta, sem levar em conta sua modalidade simbólica que lhe dará sua paixão”. SARA PAIM (p.233)
             Na quarta edição revisada do Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos
Mentais (DSM-IV-TR) – guia psiquiátrico que contém informações sobre os mais diversos transtornos mentais estudados e classificados, publicado pela Associação Americana de Psiquiatria (APA) –, estima-se que entre 3% e 5% da população escolar estadunidense seja portadora do transtorno (APA, 2002).
            Em estudos de caso ao qual me deparei inúmeros são os diagnósticos de TDA/TDAH, onde pais, professores e psiquiatras relatam os sintomas do transtorno, autorizando-se a medicalização, que obviamente trará efeitos colaterais que prejudicarão a vida cotidiana desta criança ou adolescente.
            A necessidade de repensar sobre as rotulações atuais, sobre a medicalização abusiva para todas situações cabíveis ou não na vida do ser humano torna-se urgente.
Repensar sobre nossas inquietudes, nossas impulsividades e agitações são realmente imprescindíveis  ao ser humano faltando-nos um embasamento epistemológico de como devemos conduzir estas características  para uma produtividade  saudável, criativa e empreendedora, afinal as melhores produções, as melhores situações de aprendizagem já vistas na humanidade foram criadas nos mais variados níveis de hiperatividade .

Bibliografia:

ANDRADE MS. O sujeito como autor e a produção do conhecimento em psicopedagogia. In: Amaral S, ed. Psicopedagogia: um portal para a inserção social. Petrópolis:Vozes;2003. p.38-48.
 FREIRE P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 7ª ed. São Paulo:Paz e Terra;1998.
FERNÁNDEZ A. Psicopedagogia em psicodrama. Vozes.
FERNANDEZ A. Inteligência Aprisionada. Ed. Nueva Vision.
FERNÁNDEZ, Alicia. O saber em jogo: a psicopedagogia propiciando autorias de pensamento. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001;
 GARDNER, Howard. Inteligências Múltiplas: a teoria na prática 1. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995;
 GALVÃO, Izabel. Henri Wallon. Uma concepção dialética do desenvolvimento infantil. Petrópolis: Vozes, 2001; HALL, Stuart. Nascimento e morte do sujeito moderno.
PRANDINI, Regina Célia de A. Autoria de pensamento e alteridade: temas fundantes de uma relação pedagógica amorosa e libertadora. IN.: AMARAL, Silvia (coord.) AMARAL, Silvia (coordenadora). Psicopedagogia: um portal para a inserção social. Editora Vozes, 2003.


Texto 03

TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH) EM CRIANÇAS – REFLEXÕES INICIAIS
Ligia de Fátima Jacomini Machado
Marisa Jesus de Canini Cezar
Abril / 2008

RESUMO
             A Psicopedagogia busca intervenções adequadas para aliviar os problemas causados pelo TDAH na criança de 6 a 12 anos. Pensando nisto, apresentamos neste trabalho alguns estudos e conceituações de diversos estudiosos, doutores, pesquisadores sobre o TDAH, bem como suas causas, sintomas, critérios para diagnóstico, e algumas possíveis intervenções psicopedagógicas.
Palavras-Chave: Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade, TDAH.
INTRODUÇÃO
              O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é um dos mais freqüentes distúrbios que ocorrem em crianças. A Hiperatividade, uma deficiência neurobiológica de origem genética é um descontrole motor acentuado, que faz com que a criança tenha movimentos bruscos e inadequados, mudanças de humor e instabilidade afetiva.
              Não existe uma única forma de TDAH e com o tempo pode sofrer alterações imprevisíveis. Afeta a criança na escola, em casa e na comunidade em geral, muitas vezes, prejudicando seu relacionamento com professores, colegas e familiares.
             Este transtorno segundo Rohde & Benczik (1999) apresenta três características básicas: a desatenção, a agitação e a impulsividade. A criança com TDAH tem dificuldade de concentrar-se e distrai-se com facilidade, esquece seus compromissos, perde ou esquece objetos, tem dificuldade em seguir instruções, em se organizar, fala excessivamente, interrompe, não consegue esperar sua vez, respondendo a perguntas antes mesmo de serem formuladas.
             O Transtorno de Déficit de Atenção segundo Sam Goldstein, (2006) é caracterizado por hiperatividade, impulsividade e/ou déficit de atenção, levando a repercussões acadêmicas e/ou sociais.
             A hiperatividade é denominada de “desordem do déficit de atenção” e se baseia nos sintomas de desatenção (pessoa muito distraída) e hiperatividade (pessoa muito ativa, agitada além do comum). Para haver um diagnóstico desse transtorno, esses sintomas devem interferir significativamente na vida da criança, num comportamento crônico, com duração de no mínimo 6 meses e as características devem estar presentes em mais de um ambiente.
TDAH: REFLEXÕES SOBRE A POPULAÇÃO ATINGIDA E AS CAUSAS

             O TDAH segundo Sam Goldstein (2006) aparece geralmente na primeira infância e atinge aproximadamente de 3% a 5% da população durante a vida toda, não importando o grau de inteligência, o nível de escolaridade, a classe sócio-econômica ou etnia. De acordo com estudos recentes, o TDAH é mais percebido em meninos do que em meninas, numa proporção de 2/1; sendo que nos meninos os principais sintomas são a impulsividade e a hiperatividade, e nas meninas a desatenção. Os índices variam conforme a fonte de informação. Atinge de 6% a 8% de crianças em idade escolar.
             Algumas crianças desenvolvem o transtorno bem precocemente, porém antes dos quatro ou cinco anos é muito difícil se fazer um diagnóstico preciso. É de origem orgânica e pesquisas apontam (Jensen, 1999) que as crianças mais propensas a desenvolver este transtorno são filhos de pais hiperativos (50%), irmãos (5% a 7%), gêmeos (55% a 92%) e que 50% a 60% ainda persistem com sintomas acentuados na fase adulta, pois não há cura. Muitos pesquisadores acreditam não ser hereditário e que seja conseqüência de algum desequilíbrio da química do cérebro.



"... Algumas crianças, entretanto, podem apresentar sintomas de hiperatividade como resultado de ansiedade, frustração, depressão ou de uma criação imprópria." (Sam Goldstein – Michael Goldstein)


             O Transtorno é causado por um mau funcionamento da neuroquímica cerebral. Ainda não foi descoberto o mecanismo exato, porém estudos confirmam que há uma alteração metabólica, principalmente na região pré-frontal do cérebro, principal reguladora do comportamento humano.



"... Este transtorno é considerado uma doença relacionada à essência de produção de determinados neurotransmissores que são substâncias produzidas em maior ou menor quantidade no sistema nervoso central e regula o funcionamento do mesmo." 
(Dr. Dinizar de Araújo Filho - 2003)
TDAH: CONCEITUAÇÕES E CARACTERIZAÇÕES
             De acordo com Sam Goldstein(2006) o T.D.A.H. é classificado a partir de quatro formas:

Forma Hiperativa/Impulsiva – É caracterizada por pelo menos seis dos seguintes sintomas, em pelo menos dois ambientes diferentes:

    - Dificuldade em permanecer sentada ou parada;
    - Corre sem destino ou sobe excessivamente nas coisas;
    - Inquietação, mexendo com as mãos e/ou pés, ou se remexendo na cadeira;
    - Age como se fosse movida a motor, “elétrica”;
    - Fala excessivamente;
    - Dificuldade em engajar-se numa atividade silenciosamente;
    - Responde a perguntas antes mesmo de serem formuladas totalmente;
    - Interrompe frequentemente as conversas e atividades alheias;
    - Dificuldade em esperar sua vez (fila, brincadeiras).

Forma Desatenta – A criança apresenta, pelo menos seis das seguintes características:

    - Dificuldade em manter a atenção;
    - Corre sem destino ou sobe excessivamente nas coisas;
    - Distrai-se com facilidade, “vive no mundo da lua”;
    - Não enxerga detalhes ou comete erros por falta de cuidado;
    - Parece não ouvir;
    - Dificuldade em seguir instruções;
    - Evita/não gosta de tarefas que exigem um esforço mental prolongado;
    - Dificuldade na organização;
    - Frequentemente perde ou esquece objetos necessários para uma atividade;
    - Esquece rápido o que aprende.

Forma Combinada ou Mista – É caracterizada quando a criança apresenta os dois conjuntos das formas hiperativa/impulsiva e desatenta. Existem ainda outros critérios que devem ser levados em conta, tais como:

    - Persistência do comportamento há pelo menos seis meses;
    - Início precoce (antes dos 7 anos);
    - Os sintomas têm que ter repercussão na vida pessoal, social ou acadêmica;
    - Tem que estar presente em pelo menos dois ambientes;
    - Freqüência e gravidade maiores em relação à outras crianças da mesma idade;
    - Idade de 5 anos para diagnóstico.

Tipo não específico – A pessoa apresenta algumas características, mas em número insuficiente de sintomas para chegar a um diagnóstico completo. Esses sintomas, no entanto, desequilibram a vida diária. Além dos sintomas citados por Goldstein outros autores colocam:

    - Choro inexplicável nos primeiros meses “cólicas”.(Andrade, 1998);
    - Maior risco de acidentes (Leibson, 2001);
    - Baixa auto-estima (Dra. Ana Beatriz B. Silva, 2007);
    - Depressões freqüentes .( Dra. Ana Beatriz B. Silva, 2007);
    - Caligrafia de difícil entendimento(Dra. Ana Beatriz B. Silva, 2007);
    - Mudanças rápidas de interesse (começa várias coisas e não termina) (Dra. Ana Beatriz B. Silva, 2007);
    - Dificuldades de relacionamento com outras crianças (Leibson, 2001);.
POSSÍVEIS DIAGNÓSTICOS, TRATAMENTO E ORIENTAÇÕES ACADÊMICAS PARA O T.D.A.H.
             De acordo com o Dr. Keith Conners* não existe exame para diagnosticar TDAH, por isso o diagnóstico é um processo de múltiplas facetas e de avaliação ampla. É preciso estar atento à presença de sintomas que são concomitantes a outros transtornos (comorbidades). Ansiedade, depressão e certos tipos de problemas de aprendizagem causam sintomas semelhantes aos provocados pelo TDAH. O mais importante é se fazer um cuidadoso histórico clínico e desenvolvi- mental, onde se inclui dados recolhidos de professores, pais e de adultos que interagem de alguma maneira com a criança avaliada, um levantamento do funcionamento intelectual, social, emocional e acadêmico e exame médico, geralmente neuropediatra, bem como testes psicológicos e/ou neurológicos.

