CLIQUE PARA OUVIR JOSSANDRA BARBOSA









Queremos agradecer a todos os nossos alunos, seguidores, colaboradores e funcionários que fazem de nosso trabalho um SUCESSO. Feliz ANO NOVO!!!!.E aguardem o lançamento do nosso livro DIPP em Fevereiro de 2017. Para sair desta tela clique no X abaixo ou Esc no seu teclado.Antes de Sair curta nossa fan page


PRAMED-Programa de acesso ao mestrado e doutorado

PRAMED-Programa de acesso ao mestrado e doutorado
Inscrições abertas

Psicopedagogia Hospitalar

Desejamos a você chuva de bençãos em sua vida.

Seja bem vindo a nossa página sobre a psicopedagogia nos ambientes hospitalares. Isto mesmo, os cursos chamam de Psicopedagogia Hospitalar, nos discordamos deste termo. Isto porque os cursos dividiram em psicopedagogia em fatias para revendê-la levando o aluno acreditar que elas são varias vertentes , mas é um engano. A psicopedagogia é uma única área, onde vê o mesmo conteúdo para todos os ambientes de trabalho. O que difere é a abordagem e os objetivos de cada ambiente. Um psicopedagogo que trabalha num escola, tem objetivos diferentes daquele que trabalha em um hospital, ou numa fábrica de brinquedos e daqueles que trabalham num centro de apoio a menores infratores. Mas os princípios da psicopedagogia são os mesmos, A APRENDIZAGEM. 
Desta forma escolhemos o termo psicopedagogia no (ou para o) ambiente hospitalar. Ainda dentro deste tipo de instituição temos quatro tipos de atuação do psicopedagogo que pode atuar a nível ambulatorial ( com avaliação e intervenção direta e terapêutica para a sociedade com dificuldade de aprendizagem e busca o serviço de saúde para tratamento) , nível internações com leitos pediátricos e adultos, nível a instituição como um todo para trabalhar com os funcionários e suas aprendizagens, ou ainda em brinquedotecas ou classe escolares hospitalares.
  • No ambiente hospitalar nível ambulatorial o psicopedagogo é responsável para identificar as causas das dificuldades e possíveis transtornos de aprendizagem , muitas vezes encaminhada pelo pediatra, neuropediatra ou médico do PSF/ESF (Estratégia saúde da Família). Também é responsável pela terapia de intervenção dentro das possibilidades que a instituição oferece como ambiente e material.(Algumas pessoas chamariam este profissional neste nível de psicopedagogo clínico tb discordamos deste termo e preferimos usar psicopedagogo para ambiente de saúde, já que entendemos que a avaliação diagnóstica e intervenção não é feita somente em "clínicas" e sim vários outros ambientes de saúde)
  • No ambiente hospitalar nível internações o psicopedagogo vai atuar junto a pediatria e aos leitos adultos um trabalho de restabelecimentos de vínculos com a aprendizagem , facilitando a volta destes internados para suas escolas, faculdades e trabalho, oferecendo a eles atividades motoras, pedagógicas ou jogos, ludicidade, teatro, dentro das possibilidades de trabalho do hospital, das patologias e grau de enfermidade do internado. Também trabalha mantendo uma relação interdisciplinar com a equipe médica, mantendo o ambiente com auto - estima , humanizado e mais dinâmico;
  • No ambiente hospitalar a nível administrativo o psicopedagogo vai trabalhar os grupos de trabalho dentro do hospital, junto com o serviços de relações humanas e o setor de serviço social favorecendo aos empregados do hospital melhoria de qualidade de vida de suas aprendizagens, auto estima, valorização e respeito como trabalhador. 
  • No ambiente a nível de brinquedotecas ou classe hospitalares o psicopedagogo vai trabalhar com oficinas , atividades motoras, psicomotoras, pedagógicas, projetivas, psicodrama, música, arteterapia com o objetivo de tornar o momento de internação menos estressante tanto para os acompanhantes como para os internados. Como também trabalhar a afetividade entre as equipes de enfermeiros, médicos , pacientes, familiares em um ambiente lúdico, prazeroso, educativo e afetuoso.

Mostramos então que o trabalho do psicopedagogo dentro das instituições hospitalares não é uniforme, nem estático pelo contrario é dinâmico, diversificado e muda conforme o ambiente dentro da instituição hospitalar.  

