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Dislexia


Oi tudo bem? Aqui você encontrará muitas informações sobre dislexia. Se  vc for copiá-las não esqueça de fazer a referência ok!!!
.O que é a Dislexia
Deborah Ramos | Psicopedagoga e Psicanalista Infantil

Grande parte dos estudantes que invertem letras no processo de alfabetização, age desta forma porque estas ocorrências são normais no processo de aquisição da linguagem escrita.
No entanto pesquisas realizadas em vários países demonstram que cerca de 10 a 15% da população mundial sofrem de um distúrbio de aprendizagem chamado dislexia.
A dislexia é definida como um transtorno de aprendizagem na área da leitura. É uma condição hereditária com alterações genéticas e neurológicas. Acomete crianças com inteligência dentro dos padrões de normalidade, sem deficiências sensoriais, isentas de comprometimento emocional significativo e com oportunidades educacionais adequadas.
Os déficits cognitivos que tem sua origem na alteração cerebral afetam uma ou mais funções que participam do processamento da leitura. Assim, os disléxicos não automatizam plenamente as operações relacionadas ao reconhecimento de palavras, empregando mais tempo e energia em tarefas de leitura.
A leitura lenta, trabalhosa e individual de palavras impede a habilidade de compreensão, mesmo que haja perfeita compreensão da língua falada. A situação dos disléxicos se torna mais complexa porque muitas pessoas, inclusive professores, desconhecem o distúrbio.
    No entanto, a linguagem é fundamental para o sucesso escolar. Ela está presente em todas as disciplinas e todos os professores são potencialmente professores de linguagem, porque se utilizam da língua materna como instrumento de transmissão de informações. Muitas vezes uma dificuldade no ensino da matemática está relacionada à compreensão do enunciado, do que ao processo operatório, do que ao processo operatório da solução do problema.
Apesar deste transtorno não ter cura, pode ser melhorado em até 80% desde que diagnosticado e tratado da forma adequada. Os disléxicos estão atrasados na leitura e na escrita, em relação a seus pares, no mínimo dois anos se a criança tem mais de dez anos, e um ano e meio, se tem menos dessa idade. Sendo assim, não é recomendado fazer o diagnóstico de dislexia até o início da terceira série do ensino fundamental.
O transtorno deve ser diagnosticado por uma equipe multidisciplinar composta por psicólogos, fonoaudiólogos, psicopedagogos clínicos, abrangendo se preciso o processo de avaliação para neurologistas, oftalmologistas, dentre outros profissionais.
Neste processo, é de grande importância que sejam obtidas informações sobre o potencial da criança, bem como suas características psiconeurológicas, seu desempenho e o repertório já adquirido. Informações sobre métodos de ensino pelos quais a criança foi submetida também são de grande significação.
Algumas características podem ser observadas com freqüência: dificuldades na aquisição de leitura e escrita; pobre conhecimento de rima; dificuldade na coordenação motora fina (desenhos, pintura, etc.) e/ou grossa (ginástica, dança, etc.); desorganização geral; dificuldades visuais; dificuldades na lateralidade (direita e esquerda); vocabulário pobre; dificuldades na memória de curto prazo; dificuldades em decorar seqüências; dificuldades na matemática; problemas de conduta; como retração e timidez; grande desempenho em provas orais.
São apresentadas dificuldades em discriminação fonética e manifestação de inversões e confusões entre letras e sílabas com diferenças sutis de grafia, tais como: m/n, a/o, e/a, etc. Ocorrem também constantemente inversões parciais ou totais de sílabas ou palavras durante a leitura. Ex: me – em, sol – los, sem – mos, sal – lãs, pal –pla.
A avaliação profissional adequada é essencial para um tratamento adequado, bem como o posterior tratamento. O acompanhamento profissional por parte do psicopedagogo pode durar de dois a cinco anos, dependendo do caso. Grande parte da intervenção psicopedagógica estará em buscar os talentos da criança, ajudando-a também a descobrir modos compensatórios de aprender. Jogos, leituras compartilhadas, atividades específicas para desenvolver a escrita e habilidades de memória e atenção fazem parte do processo de intervenção.
À medida que a criança se percebe capaz de produzir, poderá avançar no processo de aprendizagem e iniciar o resgate da sua auto-estima. Da mesma forma, a atuação psicopedagógica será eficiente ao atingir a família do portador de dislexia, incorporando-a ao tratamento.
A ação deve se estender à escola, alertando os educadores de que o disléxico tem a capacidade para aprender, necessitando, no entanto de técnicas e estratégias que o auxiliem nessa jornada. Dentre estas estratégias os professores podem ajudar da seguinte maneira:
  • Sentar a criança disléxica sempre à frente;
  • Evitar chamar estes alunos de lentos, preguiçosos ou pouco inteligentes;
  • Evitar dar várias regras de escrita numa mesma semana;
  • Auxiliar a autoconfiança da criança, ressaltando seu bom desempenho em outras áreas, como música, esporte, artes, tecnologia, etc;
  • Possibilitar o reencontro com a leitura, partindo de textos curtos, interessantes, e lidos de forma conjunta, possibilitando que a leitura desperte nesta criança, sentimentos positivos.
  • Trabalhar com regras que relacionam fonologia-ortografia, bem como a compreensão de textos;
  • Valorizar sempre os trabalhos pelo seu conteúdo e não pelos erros de escrita;
  • Sempre que possível, realizar avaliações oralmente;
  • Diminuir as tarefas de casa que envolva demasiada leitura;
  • Combinar sempre que possível, a visão, a audição e o tato para colaborar no processo de leitura e soletração;
  • Dar um tempo maior para que o estudante faça o mesmo trabalho que os demais;
  • Utilizar vários recursos de apoio para apresentar a lição à classe, além do quadro negro. Ex: projetor de slides, retro projetor, vídeos e outros recursos multimídia;
  • Introduzir vocabulário novo ou técnico de forma contextualizada;
  • Evitar dar instruções orais e escritas ao mesmo tempo;
  • Propor trabalhos em grupo;
  • Propor atividades fora de sala, como dramatizações, entrevistas e pesquisas de campo;
  • Ler enunciados em voz alta.
Desta forma, os pais, os professores e o psicopedagogo deverão contribuir para uma progressiva melhora do quadro de dislexia, amenizando seus sintomas. O objetivo comum deverá ser o de ajudar o disléxico a lidar com suas próprias características, e aprender a conviver da melhor maneira com as dificuldades.
Por: Deborah Ramos | Psicopedagoga e Psicanalista Infantil
fonte: www.deborahramos.com
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A Dislexia na perspectiva anatômica
Por : Ana Micheli (http://psicopedagogiaeducacao.blogspot.com.br/2010/07/dislexia-na-perspectiva-anatomica.html)