             E ainda, segundo Eidt e Tuleski (2007), a questão é complexa e envolve fatores macro-estruturais e não apenas individuais. Este assunto demonstra ainda não haver consenso científico, existindo muitas lacunas a serem preenchidas com pesquisas mais abrangentes, que considerem as diferenças sociais e culturais. A análise da literatura sobre esse transtorno, aponta dificuldades para o diagnóstico e intervenção com crianças consideradas portadoras de T.D.A.H., devido à falta de clareza e sua delimitação frente a outros quadros com sintomas semelhantes, não existindo também estudos consistentes a cerca das futuras conseqüências do uso de medicação.

             O tratamento de crianças com TDAH supõe intervenção psicológica, pedagógica e médica, sendo esta a questão central para o psicopedagogo, além de técnicas de mudança de comportamentos. Uma abordagem que envolva todas as áreas inclui: treinamento dos pais em controle do comportamento; um programa pedagógico adequado; aconselhamento individual e para a família (quando necessário) e medicamento (quando necessário).



"... Por ser uma doença que acaba desenvolvendo um aspecto comportamental, é como qualquer doença, o tratamento é diferencial para cada nível de hiperatividade. Há casos que exigem só a terapia comportamental. Outros casos a partir de maior grau de compreensão da criança em relação ao problema, ela terá que ter condições de conviver com essa doença, desenvolver um processo de auto-controle, daí a necessidade de terapia como apoio. De modo geral é necessário a psicoterapia de apoio nesse tratamento e a pessoa poderá conviver com isso sem que haja prejuízo para ela, nem para o ambiente. Existem casos intermediários da doença em que se pode optar por algum tipo de tratamento medicamentoso, num grau menor, juntamente com terapia comportamental. E há casos extras em que é necessário a utilização de psicofármacos específicos para a questão. Cada grau tem a sua avaliação, seu manuseio e sua forma de conduzir. Os medicamentos mais utilizados no controle dos sintomas relacionados com o TDAH são os psicoestimulantes. A hiperatividade ocorre por falta de regulação nos neuro-transmissores. Nós temos no lobo frontal, na parte anterior do cérebro, uma área que desenvolve o equilíbrio entre a percepção, a estimulação ambiental e a capacidade de resposta neuro-orgânica a tudo isso. Quando ocorre uma deficiência na produção de determinadas substâncias como a dopamina, acarreta uma falta de equilíbrio nesse funcionamento, a criança não tem um processo de limitação, então os psicoestimulantes estimulam a produção desses neuro-transmissores que estão deficientes." (Dr. Dinizar de Araújo Filho – 2003 - Neurologista – estudioso em TDAH)



             De acordo com Sam Goldstein, (2006) o T.D.A.H. é com freqüência apresentado, erroneamente, como um tipo específico de problema de aprendizagem. Ao contrário, sabe-se que as crianças com T.D.A.H. são capazes de aprender, mas têm dificuldades em se sair bem na escola devido ao impacto que os sintomas deste transtorno têm sobre uma boa atuação. Porém, por outro lado, 20% a 30% das crianças com T.D.A.H. também apresentam um problema de aprendizagem, o que complica ainda mais a identificação correta e o tratamento adequado.

              Segundo Eidt e Tuleski (2004), verifica-se que crianças têm sido diagnosticadas e medicadas como hiperativas e/ou desatentas cada vez mais cedo, apresentando-se como justificativa corrente para o fracasso escolar de um número expressivo de crianças, atribuindo-lhes a responsabilidade pelo não aprender e isentando de análise o contexto escolar e social nos quais elas se encontram inseridas.

              Acreditamos que o sucesso na sala de aula pode exigir uma série de intervenções. A maioria destas crianças pode permanecer na classe regular, com pequenas intervenções no ambiente estrutural da escola, modificação de currículo e estratégias adequadas à situação. Somente crianças com problemas muito mais sérios podem exigir sala de aula especial. Mas, antes de tudo, é necessário encaminhar o portador de TDAH para um tratamento adequado, pois é um transtorno que tratado adequadamente promove uma resposta fantástica. Entre se ter um resultado final após o processo terapêutico e o período da condução, existe muita coisa que se pode fazer, vai depender da disponibilidade da professora, da escola, das condições de trabalho que a escola proporcione. Existe hoje, um conceito resgatado, que procura otimizar aquilo que a pessoa tenha de possibilidade a oferecer e não enquadra-la num lugar comum; trata-se da inteligência emocional. O grande problema do ensino é tratar pessoas diferentes de forma igual. Currículos rígidos, conteúdos programáticos pré-fixados. Isto, administrativamente, é muito melhor, mas não é o ideal.

              O professor precisa, antes de mais nada, conhecer seus alunos para poder planejar o que fazer durante o período escolar. Todas as estratégias propostas valem a pena serem experimentadas, mas só serão realmente eficazes se adequadas ao grupo a que se destinam.



"... a reabilitação daquelas crianças cujo diagnóstico cuidadoso afirma a configuração de um quadro de T.D.A.H., pode ser vista sob novas perspectivas, entendendo-se que a atenção e o controle voluntário do comportamento não se limitam às determinações biológicas, destaca-se a utilização tanto da linguagem quanto da mediação de outros signos, visando auxiliar no desenvolvimentos dessas funções psicológicas. Com isso pretende-se que a criança adquira maior consciência de seu próprio comportamento."(Eidt, 2004)



             Segundo Sandra Rief* algumas estratégias eficientes e eficazes para a sala de aula seriam estabelecer uma rotina clara, definindo claramente as regras e ?expectativas para o grupo, usando recursos visuais e auditivos, estabelecendo conseqüências razoáveis e realistas, que devem ser compreendidas por todos, e aplicá-las. Pode-se também implementar um sistema de controle de comportamento (verbal e escrito) que seja conhecido e compreendido pelos alunos, pais, professores, auxiliares e funcionários da escola, modelar o comportamento e habilidades sociais que se espera dos alunos. Adotar uma atitude positiva, como elogios e pequenas recompensas para comportamentos adequados, elogiando determinadas atitudes (alunos com TDAH sempre têm sua atenção chamada para o que fazem de errado) enfatizar o que fazem certo e quando o aluno começar a ficar agitado, frustrado ou incomodativo, redirecionar para uma outra atividade ou situação (levar um recado para fora da sala de aula, organizar os livros na prateleira, dar de comer para o mascote da sala, apagar o quadro, etc.) sempre com voz calma e firme. Controlar pela proximidade (sentar perto do professor, longe da janela ou da porta e de colegas antagonistas, no meio de colegas tranqüilos que podem ajudar); ignorar transgressões leves que não forem intencionais e ensinar a turma a ignorar os comportamentos inadequados menos sérios e a elogiar e reforçar comportamentos positivos; retirar dos alunos objetos que distraem (alguns alunos com TDAH precisam manusear alguma coisa para focalizar a atenção – combinar algo que passe o mais desapercebido possível); usar música para relaxar e para momentos de transição; circular pela sala frequentemente – usar a proximidade física para controlar e avisar os alunos (mãos no ombro, contato de olhar, toque na carteira).

              Concordamos com essas estratégias, que parecem simples, porém não deixam de auxiliar o professor no seu trabalho diário com alunos com T.D.A.H.

              Quanto à maneira de ensinar, Sandra Rief sugere que se tenha outras opções de atividades para os alunos que completam o trabalho mais cedo a fim de evitar problemas que surgem do tédio, tendo o cuidado para não passar um trabalho que o aluno não seja capaz de fazer pois este é o primeiro passo para a frustração; certificar-se que as atividades são estimuladoras e que os alunos compreendam a relevância da lição, utilizando técnicas eficientes de questionamentos, e providenciando oportunidades para movimentação dentro da sala de aula, com intervalos entre as atividades.

              Considerando nossas experiências no ensino fundamental – séries iniciais, observamos que alunos com T.D.A.H. conseguem obter maior aproveitamento quando recebem apoio, incentivo e ajuda individual; compreensão e respeito ao seu “tempo” de aprendizagem e suas limitações. A firmeza e o comprometimento do professor são fundamentais, bem como a utilização de técnicas e recursos adequados, evitando exposição do aluno à situações constrangedoras.
Orientações Familiares


"... para ajudar seus filhos a serem bem sucedidos na escola, os pais devem ser pacientes, persistentes e orgulhosos" (Goldstein, 1995)


             Em primeiro lugar, devem ter a paciência de instruir os professores a respeito dos distúrbios do seu filho e oferecer recursos, compreensão e apoio. Devem ser persistentes em seu esforço de auxiliar o filho a transpor as dificuldades, assumindo compromissos, reconhecendo a necessidade de intervenções e colaborando para sua execução.

             Programas de treinamento para pais de crianças com TDAH frequentemente começam com ampla divulgação de informação. Existe uma grande quantidade de livros, vídeos e fitas disponíveis com dados a respeito do transtorno em si e de estratégias efetivas que podem ser usadas por familiares. A lista que segue revê nove pontos de uma série de estratégias que podem ajudar pais de crianças portadoras de TDAH segundo Goldstein e Goldstein, 1998.