EXPERIÊNCIA DE PSICOPEDAGOGIA NO AMBIENTE HOSPITALAR

POR: Jossandra Barbosa (psicopedagoga)


A psicopedagogia nos ambientes hospitalares ainda é principiante e quase desconhecida no Brasil. São poucos os hospitais que possuem em suas equipes o profissional da psicopedagogia assim como não são todos os cursos de pós-graduação em psicopedagogia que possuem em seu cronograma disciplinas e estágio em que preparem o profissional para trabalhar no ambiente hospitalar. E quanto encontramos cursos que tenham esta proposta mostram superficialmente, dando apenas uma visão muito generalizada do trabalho do psicopedagogo neste tipo de instituição.

Os trabalhos abaixo foram realizados no Hospital Municipal Parque Piauí da cidade de Teresina/Pi no ano de 2013.(Se vc tem trabalhos com fotos em hospital envie para que possamos divulga-lo para psicopedaoggiando@hotmail.com)

1. Revitalizando o Espaço Lúdico do Hospital:

O hospital é  um ambiente que transmite dor, tristeza, melancolia e muitas vezes desespero. Geralmente quando a criança chega ao hospital está muito fragilizada pela enfermidade e um ambiente hospitalar com uma decoração lúdica pode trazer harmonia e deixar a criança mais calma ao sentir num ambiente feito com carinho para ela. 


Antes 

Depois


Antes
Depois

O material usado neste trabalho é lávavel e desinfectado com álcool segundo as normas hospitalares.
2. Estimulando a leitura
Enquanto esperam as medicações no tempo em que estão internadas há bastante tempo para que realizem leituras sozinhas ou junto com seus acompanhantes.


3. A Brinquedoteca

A brinquedoteca é um espaço de aprendizagens para crianças internadas. Atualmente é obrigatória a instalação de brinquedotecas em ambientes de saúde e educação conforme a Lei Federal nº 11.104 de 21 de março de 2005, sancionada pelo então Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 21 de março de 2005, que dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de brinquedotecas, nas unidades de saúde que ofereçam atendimento pediátrico em regime de internação entretanto a realidade brasileira está longe de ser a ideal. Pouquíssimos hospitais brasileiras contam com este espaço.É urgente a necessidade dos gestores públicos e privados entendam a necessidade da implantação de brinquedotecas no ambiente hospitalar.O brincar também pode ser usado como tratamento terapêutico e contribuir para o restabelecimento da saúde da criança enferma.

Antes


4. Conscientizando pacientes e funcionários da importância da Brinquedoteca.

Para reforçar a importância do espaço lúdico e da brinquedoteca no hospital do Parque Piauí foram feitos folderes mostrando os resultados da revitalização do local e dando dicas para os funcionários e pacientes de como manter o a brinquedoteca sempre funcionando.foram feitos 500 folderes e distribuídos entre funcionários e pacientes. Os que sobraram ficaram no SAME, urgência, recepção, brinquedoteca e outros foram guardados para reposição.


5. Realizando atividades pedagógicas no hospital

A angústia e ansiedade pela volta a casa pode atrapalhar o processo de recuperação das crianças hospitalizadas. A realização de atividades e brincadeira contribui para que as crianças se distraiam e passarem o tempo com brincadeiras e até receberam as medicações com mais tranquilidade.



6. Realizando trabalhos com os pacientes na sala de espera de consultas:
A fim de amenizar conflitos e tornar o tempo de espera dos pacientes por consultas , num espaço produtivo para novas aprendizagens, foram feitos oficinas psicopedagógicas como tema foi usado a psicomotricidade, com atividades de cores, pinturas, balões, lã e etc.














Se vc tem uma experiência ou relato de caso de psicopedagogia hospitalar conte para nós enviando para
psicopedagogiando@hotmail.com



Um abraço para você visitante.




As Classes Hospitalares

Por: Josimar Dantas (psicopedagogo atuante em ambiente hospitalar )


 A classe hospitalar tem sua identidade formada na promulgação da lei 9394/96 (LDBN), art.58,§ II. que diz: O atendimento educacional será feito em classe, escola ou serviços especializados, sempre que, em função das condições especificas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular.
Porém, essa especialidade deixava uma lacuna quanto aos profissionais que iriam atuar com esse seguimento de aluno.
 A Região Sul esteve a frente dessa mobilização, mais precisamente no Paraná deram-se inicio as experiências para atuação em atendimento aos alunos especiais, até então rotulados como deficientes.
No ano de 1991, em um convenio com o Município de Curitiba junto a Secretaria de Educação que tinha como objetivo a recreação com atividades lúdicas voltadas para crianças internadas, tendo uma professora como atendente.
Em 1998, o convenio com o Município foi revisto abordando novas cláusulas de responsabilidade entre os parceiros, sendo denominado “Projeto de Hospitalização Escolarizada”. Previa o atendimento pedagógico por dois professores da rede municipal.
 Da necessidade anteriormente relatada, muitos psicopedagogos vêm se inserindo em instituições hospitalares brasileiras, em ambulatórios pediátricos gerais. Inseridos nestes contextos, Muitas vezes adversos e conflitantes, como concretiza-se a sua prática? Como acontece o trabalho em equipes de saúde? Qual é o papel do psicopedagogo junto a estas equipes.