Conforme Crossman, no Córtex Cerebral podem ser distinguidas diversas áreas, com limites e funções relativamente definidos. A diferença entre elas reside na espessura e composição das camadas celulares e na quantidade de fibras nervosas que chegam ou partem de cada um.
O Córtex Cerebral possui divisões e, dentro desta, localiza-se o lobo parietal que é o responsável pela função da percepção, memória e análise visual. Ocorrendo uma disfunção neste lobo haverá o que chamamos de dislexia.
O Lobo Parietal – (localizado a partir do sulco central para trás). O lóbulo parietal superior é responsável pela interpretação da informação sensorial geral e pelo conhecimento consciente da metade contralateral do corpo. Nesse local, as lesões comprometem a interpretação e a compreensão das entradas sensoriais, e podem causar o abandono da outra metade do corpo. O lóbulo parietal inferior forma a interface entre o córtex sômato-sensorial e os córtices de associação visual e auditiva, respectivamente, dos lobos occipital e temporal, e, no hemisfério dominante, contribui para as funções da linguagem.
A lesão do corpo parietal esquerdo causa:
  • Crises parciais: ataques paroxísticos de sensações anormais, propagadas pelo lado contralateral do corpo (crises sensoriais).
  • Deficiências sensório-motoras: perda hemissensorial contralateral e perda do campo visual inferior.
  • Deficiências psicológicas: incapacidade de dar nome aos objetos e perda da capacidade de ler (alexia), escrever (agrafia) e calcular (acalculia).
A lesão do lobo parietal direito causa:
  • Crises parciais: ataques paroxísticos de perturbações sensoriais afetam o lado contralateral do corpo (crises sensoriais simples).
  • Deficiência sensório – motora: perda hemissensorial contralateral do campo visual inferior.
  • Deficiências psicológicas: incapacidade de copiar e de construir esquemas devido à desorientação espacial (apraxia de construção).