1 - 
Aprener o que é TDAH
Os pais devem compreender que, para poder controlar em casa o comportamento resultante do TDAH, é preciso ter um conhecimento correto do distúrbio e suas complicações;
Incapacidade de compreensão versus rebeldia
Os pais devem desenvolver a capacidade de distinguir entre problemas que resultam de incapacidade e problemas que resultam de recusa ativa em obedecer ordens. Os primeiros devem ser tratados através da educação e desenvolvimento de habilidades. Os outros são resolvidos de maneira satisfatória através de manipulação das conseqüências.
3 - Dar instruções positivas
Pais devem cuidar para que seus pedidos sejam feitos de maneira positiva ao invés de negativa. Uma indicação positiva mostra para a criança o que deve começar a ser feito e evita que ela focalize em parar o que está fazendo.
4 Recompensar 
Os pais devem recompensar amplamente o comportamento adequado. Crianças com TDAH exigem respostas imediatas, freqüentes, previsíveis e coerentemente aplicadas ao seu comportamento. Da mesma maneira, necessitam de mais tentativas para aprender corretamente. Quando a criança consegue completar a tarefa ou realiza alguma coisa corretamente, deve ser recompensada socialmente ou com algo tangível mais frequentemente que o normal.
5 Escolher as batalhas
Os pais deveriam escolher quando e como gastar suas energias numa batalha, sempre reforçando o positivo, aplicando conseqüências imediatas para comportamentos que não podem ser ignorados e usando o sistema de créditos ou pontos. É essencial que os pais estejam sempre um passo à frente.
6 Usar técnicas de "custo de resposta"
Os pais devem entender bem o que seja “custo de resposta”, uma técnica de punição em que se pode perder o que se ganhou.
7 Planejar adequadamente
Os pais devem aprender a reagir aos limites de seu filho de maneira positiva e ativa. Aceitar o diagnóstico de TDAH significa aceitar a necessidade de fazer modificações no ambiente da criança. A rotina deve ser consistente e raramente variar. As regras devem ser dadas de maneira clara e concisa. Atividades ou situações em que já ocorreram problemas devem ser evitadas ou cuidadosamente planejadas.
8 Punir adequadamente
Os pais devem compreender que a punição não irá reduzir os sintomas de TDAH. Punir deve ser uma atitude diretamente relacionada apenas a um comportamento para crianças com TDAH se acompanhada de uma estratégia de controle.
9 Construir ilhas de competência
O que realmente importa para o sucesso dessa criança na vida é o que existe de certo com ela e não o que está errado. Cada vez mais, a área da saúde mental focaliza seu trabalho em aumentar os pontos fortes em vez de tentar diminuir os pontos fracos. Uma das melhores maneiras de criar pontos fortes é uma boa relação dos pais com seu filho.


             Uma das grandes dificuldades enfrentadas pelo aluno com TDAH e sua família é a realização do dever de casa. O que professores devem lembrar ao passar uma lição de casa é o tempo que um estudante com TDAH leva para fazer essa lição – 3 a 4 vezes mais do que seus colegas. É necessário fazer adequações para que a quantidade de trabalho não exceda o limite da possibilidade. Ter sempre presente que a lição de casa tem o objetivo de revisar e praticar o que foi aprendido em sala de aula. Pais não devem fazer o papel de professores.

"... acima de tudo, o dever de casa não deve ser jamais um castigo ou conseqüência de mal comportamento na escola." (Sandra Rief, 1993)

             Em casa, é necessário estabelecer uma rotina com expectativas claramente definidas e previamente combinadas (horário, duração, intervalos). Proporcionar local adequado para o estudo e auxiliar na organização do trabalho, pois a desorganização e falta de consciência do tempo são características típicas do TDAH. Os pais devem dar todo apoio necessário, mas jamais fazer o trabalho escolar de seus filhos. A comunicação freqüente entre escola e família é importantíssima para que professores e pais possam trocar experiências relevantes para as horas difíceis. Saber o que está se passando no outro ambiente ajuda a compor o quadro real da situação, e esse confiar no outro é que estabelece a parceria.
Orientações Psicopedagógicas - Sugestões para Intervenções

             Conforme Edyleine (2002) o trabalho do psicopedagogo é muito importante pois auxilia, atuando diretamente sobre a dificuldade escolar apresentada pela criança, suprindo a defasagem, reforçando o conteúdo, possibilitando condições para que novas aprendizagens ocorram, e orientando professores.

              As técnicas mais utilizadas são os jogos de exercícios sensório-motores, ou de combinações intelectuais, como damas, xadrez, carta, memória, quebra-cabeça, entre outros.

              Os jogos com regras permitem à criança, além do desenvolvimento social quanto à limites, à participação, o saber ganhar, perder, o desenvolvimento cognitivo, e possibilita a oportunidade para a criança detectar onde está, o porquê e o tipo de erro que cometeu, tendo a chance de refazer, agora, de maneira correta.

              Podem ser usadas técnicas que envolvam escritas, como escrever um livro e ilustrá-lo, pode despertar nela em criar algo seu e admirar seu trabalho final, podendo isso, ser estendido às lições em sala de aula. Uma outra técnica é a de despertar na criança o gosto pela leitura, através de assuntos e temas de seu interesse e também aguçar a curiosidade por conhecer novos livros, revistas e gibis.

              A utilização de contos de fadas e suas dramatizações podem ser um recurso a mais. Podem ser utilizados desde a fase do diagnóstico até a fase de intervenção educativa, adaptando-se as tarefas, em razão do nível de aprendizado em que a criança se encontra. Edyleine (2000) salienta que essa técnica permite ao psicopedagogo coletar tanto dados cognitivos quanto psicanalíticos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
              A escolha do nosso tema se deu em função de trabalharmos com muitas crianças com problemas de aprendizagem, muitos deles causados por falta de atenção e ou concentração. Entendemos, no decorrer da nossa pesquisa, que o TDAH é realmente um transtorno e como tal, merece e deve ser tratado, visto que, na maioria dos casos, a criança hiperativa pode obter mais sucesso se for acompanhada de uma ação multidisciplinar, que poderá envolver professores, pais, terapeutas, médicos e medicamentos. O psicopedagogo poderá ser o elo principal entre a família e os especialistas envolvidos, durante o tratamento do TDAH, pois seu papel não é o de dar diagnóstico e sim de esclarecer aos pais que o transtorno não tratado gera inúmeras complicações para seu portador, no convívio social, muitas vezes levando à insatisfação, depressão, rejeição, busca das drogas, enfim, à infelicidade. Avaliamos ser de suma importância os estudos sobre TDAH e a divulgação dos mesmos nos ambientes escolares, pois quanto mais conhecimentos obtivermos sobre este assunto, muito mais poderemos contribuir para amenizar o sofrimento e o fracasso de nossas crianças.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
GOLDSTEIN, Sam. Hiperatividade: Compreensão, Avaliação e Atuação: Uma Visão Geral sobre TDAH. Artigo: Publicação, novembro/2006.
GOLDSTEIN, Sam e GOLDSTEIN, Michael: tradução Maria Celeste Marcondes. Hiperatividade: Como Desenvolver a Capacidade de Atenção da CriançaCampinas, SP: Editora Papyrus, 1994
MIRANDA NETO, M.H.  Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Arq. Apadec, 8(1): 5-13, 2004.
SILVA, Drª Ana Beatriz Barbosa. DDA ou TDAH em crianças e adolescentes. Mentes Inquietas. Editora Gente. RJ. 2006.
FILHO, Dinizar de Araújo. Entrevista: Hiperatividade. Petrópolis. 2003.
ANDRADE, Ênio Roberto de. Indisciplinado ou hiperativo. Nova Escola, São Paulo, n. 132, p. 30-32, maio 2000
GOLDSTEIN, Sam. Hiperatividade: como desenvolver a capacidade de atenção da criança. São Paulo: Papirus, 1998. 246 p.
SILVA, Ana Beatriz BMentes Inquietas. Rio de Janeiro: Napads, 2003. 224 p.
TIBA, Içami. Quem ama educa. 6. ed. São Paulo: Gente, 2002. 302 p.
SAMARA, Helena. Trabalho com os pais. Nova Escola, São Paulo, n. 132, p. 31-32, maio. 2000.
BENCZIK, Edyleine Bellini Peroni. Transtorno de Deficit de Atenção/Hiperatividade : Atualização diagnóstica e terapêutica. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2002.
RIEF, Sandra. 1993 – Pedagoga com especialização em Educação Especial e recursos de aprendizagem).
EIDT, Nádia Mara. Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade: Diagnóstico ou rotulação? Dissertação de Mestrado, Campinas, São Paulo. Pontifícia Universidade Católica de Campinas. 216p.
EIDT, Nádia Mara e DUARTE Newton. A Categoria de Atividade e a Constituição do Psiquismo na Criança: Reflexões para a Prática Educativa. Artigo: Publicação, novembro/2005.Campinas, São Paulo.
EIDT, Nádia Mara e TULESKI, Silvana Calvo. Transtorno de Déficit de Atenção e HiperatividadeCompreensão do Fenômeno a Partir da Psicologia Histórico-Cultural Artigo: Publicação, novembro/2005.Campinas, São Paulo.
ARCE, Alessandra, MARTINS, Ligia Márcia. Quem tem medo de Ensinar na Educação Infantil? Editora Alínea.Campinas, S. P. cap. 4. 2007