 Essa proposta de regulamentação da classe hospitalar ainda não atende essas necessidades devido a capacitação de professores para atuar nesse ambiente. Mas as grandes unidades hospitalares já adequaram espaços para esse atendimento.

Os profissionais de educação devem ter conhecimento mínimo de enfermagem em ambiente hospitalar. e manterem uma postura segura, uma vez que estarão atuando junto a crianças com procedimentos (soro, curativos, convulsões, etc.), nesses casos as atividades devem ser paralisadas, dando espaço para que o profissional de enfermagem possa atuar. Nunca fique no ambiente quando ocorrerem esses casos ou faça algo que não seja da sua área. Convoque de imediato a enfermagem.
Todo profissional que atua em classe hospitalar deve estar de acordo com os demais, afinal o trabalho é desenvolvido em equipe, mesmo os professores.
Deixem-me falar sobre a relação escola regular e hospital. Não haveria necessidade ou não promoveria resultado significativo o simples fato do desenvolvimento de atividades pedagógicas no ambiente hospitalar apenas como atividade lúdica ou terapêutica. Essa proposta contempla o aluno, devido aos longos períodos de tratamento aos quais são submetidos no caso de doenças graveis, crônicas ou por acidentes. Não há interesse do hospital em que um paciente venha morar ali. A necessidade se faz diante da continuidade das atividades pedagógicas que continuam acontecendo na escola regular. O grande número de crianças e adolescente que abandonam a escola após um longo período de internação está justamente na perda de conteúdo.
Por esse motivo as secretarias de educação promovem essa parceria com os hospitais, onde as atividades curriculares da escola devem chegar ao hospital. E como isso acontece? Os professores pautados nesses convênios desenvolvem relatórios das atividades pedagógicas praticadas e enviam esses relatórios as escolas via secretaria de educação que tem seu setor de atendimento especifico as crianças com necessidades especiais (suesp) os quais são encaminhados as escolas que por sua vez adicionam o conteúdos e carga horaria daqueles alunos internados.


Os cadastros dos alunos internados são documentos desenvolvidos pelas secretarias de educação, nos quais constam além do nome do aluno, todos os dados cadastrais da escola, com série que cursa, idade e professor ou coordenador responsável que é quem fará os registros na caderneta escolar do aluno. No caso de avaliações, a escola envia ao hospital ou a coordenação pedagógica do hospital deverá encarregar-se disso. Como vemos não é tão fácil organizar uma classe hospitalar.

 A composição técnica pedagógica de um hospital deverá ter no mínimo uma coordenação pedagógica, um espaço (sala) para reuniões pedagógicas e um número de professores que possa atender as necessidades dos alunos/pacientes. A estrutura do hospital é que direcionará o quantitativo de profissionais de educação.

   
A atividade pedagógica na classe hospitalar deverá estar compatibilizada com a escola a qual o aluno está matriculado, caso isso não ocorra, a proposta de acompanhamento estará errada. Algumas classes hospitalares promovem atividades pedagógicas sem vinculo com a escola regular de origem, ora, isso acontecendo, fatalmente promoverá um conflito nesse aluno, pois os conteúdos trabalhados não conseguiram atender as necessidades pedagógicas que se fizeram aquele aluno no momento do adoecer.

Você gostaria de montar uma Brinquedoteca Hospitalar estaremos disponibilizando um projeto em breve aqui em nosso blog.

3 comentários:

etiane disse...

PARABÉNS PELO TRABALHO!!! !
QUERO SUGESTÕES PARA CRIAR UM ESPAÇO PEDAGÓGICO. QUERO UNIR O PEDAGÓGICO E PSICOPEDAGÓGICO.
Abraços!!
Etiane Abreu
Psicopedagoga,pedagoga,orientadora de estudo.

hingrid monte disse...

Parabéns!!!! Texto muito bem elaborado.

Vera Lúcia disse...

Esse trabalho é belíssimo! O site é maravilhoso, parabéns!

Leia também neste site...

2leep.com