Sinais que aponta para a Dislexia

1 Antes da alfabetização – mais ou menos aos 03 e 04 anos:
  • Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem.
  • Dificuldade de decorar versos, aprender canções e contar histórias, fazer rimas e narrar histórias.
  • Problemas na motricidade fina (recortes com tesoura, desenhos) e na grossa (caminha de forma desengonçada, tropeça com facilidade).
  • Falta de interesse em livros. Só se interessa por aqueles que tenham muitas figuras.
  • Dificuldade com quebra-cabeças.
  • Confunde conceito de ontem/hoje/amanhã (orientação temporal).
  • Sabe separar fichas por cores, mas não decoram o nome da cor.
  • Incidência maior em canhotos e ambidestros.
    • Sinais da idade escolar
  • Ocorrem trocas ortográficas, mas dependem do tipo de dislexia (em 80% dos casos, a letra do disléxico será é feia ou com incidência de inversão, como “b” virado).
  • Problemas para reconhecer rimas e fonemas repetidos.
  • Desatenção e dispersão.
  • Desempenho escolar abaixo da média em matérias específicas que dependem da linguagem escrita.
  • Dificuldade de coordenação motora fina (para escrever, desenhar e pintar) e grossa (descoordenação).
  • Dificuldade de copiar as lições do quadro ou de um livro.
  • Confusão entre esquerda e direita, observáveis na ginástica e no trabalho com mapas.
  • Dificuldade de expressão: vocabulário pobre, frases curtas, estrutura simples e sentenças vagas.
  • Esquecimento de palavras.
  • Problemas de conduta.
  • Desinteresse ou negação da necessidade de ler.
  • Leitura demorada, silabada. Esquecimento de tudo o que lê.
  • Desnível entre o que ouve e o que lê (aproveita o que ouve, mas não o que lê).

Além disso, os indivíduos disléxicos podem apresentar:
  • Família com histórico de dislexia ou dificuldades de aprendizagem.
  • Dificuldades em ler relógio analógico e saber seqüência dos meses.
  • Dificuldades na aprendizagem de língua estrangeira.
  • Podem manifestar problemas emocionais relacionados a auto-estima, frustração, ansiedade e até mesmo atitudes agressivas.
  • Dificuldade de retenção de texto (precisam ler mais de uma vez para entender).
Nem todos os disléxicos desenvolvem os mesmos dons, mas eles certamente possuem algumas funções mentais em comum.