Texto 05

DDA - Distúrbio do Déficit de Atenção
Autor: Alexandre de Faria Vieira – Psicopedagogo
http://www.profala.com/arteducesp39.htm
INTRODUÇÃO
Há mais de cem anos a literatura médica vem comentando um distúrbio, conhecido atualmente como "DDA" ou "Distúrbio do Déficit de Atenção", do inglês "ADD (Attention Deficit Disorder)".
Revendo as vidas de vários personagens importantes da história universal, podemos hoje relacionar diversos fatos de suas condutas aos sintomas do DDA.
Até mesmo na Grécia antiga, andar completamente nu, à luz do dia, durante a semana, era considerado estranho. Foi o que fez o célebre Arquimedes, conhecido por um "insight" durante um banho de banheira. Muito impulsivo, Arquimedes acabou sendo morto por um soldado o qual insultou.
Albert Einstein, quando aluno, freqüentemente esquecia-se de suas chaves e precisava acordar sua senhoria durante a madrugada para poder entrar em casa. Quando estudava em Princeton, era conhecido por sair de casa na neve usando pantufas.
Há um sem número de exemplos de pessoas conhecidas por suas excentricidades como também por suas inteligências superiores que poderíamos classificar por hiperativas ou por portadoras de Distúrbio do Déficit de Atenção.
O DDA não é uma novidade.
As crianças impulsivas ou que freqüentemente agem sem pensar vêm sendo estudadas há décadas. Os pesquisadores atribuem as dificuldades das crianças hiperativas à mecanismos que governam a sustentação da atenção e do esforço, controles inibidores e à modulação dos níveis necessários para a realização de tarefas.
O Distúrbio do Déficit de Atenção (DDA) vem movimentando médicos, psicólogos, psicopedagogos, professores, fonoaudiólogos e pais em busca de explicações para a conduta, especialmente de crianças que não param sentadas, interrompem atividades antes de completá-las, parecem não ouvir o que lhes é dito, perdem objetos com freqüência, e outros. Tais comportamentos vem sendo freqüente, e por vezes prematuramente, atribuídos ao DDA.
Causas e Diagnóstico
Até o momento não são conhecidas causas conclusivas do problema e algumas possibilidades devem ser consideradas:
• Herança genética; 
• Traumatismos cerebrais pré, peri ou pós-natais, incluindo trabalhos de parto por períodos maiores que 13 horas; 
• Danos cerebrais causados por toxinas (infecções bacterianas, viroses, alcoolismo na mãe, intoxicação por metais). 


Muitos profissionais vêm diagnosticando o DDA simplesmente pelo que ouvem dos pais e professores sobre o comportamento das crianças em casa e em sala de aula e por uma observação superficial das mesmas. Em alguns casos, um questionário em forma de anamnese é usado, embora isso só venha a quantificar as descrições.

Aí, talvez esteja surgindo um "novo" antigo mal que parece se repetir em nossa sociedade a cada nova patologia identificada pela ciência: a "rotulação" do indivíduo e sua conseqüente segregação.
Devemos lembrar que há pouco tempo atrás, durante os anos 70 e 80, muitas de nossas crianças obtiveram diagnósticos injustificados de hiperatividade e disfunção cerebral mínima por apresentarem condutas de agitação, falta de atenção e baixo rendimento escolar. Tais diagnósticos, em grande parte dos casos, somente vieram a acrescentar mais uma dificuldade à vida dessas crianças e à de seus pais: a da discriminação e exclusão que somente agravam sua dificuldade de socialização.
Nos Estados Unidos um memorando do Departamento de Educação do ano de 1991 observa que as crianças com diagnóstico de DDA são elegíveis para os serviços de educação especial e/ou salas de aula adaptadas segundo Leis Federais que regulamentam a educação para os portadores de necessidades especiais.
Segundo os critérios de classificação americanos, as crianças com DDA podem ser classificadas segundo a Lei como "portadoras de problema de saúde crônico ou agudo acarretando estado de alerta limitado que afeta desfavoravelmente o rendimento escolar".
Ainda a seção 504 da Lei de Reabilitação de 1973, dos direitos civis americanos, define uma pessoa deficiente como "qualquer pessoa que tenha impedimento físico ou mental que limite substancialmente suas atividades normais (ex.: aprendizado)."
Portanto, uma criança portadora de DDA está incluída em tal definição de deficiente à luz da Lei.
No Brasil, o Decreto N.º 914, de 06 de setembro de 1993, capítulo I, Art. 3.º tem o seguinte texto: "Considera-se pessoa portadora de deficiência aquela que apresenta, em caráter permanente, perdas ou anormalidades de sua estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica, que gerem incapacidade para o desempenho da atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano."
Parece-nos razoável entender então que poderíamos considerar como portadora de deficiência a criança com um diagnóstico de DDA se levarmos em consideração os sintomas descritos no Manual de Diagnóstico e Estatísticas de Distúrbios Mentais da Associação Americana de Psiquiatria - 1987, relacionados abaixo:
• Freqüentemente movimenta mãos ou pés ou se contorce na cadeira (em adolescentes pode estar limitado à sentimentos subjetivos de desconforto). 
• Tem dificuldade de permanecer sentado quando solicitado. 
• Distrai-se facilmente com estímulos externos. 
• Tem dificuldades de aguardar a vez em jogos ou situações de grupo. 
• Freqüentemente responde as perguntas antes destas serem completamente formuladas. 
• Tem dificuldade de seguir completamente as instruções dadas (não por birra ou falha na compreensão). 
• Tem dificuldade de manter a atenção centrada nas tarefas ou atividades lúdicas. 
• Freqüentemente troca de uma atividade incompleta para outra. 
• Tem dificuldade de brincar quieto. 
• Freqüentemente fala excessivamente. 
• Freqüentemente interrompe ou intromete-se nas atividades dos outros. 
• Freqüentemente parece não estar ouvindo o que se lhe diz. 
• Freqüentemente perde coisas necessárias para tarefas ou atividades na escola ou em casa (brinquedos, livros, lápis, etc.). 
• Freqüentemente envolve-se em atividades fisicamente arriscadas sem considerar as possíveis conseqüências (não em busca de aventura) como atravessar repentinamente a rua sem olhar. 


O fato é que o DDA é um distúrbio muito comum e afeta cerca de 5 a 6% das crianças em idade escolar sendo mais freqüente nos meninos (3 para cada menina, segundo Kendall, 1993).

A hiperatividade é conceituada como um subtipo do DDA que a inclui.
Atualmente o diagnóstico de hiperatividade reflete um conceito no qual componentes cognitivos e motores coexistem e envolve atividade motora elevada, impulsividade, déficit na atenção e na conduta social e agressividade.
Como epistemólogos e a partir de uma visão holística do indivíduo, não poderíamos deixar de conjugar uma avaliação psicológica a avaliação médica bem como de proceder ao estudo de cada caso tomando em consideração também os aspectos da dinâmica familiar que poderiam iluminar um diagnóstico e prognóstico mais precisos e que busquem privilegiar a saúde.
Não são raras as vezes em que observamos nas famílias de nossos clientes relações permeadas pela falta de diálogo e de atenção, pela agitação e a tensão, pela desvinculação do grupo na busca de seus próprios objetivos. Não estariam muitas dessas crianças, ditas deficientes, apenas repetindo os padrões vividos nesse contexto? Poderíamos justificar apenas com obstáculos funcionais o seu desenvolvimento cognitivo e conduta social inadequados?
Acreditamos que as hipóteses de DDA devem ser verificadas por equipes multidisciplinares e que um diagnóstico seguro somente poderá ser obtido após criterioso trabalho de levantamento histórico dos comportamentos relatados e de suas possíveis causas, muitas das vezes doenças sociais instaladas no seio da família e da escola.
Prognóstico
Não há consenso quanto a um tratamento adequado ou único. Os sintomas sugerem que o mesmo inclua medicação, aconselhamento e treinamento dos tutores, aconselhamento do paciente e ambiente adequado ao aprendizado.
O tratamento requer persistência da família e dos profissionais envolvidos além de uma postura adequada da escola e especialmente do professor que precisa compreender bem o que se passa com a criança.
Muitos professores reconhecem o que muitos profissionais ainda negam: os distúrbios atribuídos ao DDA nunca vêm sozinhos. Junto deles aparecem as dificuldades de aprendizagem e os problemas de humor, a inconstância e a imprevisibilidade das crianças.
O aluno "distraído" observa tudo a sua volta exceto aquilo que deveria estar observando naquele momento. Ao contrário, o aluno que tem um período curto de atenção observa muito pouco. As crianças com DDA sabem o que está acontecendo a sua volta, mas nem sempre participam ativamente como as outras. Elas se dispersam com facilidade e têm grande dificuldade de modificar tal comportamento. Por esse motivo muitas vezes uma medicação adequada é indicada e deve ser levada em consideração apesar dos desagradáveis efeitos colaterais que algumas substâncias podem causar.
É comum que o avanço da idade traga melhoras aos períodos de atenção e facilite a terapia centrada na modificação dos hábitos negativos e valorização das atitudes positivas.
Aspectos Positivos do DDA
O DDA tem muitas conotações negativas e, infelizmente, por causa disso, as características positivas das pessoas diagnosticadas são ignoradas apesar destas demandarem maior incentivo nesse sentido.
Até o momento estão relacionadas algumas características positivas freqüentes nos portadores do DDA:
• Sensibilidade. 
• Compreensão dos sentimentos alheios. 
• Sentimentos profundos. 
• Naturalmente criativos (incluindo a solução de problemas). 
• Inventivos. 
• Freqüentemente vêem as coisas de uma perspectiva peculiar. 
• Bons em encontrar coisas perdidas (como pessoas em uma multidão). 
• Têm percepção acurada. 
• Cômicos. 
• Espontâneos. 
• Engraçados. 
• Energéticos. 
• Abertos, transparentes. 
• Não guardam ressentimentos. 
• Rápidos nas atividades que gostam de realizar. 
• Difíceis de enganar. 
• Penetram as pessoas e situações vendo além das aparências. 
• Seguros. 
• Sociáveis. 
• Multidisciplinares. 
• Originais. 
• Observadores. 
• Leais. 
• Tendidos a realizarem tarefas porque querem e não porque devem. 