Seguem as habilidades básicas de que todos os disléxicos compartilham:
  • São capazes de utilizar seu dom mental para alterar ou criar percepções (a habilidade primária).
  • São altamente conscientes do meio ambiente.
  • São mais curiosos que a média.
  • Pensam principalmente em imagens em vez de palavras.
  • São intuitivos e capazes de muitos insights.
  • Pensam e percebem de forma multidimensional (utilizando todos os sentidos).
  • Podem vivenciar o pensamento como realidade.
  • São capazes de criar imagens muito vívidas.
Estas oito habilidades básicas se não forem suprimidas, anuladas ou destruídas pelos pais ou pelo processo educacional resultarão em duas características: inteligência acima do normal e extraordinária criatividade. A partir daí, o verdadeiro dom da dislexia gera o dom da mestria. Este dom se desenvolve de muitas maneiras e em muitas áreas. Para Albert Einstein, foi na física; para Walt Disney, nas artes; para Magic Johnson, no esporte.
Ou seja, é um transtorno severo e persistente da aprendizagem da leitura e escrita em indivíduos com condições intelectuais normais e freqüência escolar adequada. Mais especificamente, a dislexia é um transtorno específico nas operações envolvidas no reconhecimento das palavras e compromete, em maior ou menor grau, a compreensão da leitura. 
A dificuldade é de um grau clinicamente significativo, medido por testes padronizados, apropriados à cultura e ao sistema educacional. Os disléxicos estão atrasados, na leitura e na escrita no mínimo dois anos com relação aos seus colegas. Existe uma moderada evidência de origem genética, o que requer um tratamento e que envolve um processo laborioso, sujeito a recaídas e, fundamentalmente, associado à família e à escola, demandando também uma equipe multidisciplinar para seu diagnóstico e tratamento, sendo que, a equipe, deve ser composta por neurologistas, psicólogos, psicopedagogo e fonoaudiólogo.
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Jogo Rápido sobre dislexia


 A dislexia é uma falta de habilidade na linguagem que se reflete na leitura, não é causada por uma baixa de inteligência, na verdade, há uma lacuna inesperada entre a habilidade de aprendizagem e o sucesso escolar. Não é um problema comportamental, psicológico, de motivação ou social. Esse transtorno de linguagem não ocorre apenas em crianças, já que ele perdura ao longo da vida.
dislexia é um distúrbio específico de linguagem em leitura, soletração, escrita, em linguagem expressiva ou receptiva, em razão e cálculo matemáticos, como na linguagem corporal e social. Não tem como causa falta de interesse, de motivação, de esforço ou de vontade, como nada tem a ver com acuidade visual ou auditiva, é de origem constitucional e caracterizada por dificuldades em decodificar palavras isoladas, a criança lê de forma lenta, silabada, tendo dificuldades em reconhecer até mesmo palavras que lhes são familiares. A pessoa com dislexia pode ter inteligência normal e condições adequadas em seu meio e em seu ensino, geralmente refletindo habilidades de processamento fonológico deficientes, é genética de caráter hereditário, e tem três tipos: auditiva, visual e mista, está sendo a mais comum e seus sintomas são bastante específicos. Além de diagnosticar o indivíduo como disléxico ou não, o mesmo deverá apresentar características como: inverter letras e sílabas (prato/parto); confunde letras e palavras semelhantes na escrita (p/b/q) e no som (f/v/t/d); tem dificuldade para entender o que lê; atraso no desenvolvimento da fala e linguagem; pobreza de vocabulário e dificuldade de memória. E um diagnóstico correto requer uma equipe multidisciplinar envolvendo: psicólogos, fonoaudiólogos, neurologista, oftalmologista e audiologista, sendo que cada um tem seu papel relevante para essa avaliação.Por 


Também não se pode considerar a dislexia como uma doença, é um funcionamento peculiar do cérebro para o processamento da linguagem, os disléxicos têm dificuldades em associar símbolos gráficos às letras, com o som que representam e organizá-los numa sequência temporal. As atuais pesquisas, observadas através de exames por imagens do cérebro, indicam que os disléxicos processam as informações de um modo diferente. Portadores de dislexias são pessoas únicas; cada uma com suas características, habilidades e inabilidades próprias.