O constante estímulo destas habilidades e de todas as que as crianças acometidas pelo DDA possam apresentar, representam um grande passo na direção da minimização dos sintomas habitualmente descritos e na construção de uma forte auto-estima, tão necessária nestes casos.

É justamente na escola que encontraremos, enquanto terapeutas, nossos maiores aliados ou nossos mais impiedosos inimigos.
A Criança com DDA e a Escola
Como uma maneira de ajudar os profissionais de ensino a lidarem com o problema do DDA, os doutores Edward M. Hallowell e John J. Ratey relacionaram 50 sugestões que podem ser muito úteis na sala de aula como coadjuvantes importantes em um tratamento adequadamente traçado.
1 - Em primeiro lugar esteja certo de que é com o DDA que você está lidando.
Não é tarefa do professor o diagnóstico do DDA, entretanto você pode e deve fazer perguntas, saber se a criança fez teste de audição e visão recentemente e afastar a possibilidade de outros problemas médicos. Esteja certo de que uma avaliação adequada seja feita. A responsabilidade é dos pais, mas o professor deve dar suporte ao processo.
2 - Procure suporte. Encontre uma pessoa que domine o assunto e possa ajudá-lo quando tiver algum problema mais sério.
Lecionar em uma turma onde há duas ou três crianças com DDA não é tarefa fácil. Procure ajuda da escola e de uma pessoa que conheça a patologia. Mantenha contato com os pais para certificar-se de que escola e família têm o mesmo objetivo.
3 - Conheça seus limites. Não tenha medo de pedir ajuda. Você, como professor, não pode ser tomado como um especialista em DDA.
4 - Pergunte a criança o que pode ajudá-la.
As crianças com DDA são geralmente muito intuitivas. Elas podem dizer como aprendem melhor se você perguntar-lhes, mas podem sentir-se embaraçadas com as informações já que estas são freqüentemente excêntricas. Procure sentar-se com a criança individualmente e perguntar-lhe como ela pode aprender melhor. A própria criança é a pessoa mais indicada para dar tal informação, mas normalmente ela não é consultada sobre isso. Especialmente com crianças maiores, certifique-se de que sabem o que vem a ser o DDA. Isso ajudará a ambos.
5 - Lembre-se da emoção envolvida no ato de aprender. Essas crianças precisam de ajuda extra para encontrarem prazer na sala de aula.
6 - Lembre-se de que crianças com DDA precisam estruturar-se. Elas precisam do meio para estruturar externamente o que não conseguem fazer internamente por si mesmas. Faça listas. Elas serão beneficiadas se tiverem uma lista a qual possam recorrer quando estiverem perdidas no que estiverem fazendo. Elas precisam de lembretes, de previsão e de repetição. Elas precisam de direcionamento e limites. Elas precisam estruturar-se.
7 - Proponha regras.
As crianças serão mais confiantes sabendo o que é esperado delas.
8 - Escreva, leia e repita o que quer que seja feito.
As pessoas com DDA precisam ouvir as coisas mais de uma vez.
9 - Mantenha contato visual. Você pode chamar a atenção de uma criança com DDA com seus olhos. Faça isso sempre. Um olhar pode tirar a criança do "mundo da lua" em que se encontra, permitir uma pergunta ou dar um incentivo silencioso.
10 - Mantenha a criança sentada o mais próximo de você.
11 - Estabeleça limites de modo a conter e acalmar o grupo e não de forma punitiva. Faça-o de maneira consistente, previsível, imediata e simples. Não entre em discussões complicadas que só levam à distração. Tome as rédeas.
12 - Tenha uma agenda o mais previsível possível. Dê muitos avisos e prepare a turma para as mudanças.
As transições e mudanças sem aviso prévio são muito difíceis para tais crianças. Tome cuidado para preparar tudo com antecedência, anunciar as mudanças e relembrar conforme o tempo for se aproximando.
13 - Tente ajudar os alunos a fazerem suas próprias agendas para depois da escola como uma maneira de evitar uma das características do DDA: o adiamento.
14 - Elimine ou reduza a freqüência de testes cronometrados.
Não há vantagens em testes cronometrados e eles não permitem que as crianças com DDA possam mostrar o que sabem.
15 - Permita as válvulas de escape como sair da sala por alguns minutos.
Se isso puder ser incorporado às regras da classe permitirá aos alunos saírem da sala em vez de alienarem-se além de possibilitar a incorporação de auto-observação e auto-moderação.
16 - Procure por qualidade e não por quantidade nos trabalhos. Crianças com DDA precisam de uma carga reduzida de trabalho. Elas terão o mesmo tempo de estudo, mas não ficarão enterradas em tarefas as quais não podem cumprir.
17 - Monitore os progressos. Crianças com DDA precisam de "feedback" constantemente. Isso ajuda a mante-las "nos trilhos", a saber o que é esperado delas e se estão atingindo as metas além de ser bem encorajador.
18 - Divida atividades longas em várias curtas.
Esta é uma das técnicas pedagógicas mais valiosas para as crianças com DDA. Tarefas longas confundem-nas rapidamente e as levam a um sentimento de incapacidade e resposta negativa do tipo "Eu nunca serei capaz de fazer isso". Dividir as atividades em partes manuseáveis, cada parte parecendo pequena o suficiente para ser realizada, poderá fazer com que a criança deixe de lado o sentimento de incapacidade. Em geral, estas crianças podem fazer muito mais do que pensam que podem. Dividindo as atividades, o professor permite que elas provem isto a elas mesmas. Com crianças mais novas isso pode ajudar a evitar o nascimento da frustração. Com crianças maiores isso pode ser útil para evitar as atitudes defensivas que tão freqüentemente bloqueiam seus caminhos.
19 - Permita-se a brincadeira, não seja convencional.
As pessoas com DDA adoram brincar. Elas respondem com entusiasmo e isso ajudará a focalizar a atenção. Uma boa parte do tratamento do DDA envolve as regras, agendas, listas e outras coisas chatas que você atenuará sendo um professor mais alegre.
20 - Tome cuidado para não superestimular. Elas podem ser como um vulcão que pode entrar em erupção a qualquer momento. Esteja pronto para reduzir o estímulo bem rápido.
21 - Procure e valorize o sucesso tanto quanto possível.
Essas crianças convivem com tantas derrotas que precisam de todo incentivo possível. Elas adoram ser encorajadas e crescem com isso. Sem isso elas "encolhem" e "apagam". Freqüentemente o aspecto mais devastador do DDA não é a patologia em si, mas os danos secundários à auto-estima causados principalmente pelo estigma.
22 - A memória é freqüentemente um problema para estas crianças. Ensine pequenos truques. Qualquer truque que você possa ensinar para ajudar a melhorar a memória.
23 - Use destaques. Ensine destacando e sublinhando.
24 - Avise antes o que vai falar. Fale. Explique o que falou.
A maioria das crianças com DDA aprende melhor o que está escrito do que o que é dito. Se você puder escrever o que fala isso ajudará a colocar as idéias no lugar certo.
25 - Simplifique as instruções. Simplifique as escolhas. Simplifique as atribuições. Use códigos de cores. As cores ajudam a manter a atenção.
26 - Use "feedback" de modo a ajudar as crianças a observarem a si próprias.
Essas crianças são pouco observadoras de si mesmas. Elas freqüentemente não têm idéia de como vêm se portando. Tente dar-lhes tais informações de maneira construtiva. Tente fazer-lhes perguntas como "Você sabe o que acabou de fazer?" ou "Por que você acha que a menina ficou triste com o que você disse?" Faça perguntas que promovam a auto-observação.
27 - Seja explícito com o que você espera.
28 - Um sistema de pontuação é uma possibilidade como parte de uma modificação comportamental. As crianças reagem bem às recompensas e incentivos.
29 - Se a criança tiver problemas com as regras sociais, tente, discretamente, aconselha-la como se fosse um "treinador". Diga, por exemplo, "Antes de você contar sua história escute a dos seus colegas." ou, "Olhe para as pessoas quando elas estiverem falando."
Muitas crianças com DDA são vistas como egoístas quando, na verdade, elas apenas não aprenderam a interagir. Esta habilidade não vem naturalmente em todas as crianças, mas pode ser ensinada ou treinada.
30 - Ensine como fazer provas.
31 - Transforme as aulas em jogos. A motivação ajuda.
32 - Separe os pares ou grupos que não produzem bem juntos.
33 - Preste atenção ao engajamento das crianças nas situações de aprendizagem. Enquanto se sentirem participantes estarão motivados.
34 - Devolva a responsabilidade às crianças sempre que possível. Permita que elas desenvolvam seu próprio método para lembrar o que colocar na mochila ou deixe que elas peçam por ajuda ao invés de dizer a elas que estão precisando.
35 - Experimente manter uma agenda para comunicação entre a escola e os pais.
36 - Tente informar os progressos diariamente. Esta atitude não deve ser disciplinar, mas informativa e encorajadora.
37 - Aparelhos com alarmes e despertadores podem ajudar a controlar o tempo. Um relógio de pulso com alarme pode ajudá-los a lembrar da hora do remédio ao invés de contar com o professor para isso.
38 - Prepare-os para as atividades.
Estas crianças precisam saber com antecedência o que irá acontecer de modo a prepararem-se internamente.
39 - Aprove, encoraje, acalente, ajude.
40 - Com crianças mais velhas, sugira que tomem notas do que querem perguntar sobre o que foi ensinado.
41 - A escrita é uma dificuldade para estas crianças. Considere alternativas como testes orais.
42 - Seja como um maestro. Obtenha a atenção do grupo antes de começar. Mantenha a atenção dos alunos fazendo perguntas enquanto explica, por exemplo.
43 - Quando possível, promova grupos de estudo para cada matéria.
44 - Para evitar o estigma, explique ao resto da turma e torne normal o tratamento que a criança recebe.
45 - Encontre-se sempre com os pais. Evite os encontros apenas quando há problemas ou crises.
46 - Incentive a leitura em voz alta na sala e em casa. Incentive-os a contar histórias. Ajude-os a construir a habilidade de manter-se em um mesmo tópico.
47 - Repita, repita e repita.
48 - Incentive o exercício físico. Uma das melhores indicações no tratamento é a de exercícios físicos. Eles são eficazes para gastar energia e estimulam a produção de hormônios e neurotransmissores importantes.
49 - Com crianças maiores reforce a preparação anterior ao início da aula. Quanto maior a idéia do que irá ser ensinado melhor elas irão aprender.
50 - Esteja sempre a procura de momentos brilhantes. Essas crianças são muito mais talentosas do que aparentam ser. Estimule-as.
Pessoas como Einstein, Arquimedes, Leonardo da Vinci, Ampere e outras tantas mais que conseguiram ultrapassar as dificuldades em sua infância e puberdade possivelmente o fizeram mediante um grande esforço no sentido de superarem a si mesmos, mas em épocas em que talvez o brilhantismo não fosse tão cobrado dos indivíduos como nesta em que vivemos.
Hoje apenas começamos a compreender a necessidade de respeitarmos as individualidades desde a mais tenra infância e o nosso compromisso de cultivadores de mentes mais sadias e verdadeiramente mais felizes com a possibilidade de recriar livremente uma nova sociedade para uma nova história do homem.
Fontes consultadas
Jerabek, DARYL. Attention Deficit Disorder (A teacher's guide to ADD). 