Por Jordana Zache(grupo psicopedagogiando)




 INDICADORES INICIAIS DE DISLEXIA: 
  • Atraso na fala;
  • Deficiência na aquisição dos sons da linguagem;
  • Deficiência nas habilidades do pensamento e do raciocínio;
  • Permanência nas dificuldades de pronúncia até 5 ou 6 anos;
  • Não falar os sons iniciais de uma palavra. Ex: agenda/genda;
  • Inverter sons internos de uma palavra. Ex: animal/aminal;
  • Dificuldades com rimas;
  • Dificuldades em memorizar os nomes/sons das letras;
  • Dificuldades em memorizar a escrita do nome;


 TIPOS DE DISLEXIA: 



Dislexia de desenvolvimento e a dislexia adquirida
As dislexias podem ser divididas em:
Dislexia auditiva , Dislexia visual e Hiperlexia.
  • DISLEXIA AUDITIVA: É a mais severa das formas de dislexia. A criança percebe os grafemas e decodifica para os equivalentes auditivos, lendo alto, simplesmente.
A função de significação não é atingida.
(criança repetidora de palavras)
Afeta o processo cognitivo que relaciona os fonemas com os grafemas na formação das palavras. Ler é de certa forma “ver” e “ouvir”. A “visualização” pressupõe a “auditorização” dos grafemas, isto é, a capacidade de simbolizar e de codificar a informação. O que está afetado é a auditorização dos grafemas, por isso as funções de silabação (soletração), a fonologia e a função auditiva são um indicativo muito forte de êxito na leitura. A facilidade em adquirir as características auditiva de uma palavra é o processo básico de informação a que se deve dar atenção.

  • DISLEXIA VISUAL: Dificuldade de discriminação visual inerente às características das letras (grafemas): tamanho, forma, linhas retas ou curvas, ângulos, orientação vertical ou horizontal. Quando as letras não são reconhecidas como letras, temos uma dislexia visual. Nesse caso, não é a função de compreensão ou significação que está em pauta, o problema é o da discriminação que afeta a codificação visual dos grafemas e a formação das palavras, prejudicando a simbolização. Da identificação das letras (aspecto visual) à síntese das sílabas, aspecto também auditivo, podem passar-se diferentes problemas de reconhecimento visual. 
  • HIPERLEXIA:Síndrome em que a criança apresenta uma habilidade precoce para reconhecer a palavra escrita, embora não compreenda o seu significado, podendo estar relacionada a uma anormalidade neurológica caracterizada pelo desenvolvimento precoce da função cerebral específica.
Observa-se também dificuldade em compreender a linguagem verbal e de socialização, interagindo inadequadamente com as pessoas.


Estima-se ainda que a incapacidade para a leitura afeta aproximadamente uma em cada cinco crianças;

Menos de 1/3 das crianças que estavam lendo em um nível inferior à sua idade, série ou capacidade recebia algum serviço referente a dificuldade de leitura. Isso apontava fortemente para problemas não diagnosticados;
Mesmo quando a escola realiza a identificação da criança que apresenta problemas, isso ocorre relativamente tarde, frequentemente depois da melhor idade para a intervenção 3ª série ou 4ª ano do ensino fundamental;
ASPECTOS NEUROBIOLÓGICOS:1808- Gall localizou a linguagem nas regiões anteriores do cérebro;
1836- Dax localizou pela primeira vez, a linguagem no hemisfério cerebral esquerdo.
1861- Broca situou o centro da linguagem motora das palavras no hemisfério esquerdo e afirmou: “nós falamos com o hemisfério esquerdo.”
1890- Freud chamou a atenção para os aspectos psicológicos envolvidos na linguagem
Hoje:
sabe-se que o hemisfério esquerdo é na maioria das vezes, o responsável pelo controle da sequência temporal do ato de falar. O hemisfério esquerdo está ligado a uma função mais lógica da linguagem;
Já a região temporal correspondente a área de Wernicke no hemisfério direito, é responsável pela compreensão da emoção contida no ato de falar, ou seja, de compreender a carga afetiva da linguagem.