<http://snycorva.cortland.edu/~ANDERSMD/ADD/ADD.HTML>[consulta: 06 julho 1997]. 

Hallowell, EDWARD M. 50 Quick Tips on the Classroom Management of Attention Deficit Disorder. 
<http://snycorva.cortland.edu/~andersmd/add/class.html>[consulta: 06 julho 1997]. 
<http://snycorva.cortland.edu/~andersmd/add/tips.html>[consulta: 06 julho 1997]. 
What current treatment is there for ADD? 
<http://snycorva.cortland.edu/~andersmd/add/treat.html>[consulta: 06 julho 1997]. 
The Child with ADD; what does it mean to their education. 
<http://snycorva.cortland.edu/~andersmd/add/special.html> [consulta: 06 julho 1997]. 
Distractibility vs. Attention Span 
<http://snycorva.cortland.edu/~andersmd/add/span.html>[consulta: 06 julho 1997]. 
Possible causes of ADD. 
<http://snycorva.cortland.edu/~andersmd/add/cause.html>[consulta:06 julho 1997]. 
Symptoms of ADD/ADHD. 
<http://snycorva.cortland.edu/~andersmd/add/symptom.html>[consulta: 06 julho 1997]. 
People in History with ADD. 
<http://snycorva.cortland.edu/~andersmd/add/people.html>[consulta: 06 julho 1997]. 
29 Positive Aspects of ADD. 
<http://snycorva.cortland.edu/~andersmd/add/good.html>[consulta: 06 julho 1997]. 
BRASIL. Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência - CORDE. Os Direitos das Pessoas portadoras de Deficiência : Lei n.º 7853/89 e Decreto n.º 914/93. Brasília: CORDE, 1994.

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Texto 06-Tratamento e Medicações 

1. O que é Ritalina (Metilfenidato)?
Um medicamento produzido pelo laboratório Novartis para o tratamento do TDAH, podendo ser utilizado tanto em crianças e adolescentes como adultos. Ele é vendido com receita especial (talonário do tipo A, amarelo) em diversas farmácias. No Brasil existe apenas a forma de curta duração (entre 4 a 6 horas), o que significa que ele deve ser tomado de modo ideal 3 vezes ao dia. Em breve teremos as formas de longa duração, que podem ser tomadas 1 única vez ao dia (os nomes comerciais são Concerta® e Ritalina LA®). O Metilfenidato não pode ser importado pelas empresas que trazem medicamentos do exterior.




Ele pertence à classe dos estimulantes, que são considerados os medicamentos de primeira escolha no tratamento do TDAH. Infelizmente, muitos médicos prescrevem outros medicamentos antes de iniciá-lo, retardando o início do tratamento que é considerado como o mais eficaz entre outros, pela Associação Americana de Psiquiatria da Infância e Adolescência. Ele não deve ser reservado para os casos mais graves, ao contrario, deve ser utilizado em qualquer caso de TDAH.




Infelizmente vemos vários casos de pacientes que não tem um bom resultado pelo simples fato de não estarem tomando a dose recomendada: 0,5 mg por Kg por dia. Por exemplo, se o paciente pesa 40 kg, ele deve tomar 40 x 0,5 = 20 mg. Como cada comprimido tem 10 mg, ele deve tomar no mínimo 2 comprimidos. Adultos devem tomar uma dose de 0,8 mg por Kg por dia. A dose máxima recomendada é 60 mg (6 comprimidos).




Esta é uma preocupação dos pais e dos próprios pacientes adolescentes e adultos. Como ele é vendido com receita controlada (com uma tarja preta onde se lê: “este medicamento pode causar dependência”), o temor é ainda maior. Vários outros medicamentos também são vendidos com esta advertência, em geral aqueles para tratamento da ansiedade.
Entretanto, existem vários estudos científicos na literatura demonstrando que a dependência ao Metilfenidato é extremamente rara. Isto porque os pacientes sentem-se tão melhores com o medicamento (sem os sintomas de desatenção e inquietude que não conseguem controlar por si próprios e que causam tantos problemas) que dificilmente abusam da dose. Alem disso, ele demora cerca de 1 hora para ter o seu efeito máximo. Vocês conhecem alguém que use uma “droga” que demore 1 hora para “dar barato”? Outra coisa: os portadores de TDAH sentem-se na verdade menos agitados e mais “focados” (concentrados) quanto tomam o medicamento e não tem nenhum efeito euforizante ou semelhante (“barato”, “onda”).
Mais de um estudo científico demonstrou que o Metilfenidato tem um efeito protetor quanto ao abuso de drogas e álcool no final da adolescência e da vida adulta. Portadores de TDAH (que apresentam maior incidência de abuso de drogas do que o resto da população) quando tratados com Metilfenidato têm menor incidência de abuso e dependência do que aqueles que não são tratados.




Os mais comuns são inapetência, insônia, irritação gástrica e dores de cabeça, que ocorrem numa minoria de pacientes e, quando ocorrem, tendem a desaparecer em poucos dias ou semanas. Não há efeitos colaterais “perigosos” como tonteiras, taquicardia, etc.
Durante muito tempo temeu-se que ele diminuísse a estatura (altura) de crianças, mas este efeito nunca foi demonstrado de modo convincente. Pode haver uma desaceleração inicial do desenvolvimento, mas depois ocorre o “estirão” normal da adolescência e as crianças tem a mesma altura que as demais.
Também se temeu que ele pudesse causar tiques, mas na verdade ele parece deflagar em algumas pessoas (mas não em todas) os tiques que elas já apresentavam antes do tratamento. A presença de tiques não é contra-indicação para o seu uso.




Os sintomas de TDAH ocorrem em todas as situações e lugares: na escola, em casa, no trabalho, etc. Muitas crianças tomam o Metilfenidato apenas durante a semana ou o período escolar, porque os sintomas de TDAH ou são bem tolerados em casa, ou não causam tanto problemas como na escola. Muitas crianças, entretanto tomam o medicamento o tempo todo (como é o caso de adultos).
Não há sentido em se iniciar o Metilfenidato e interrompê-lo pouco tempo depois (1 ou 2 anos, por exemplo), porque os sintomas retornarão rapidamente. Nenhum medicamento “cura” o TDAH, apenas controla os sintomas (exatamente como ocorre com a hipertensão arterial, diabetes, glaucoma, asma, etc.). O que habitualmente se faz é experimentar interromper ao final da adolescência e observar se ainda existem sintomas residuais que atrapalham a vida do paciente. Se for necessário, ele pode ser tomado por muitos anos, sem qualquer problema para o paciente.



STRATTERA - Informações




Um medicamento produzido pelo laboratório Eli Lilly para o tratamento de TDAH, que não pertence à classe dos estimulantes, como o metilfenidato (Ritalina®, Concerta®). Ele é prescrito em receituário comum e não é comercializado com a advertência dos estimulantes (tarja preta).




Crianças e adultos portadores de TDAH. O Strattera não foi aprovado para outros usos que não o TDAH. Ele não foi aprovado para uso em pacientes geriátricos.




Pacientes com hipertensão arterial (pressão alta), aumento dos batimentos cardíacos (taquicardia, arritmias cardíacas), doenças cardiovasculares (do coração) e cerebrovasculares (aterosclerose cerebral, isquemias, derrames, etc) devem alertar o médico quanto a estes problemas, que podem ser uma contra-indicação em alguns casos (mas não necessariamente em todos).
O Strattera não deve ser tomado por pacientes que sofram de glaucoma de ângulo fechado ou ainda que tenham tomado antidepressivos do tipo IMAO (inibidores da mono-amino oxidase, conhecidos como Parnate® e Stelapar®) nos últimos quinze dias.
Ele não é contra-indicado em pacientes com tics ou com ansiedade.
Mulheres grávidas ou em risco de engravidar não devem usar o Strattera. Mulheres que amamentam também não devem usar a medicação.