Por Ivana Braga (no grupo psicopedagogiando)




Dicas aos professores: 




APOIO PEDAGÓGICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: 
  • Trabalhar com músicas e rimas;
  • Brincar com as palavras modificando uma ou duas letras para formar uma palavra nova: rosa, roda, rola, roca, Roma...
  • Trocar sílabas (inversão): mala-lama, cama-maca-pato-topa...
  • Brincar de inventar palavras (pseudopalavras);
  • Brincar com palavras de mesmos sons iniciais, médios e finais;
  • Brincar de separar sílabas;
  • Realizar leituras na sala;
  • Registrar o desenvolvimento/evolução de cada criança.
  • NO ENSINO FUNDAMENTAL:
  • Não forçar leitura que exponha o aluno frente ao grupo;
  • Realizar leituras na sala;
  • Valorizar o desempenho oral;
  • Utilizar imagens durante as explicações;

NAS AVALIAÇÕES: Fazer a leitura quando necessário para a criança (essa é uma das grandes dificuldades que encontro nas escolas.) / permitir refazer a questão quando houver discrepância entre o perguntado e o respondido/ valorizar a participação oral na sala de aula.

Por Ivana Braga(no grupo psicopedagogiando)


Sugestões de como se trabalhar com o indivíduo disléxico

( por: Katia Sirlene no grupo psicopedagogiando)

• Deve-se incentivá-lo destacando suas conquistas;
• Adequar o material pedagógico, de forma que atenda suas necessidades e valorize seus aspectos
fortes;
• Permitir o uso de gravadores, uma vez que o disléxico não consegue ouvir e escrever ao mesmo
tempo, proporcionando maior segurança e tranqüilidade no momento de realizar a lição de casa;
• Utilizar-se de apoio visual como um suporte para leitura e atividades;
• Ensinar a sintetizar por meio de palavras ou desenhos o conteúdo que lhe foi exposto;
• As avaliações devem ser feitas oralmente, sempre que possível (esta estratégia serve para todos os
níveis de ensino);
• Prever mais tempo, tanto para a execução de tarefas, atividades e avaliações, pois o disléxico precisa
da mais tempo para acessar a informação armazenada, uma vez que a capacidade para o aprendizado
está intacta – este recurso não é opcional, faz parte de seus direitos;
• Procurar um local tranqüilo para que ele consiga fazer as avaliações, pois qualquer barulho poderá
distraí-lo, interferindo em sua performance.
• É importante que as crianças sejam expostas com mais intensidade à leitura para armazenar as formas .Espero que essas orientações nos ajude na nossa pratica enquanto psicopedagogos, educadores, familiares.


 Para efetivarmos o diagnóstico de Dislexia, se faz necessário que a criança esteja inserida no processo formal de aprendizagem, ou seja, tenha passado pelo processo de aquisição de leitura e escrita - alfabetização, pelo menos por dois anos, pois em um primeiro momento, quando a aprendizagem não se efetiva, temos outras hipóteses concorrentes, como a imaturidade cognitiva e/ou emocional, entrando aqui, os vínculos com a aprendizagem. Entretanto este vínculo negativo pode ser indicio da percepção de que "se eu não aprendo o que me pedem, melhor demonstrar que não estou gostando disso" (o que pode ser um indicador da Dislexia). O Diagnóstico diferencial da Dislexia, exclui déficit cognitivo, então o primeiro passo é investigar se há ou não déficit intelectual/cognitivo e, sem dúvida observar os critérios dos Transtornos de Aprendizagem - Dislexia, no DSM-IV, aplicar instrumentos como PROLEC e Teste de Indicadores de Dislexia - Mabel Condemarin, que também são bons instrumentos para auxiliar no diagnóstico. No caso de sua paciente, como já tem 7 anos completos, solicitaria um exame de Processamento Auditivo, para ver se existe alterações na forma como processa os sons.Por Maria Christina Küster Leal (no grupo psicopedagogiando)


Quais os principais instrumentos 

para avaliação da dislexia?