Ele aumenta a atividade de um neurotransmissor normalmente existente no cérebro, a noradrenalina. Ele é classificado como um inibidor de recaptação de noradrenalina, ou seja, ele age bloqueando e diminuindo a reabsorção de noradrenalina pelos neurônios, permitindo que ela aja por mais tempo no espaço entre eles (fenda sináptica). Embora não se conheça o papel exato da noradrenalina no tratamento do TDAH, os cientistas acreditam que ela seja importante na regulação da atenção, da impulsividade e da atividade motora.
O Strattera é eficaz nos sintomas primários do TDAH, tanto desatenção como hiperatividade. O seu efeito é prolongado ao longo do dia.




Ele pode ser tomado uma única vez ao dia ou duas vezes ao dia, de acordo com a avaliação do médico. Mesmo quando administrado uma única vez ao dia, ele pode controlar os sintomas de TDAH durante todo o dia; a tomada em duas vezes depende do controle dos sintomas em cada caso particular.




A maioria das crianças e dos adultos que participaram de estudos clínicos (pesquisas) não tiveram efeitos colaterais que incomodassem o suficiente para que se interrompesse o uso do Strattera. O efeitos colaterais mais comuns foram: constipação (prisão de ventre) e boca seca, diminuição do apetite, tonteiras, dificuldades com o sono, diminuição do apetite sexual, dificuldades para urinar e cólicas menstruais.



CONCERTA - Informações




Um medicamento produzido pelo laboratório Janssen-Cilag para o tratamento de TDAH, cujo princípio ativo é o metilfenidato, um estimulante. Ele é prescrito em receituário especial (talonário do tipo A) e é comercializado com a advertência (tarja preta), embora todos os estudos disponíveis na literatura mostrem que o risco de abuso e independência é quase inexistente entre portadores de TDAH. (ou: embora nenhum estudo disponível na literatura mostre que exista risco de abuso e dependência)
O Concerta® utiliza o princípio ativo mais estudado no tratamento do TDAH, o metilfenidato, o mesmo da Ritalina®, com mais de 200 pesquisas publicadas na literatura médica demonstrando a sua grande eficácia.
Entretanto, o comprimido de Concerta foi idealizado de modo a liberar uma quantidade inicial logo após ser tomado e o restante, ao longo do dia, sendo que no final da tarde , quando os sintomas de TDAH costumam ser mais significativos, a dose liberada é um pouco maior. Com uma tomada ao dia, pela manhã o metilfenidato age por até 12 horas.

 

2. Quem pode usar?

Crianças e adultos portadores de TDAH. O Concerta não foi aprovado para outros usos que não o TDAH. Ele não foi aprovado para uso em pacientes geriátricos.




Pacientes com hipertensão arterial (pressão alta), aumento dos batimentos cardíacos (taquicardia, arritmias cardíacas), doenças cardiovasculares (do coração) e cerebrovasculares (aterosclerose cerebral, isquemias, derrames, etc) devem alertar o médico quanto a estes problemas, que podem ser uma contra-indicação em alguns casos (mas não necessariamente em todos).
O Concerta não deve ser tomado por pacientes que sofram de glaucoma de ângulo fechado ou ainda que tenham tomado antidepressivos do tipo IMAO (inibidores da mono-amino oxidase, conhecidos como Parnate® e Stelapar®) nos últimos quinze dias.
Ele não é contra-indicado em pacientes com tics, mas pode eventualmente aumentar sua freqüência ou intensidade.
Mulheres grávidas ou em risco de engravidar não devem usar o Concerta. Mulheres que amamentam também não devem usar a medicação.




Ele aumenta a atividade de dois neurotransmissores normalmente existentes no cérebro, a noradrenalina e a dopamina. Ele é classificado como um inibidor de recaptação de noradrenalina e dopamina, ou seja, ele age bloqueando e diminuindo a reabsorção de noradrenalina e dopamina pelos neurônios, permitindo que elas ajam por mais tempo no espaço entre eles (fenda sináptica). Embora não se conheça o papel exato da noradrenalina e da dopamina no tratamento do TDAH, os cientistas acreditam que elas sejam importantes na regulação da atenção, da impulsividade e da atividade motora.




Ele deve ser tomado uma única vez ao dia, pela manhã. Mesmo quando administrado uma única vez ao dia, ele pode controlar os sintomas de TDAH por até 12 horas porque ele tem liberação controlada.
Em alguns casos, o médico pode optar ainda por incluir um ou meio comprimido de metilfenidato de curta-duração (Ritalina®) na parte da manhã, junto com o Concerta, ou no final da tarde.




A maioria das crianças e dos adultos que participaram de estudos clínicos (pesquisas) não tiveram efeitos colaterais que incomodassem o suficiente para que se interrompesse o uso do Concerta.
Os efeitos colaterais mais comuns foram: diminuição do apetite, dores de cabeça, dificuldades com o sono e gastrite.

Texto 07

1.     ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO COM O TDA/H

2.     Enfoque multidisciplinar (MIRANDA &  Médicos (utilização}CASAS, 2004):  } Educativa (a modificação de condutas); }de uma medicação psicoestimulante);  Psicológica (terapia cognitiva de conduta). A intervenção deve centrar-se em melhorar as habilidades de autocontrole deficientes. O microsistema escolar é um contexto ideal para levar a termo programas de intervenção.
3.     Gerenciamento do comportamento; Estratégias atencionais; Instruções acadêmicas (atividades escolares, organização e estrutura da sala de aula, recursos didáticos, avaliação, áreas específicas do conhecimento).
4.      períodos; Valorizar os pontos fortes;}Permitir que se movimente por breves   Reconhecer e reforçar esses pontos fortes, além de elevar a auto-estima} estimula sua disposição para colaborar em outras tarefas. O professor deverá  criança as regras e conseqüências de cada comportamento}informar previamente à  e ação;
5.      recompensas para comportamentos}Adotar uma atitude positiva (elogios e   intencionais devem ser}adequados); As transgressões leves que não forem   atenção ou lembrar acordos;}ignoradas; Combinar sinais discretos para chamar a   artefatos como um carrinho, uma}Welch chama de objetos legais de manuseio,  escovinha.
6.     A desatenção aparente pode ser ignorada e a desatenção real deve ser  o que precisa fazer (qual o meu}trabalhada. O discurso auto dirigido:  } apontar possíveis estratégias de atuação (qual o meu plano?); }problema?);  observar e regular sua execução (estou seguindo meu plano?).
7.      Utilizar frases curtas, claras, objetivas,}Conforme Casas et. al.,(2001).  não utilizando sentenças de sentido ambíguo; Focalizar a atenção nos  fazendo, antes de iniciar a explicação, uma lista que inclua}conceitos-chave  estes conceitos (na lousa ou em fichas de manejo pessoal); Incentivar durante as  estratégias de categorização e de formação de imagens}explicações à geração de   um colega}mentais dos conceitos; Propiciar aos alunos um sistema de tutoria de  que os ajude a revisar os pontos fundamentais da explicação ou tarefa;
8.      notas, fazer apontamentos sobre o}Os alunos devem ser incentivados a tomar   explicações, para que}que escutam; Realizar pausas periódicas durante as  disponham de tempo para assimilar a informação e aplicar estratégias para }processá-la (2min/20min); Relacionar e organizar a informação com os  conhecimentos já constituídos permitirá uma aprendizagem mais significativa  aluno, a fim de detectar indícios de}Manter um contato visual frequente com o  incompreensão;
9.      explicações e oferecer uma}Fazer perguntas frequentes durante as  retroalimentação imediata e precisa às suas respostas; Utilizar sinais não  significado somente seja conhecido pelo aluno e o}verbais (gestos cujo  professor), de modo a redirecionar sua atenção durante a explicação; Permitir a  que não seja perturbadora e que o auxilie a}realização de uma atividade motora  compreender melhor; Man}ter as rotinas na sala de aula; 
10.    Escrever essas orientações e}Evitar dar vários direcionamentos de uma vez;   (lousa), usando canetas de cores diferentes para}indicações no quadro   voz e uma}destacá-las; Utilizar sinais visuais e auditivos (como um timbre de  campainha) para alertar que haverá mudança na atividade; Dar orientações para a  mediante única modalidade sensorial, evitando uma}realização dos tarefas   permanência da atenção}sobrecarga; Ajustar o tempo do trabalho à capacidade de   aluno informações}do aluno. Movimentar-se pela sala de aula para fornecer ao  sobre sua tarefa (retorno rápido).
11.    que seu mundo pode desmoronar}Carregam consigo uma sensação apavorante de  a qualquer momento. Com freqüência sentem-se à beira do desastre, como se fizessem malabarismo com algumas bolas a mais do que são capazes. Seu mundo interior anseia por placas de sinalização e por pautas (...) Precisam de estrutura externa porque lhes falta estrutura interna (HALLOWELL & RATEY,1999:119-20).
12.    urgência de favorecer uma}A ausência de uma estrutura interna implica a   tratamento do TDAH}estrutura externa. A estrutura é uma questão central no  (HALLOWELL & }RATEY, 1999:263). estruturar Essas crianças não sabem se   O planejamento-padrão ajuda a colocar}sozinhas. Manter uma rotina estruturada.   trilhos sua vida (HALLOWELL}nos  & RATEY, 1999; BENCZIK, 2002).
13.    Aumentar a inovação e o interesse nas tarefas com o}ATIVIDADES ESCOLARES  uso de estimulação exacerbada (ex: cor, forma, textura); As tarefas passivas  Limitar a quantidade de tarefas, priorizando}intercaladas com tarefas ativas;   questões importantes e modificando-as, de modo que facilite a compreensão}as   conhecimento, como respostas}do aluno; Aceitar formas opcionais de mostrar o  }orais ou ditadas para escrever; Dividir a tarefa em unidades pequenas e  administráveis;
14.    com o aluno ou reescrever}Antes de dar início a uma atividade, enfatizar  as orientações com lápis coloridos, para ter claras as informações importantes;  tarefas, palavras mais}Grifar, circular ou colorir as orientações das   devendo}difíceis, sinais gráficos; As orientações devem ser claras e breves,  ser apresentadas de maneira visível (cartazes, listas e outros lembretes  requerem mais atenção.}visuais); Iniciar a aula a partir das atividades que 
15.   ORGANIZAÇÃO E ESTRUTURA DA SALA DE AULA Disposição de cadeiras (modo  janela,} Sentar próximo a mesa do professor e distante de }tradicional);   Elaboração de um quadro de}porta, etc; Sala de aula organizada e previsível;   sala, de uma tabela de reforços para cada atividade;}tarefas e regras da   Equilibrar a escassa motivação visual e estímulos}Privilegiar turmas menores;   em excesso;}
16.   RECURSOS DIDÁTICOS Rief (1997 apud MOOJEN, et. al., 2003) sugere como recursos: i) responder no livro em vez de copiar no caderno; ii) uso do computador por meio de softwares educacionais e programas especialmente organizados para facilitar a compreensão de conteúdos acadêmicos e iii) uso diferenciado do material matemático: calculadoras e tabuadas, listas de  Dar mais tempo para o alunos; Colocar um número menor de}fórmulas. AVALIAÇÃO  } Solicitar que a criança cheque a resposta (subtipo }atividades por folha;  impulsivo/hiperativo).
17.   ÀREAS DO CONHECIMENTO LEITURA A decodificação fonológica se processa bem, mas os problemas centram-se na compreensão leitora, provavelmente devido a sua falha em monitorar a compreensão. Apresentam mais facilidade com a leitura oral.  acompanham}Como ajudar: Pedir que leia oralmente enquanto os colegas  }silenciosamente. Sugerir que ilustre as histórias para facilitar a  compreensão.
18.    de pedir que o aluno leia.}Ressaltar as idéias fundamentais do texto antes   que deverão ser respondidas com a}Discutir, antes da leitura, algumas questões   ou vídeo. Estimular}leitura. Incentivar o uso de histórias gravadas em áudio   didáticos para que possam ser retomados}que a família tenha cópias dos livros  em casa. ESCRITA A escrita é o sistema simbólico mais afetado pelo TDAH. Apresenta dificuldades tanto nos aspectos gráficos, quanto nos ortográficos e nas produções narrativas.
19.   GRAFIA Podem apresentar torpeza motora – aspecto desorganizado e traçado  Ensinar a} Permitir que não usem letra cursiva. }inadequado das letras.   Algumas vezes,}resumir anotações que sintetizem o conteúdo de uma explicação.  }não fazê-los copiar grandes textos do quadro, dando-lhes uma fotocópia.  Escrever e escutar simultaneamente pode ser muito difícil para eles.
20.   }ORTOGRAFIA Dificuldades na fixação das representações ortográficas.   Valorizar os}Desafiar o estudante a aprender a cada dia uma nova palavra.   Em provas, não}trabalhos pelo seu conteúdo e não pelos erros de escrita.  corrigir todos os erros de escrita. PRODUÇÃO TEXTUAL Dificuldades em planejar e  Ensinar individualmente ao estudante como deve organizar}elaborar narrativas  seu trabalho escrito.
21.    narrativas (apresenta}Mostrar como é organizada a maior parte das   Permitir que}personagens, local e ação). Incentivar a revisar suas produções.   MATEMÁTICA Dificuldades mais comuns}ele dite a história para um colega.  referem-se a diferentes tipos de esquecimentos (“vai um” ou “emprestou um”),  Compreender a necessidade de}para memorizar a multiplicação, entre outros.  revisar as tarefas matemáticas, passo a passo.
22.    exemplo, os símbolos aritméticos (+,}Realçar, com caneta marca-texto, por   as contas (em vez de}-, x, :). Incentivar o uso de lápis e papel para fazer  fazer mentalmente, pois se eles se distraem é mais fácil recomeçar). Circular a  operação que deverá ser realizada (“a soma”).}palavra-chave que identifica a  }Usar material concreto. 
23.   É importante que desafiemos continuamente os paradigmas a respeito de nós mesmos, do mundo em torno de nós, de nossas organizações e das outras pessoas. Lembrem- se que o mundo exterior entra em nossa consciência através dos filtros de nossos paradigmas. E nossos paradigmas nem sempre são corretos...Não vemos o mundo como ele é, como nós somos. (p.43) A mudança nos desinstala, nos tira da nossa zona de conforto e nos força a fazer as coisas de modo diferente...Em vez de refletir sobre seus comportamentos e enfrentar a árdua tarefa de mudar seus paradigmas, muitos se contentam em permanecer para sempre paralisados em seus pequenos trilhos. (P.44) (trechos do livro: O monge e o executivo)
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Texto 08

Tratamento TDAH

Acessado 19/04/2013
http://www.tdah.org.br/br/sobre-tdah/tratamento.html
O Tratamento do TDAH deve ser multimodal, ou seja, uma combinação de medicamentos, orientação aos pais e professores, além de técnicas específicas que são ensinadas ao portador. A medicação, na maioria dos casos, faz parte do tratamento.

A psicoterapia que é indicada para o tratamento do TDAH chama-se Terapia Cognitivo Comportamental que no Brasil é uma atribuição exclusiva de psicólogos. Não existe até o momento nenhuma evidência científica de que outras formas de psicoterapia auxiliem nos sintomas de TDAH.

O tratamento com fonoaudiólogo está recomendado em casos específicos onde existem, simultaneamente, Transtorno de Leitura (Dislexia) ou Transtorno da Expressão Escrita (Disortografia). O TDAH não é um problema de aprendizado, como a Dislexia e a Disortografia, mas as dificuldades em manter a atenção, a desorganização e a inquietude atrapalham bastante o rendimento dos estudos. É necessário que os professores conheçam técnicas que auxiliem os alunos com TDAH a ter melhor desempenho (Obs: A ABDA oferece cursos anuais para professores). Em alguns casos é necessário ensinar ao aluno técnicas específicas para minimizar as suas dificuldades.
Veja a seguir a tabela com os medicamentos utilizados no tratamento.

MEDICAÇÕES UTILIZADAS NO TRATAMENTO DO TDAH
MEDICAMENTOS RECOMENDADOS EM CONSENSOS DE ESPECIALISTAS
NOME QUÍMICO
NOME COMERCIAL
DOSAGEM
DURAÇÃO APROXIMADA
DO EFEITO
PRIMEIRA ESCOLHA: ESTIMULANTES (em ordem alfabética)
Lis-dexanfetamina
Venvanse
30, 50 ou 70mg pela manhã
12 horas
Metilfenidato (ação curta)
Ritalina
5 a 20mg de 2 a 3 vezes ao dia
3 a 5 horas
Metilfenidato (ação prolongada)
Concerta



Ritalina LA
18, 36 ou 54mg pela manhã



20, 30 ou 40mg pela manhã
12 horas



8 horas
SEGUNDA ESCOLHA: caso o primeiro estimulante não tenha obtido o resultado esperado, deve-se tentar o segundo estimulante
TERCEIRA ESCOLHA
Atomoxetina (1)

Strattera
10,18,25,40 e 60mg 1 vez ao dia
24 horas
QUARTA ESCOLHA: antidepressivos
Imipramina(antidepressivo)
Tofranil
2,5 a 5mg por kg de peso divididos em 2 doses
Nortriptilina(antidepressivo)
Pamelor
1 a 2,5mg por kg de peso divididos em 2 doses
Bupropiona(antidepressivo)
Wellbutrin SR
150mg 2 vezes ao dia
QUINTA ESCOLHA: caso o primeiro antidepressivo não tenha obtido o resultado esperado, deve-se tentar o segundo antidepressivo
SEXTA ESCOLHA: alfa-agonistas
Clonidina(medicamento anti-hipertensivo) (2)
Atensina
0,05mg ao deitar ou 2 vezes ao dia
12 a 24 horas
OUTROS MEDICAMENTOS
Modafinila
(medicamento para distúrbio do sono)
Stavigile
100 a 200mg por dia, no café
Outros medicamentos que ainda não existem no Brasil:
Focalin – um “derivado” do metilfenidato (na verdade, uma parte da própria molécula)
Daytrana – um adesivo (para colocar na pele) de metilfenidato
Dexedrine – uma anfetamina (Dextroanfetamina); existe a formulação de ação curta e de ação prolongada
Adderall – uma mistura de anfetaminas; existe a formulação de ação curta e de ação prolongada

Os tratamentos acima descritos possuem caráter meramente informativo e não substituem a consulta ao seu médico de confiança.
Não é finalidade deste site a análise, comentário ou emissão de qualquer tipo de parecer ou diagnóstico aos visitantes, tarefa esta que é reservada exclusivamente a profissionais de saúde especializados.
   


 





 

 

 









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2 comentários:

Sandra Campos disse...

adorei a explicação, clara e objetiva. Eu tenho um filho com tdah, ele se trata com medicação e acompanhamento de uma psicologa especialista sobre o assunto,embora sendo professora somente detectamos o problema quando ele atingiu 18 anos,hoje ele é bem resolvido e sabe como lidar com isso, está na universidade, e fazendo pesquisas sobre neurologia clinica. as vezes me sinto culpada pois apesar de dar sinais na infancia, eu não tinha conhecimento, acredito que talvez tivesse evitado algum sofrimento que ele teve, mas ainda descobrimos e aprendemos a lidar com isso.

LIa disse...

O livro infantil JOÃO AGITADÃO aborda de forma leve e divertida as principais características das crianças hiperativas e contribui para elevar a autoestima dessas crianças.

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