Por  Miryellen Psicopedagoga(no grupo psicopedagogiando) - 

  • Dislexia - Testes de Avaliação da Percepção e Memória Auditiva: 
  • Estes são um exemplo de testes que poderão ser utilizados para o diagnóstico correto da dislexia a nível da avaliação da percepção e memória auditiva:
  • Diagnóstico das Aquisições Perceptivo-Auditivas (DAPA) 
  • Lindamood Auditory Conceptualisation Test (LAC)
  • Dislexia - Testes de Avaliação da Psicomotricidade e Dominância Lateral.
  • Para avaliar a nível de psicomotricidade e lateralidade, com vista a um diagnóstico de dislexia, torna-se necessário e importante recorrer à utilização destes testes:
  • Teste de dominância Lateral A. J. Harris 
  • Bateria Psicomotora (BPM) Victor da Viviane Fonseca MuryDislexia - Testes de Avaliação da Percepção e Memória Visual 
  • Para a realização de um correcto diagnóstico de dislexia é necessário avaliar a percepção e a memória visual. Poderá ser feito através dos seguintes testes:

  • Figura Complexa de Rey 
  • Reversal Test 
  • Teste de percepção de Diferenças (TPD) 
  • Teste de retenção Visual de Benton (TRVB


Como a dislexia é genética e hereditária, se a criança possuir pais ou outros parentes disléxicos quanto mais cedo for realizado o diagnóstico melhor para os pais, à escola e à própria criança. A criança poderá passar pelo processo de avaliação realizada por uma equipe multidisciplinar especializada, mas se não houver passado pelo processo de alfabetização o diagnóstico será apenas de uma "criança de risco".Por Sylmara Almeida(grupo psicopedagogiando)




João, preste atenção - livro sobre dislexia 
João, preste atenção é um livro sobre um menino chamado João que é disléxico. Se o seu filho tem dislexia e ainda é pequeno, este é um bom recurso para o ajudar a entender os seus próprios sentimentos.


Dica de Filme

O filme conta a história de um menino e 9 anos chamado Ishaan Awasthi, ele sofre de dislexia, estuda em uma escola normal e repetiu uma vez o terceiro período e está correndo o risco de isso acontecer de novo. O menino diz que as letras dançam em sua frente e não consegue acompanhar as aulas e nem prestar atenção. Seu pai acredita que ele é indisciplinado e o trata com rudez e falta de sensibilidade. 


Quando o pai é chamado na escola para conversar com a diretora, o mesmo decide levar o filho a um internato. O menino fica com menos vontade de aprender e de ser uma criança, ele acaba ficando deprimido, sente a falta da mãe, do irmão mais velho e da vida. A filosofia do internato é "Disciplinar Cavalos Selvagens". De repente aparece um professor substituto de artes, este não era um professor tradicional, não seguia rigorosamente as normas da escola, tem uma metodologia própria. 



Quando o professor conhece Ishaan, percebe que o menino sofre de dislexia e decide ajudá-lo. Este não era um problema desconhecido pelo educador que decide tirar o garoto do abismo no qual se encontrava . Ele ensinou Ishaan a ler e escrever, a partir desse momento o menino vai superando a opressão da família e suas próprias limitações, passa a ver a dentro da escola, um novo significado. O filme mostra a importância do professor e seu poder de transformação nos alunos. É necessário que o educador tenha sua própria metodologia de ensino, de forma a estimular a compreensão dos alunos, tornando a sala de aula, um lugar agradável e estimulante. 



Na escola onde Ishaan estudava, os professores só corrigiam os erros gramaticais dele e não percebiam que ele era uma criança especial, que precisava ser compreendida, e junto com seu professor pudesse ampliar seus conhecimentos, desenvolvendo a habilidade de leitura e escrita. No filme "Como Estrelas Na Terra o professor substituto usa uma metodologia de ensino inovadora, onde existe a motivação, usa o conhecimento de mundo dos alunos, buscando aprofundar e ampliá-los. O educador consegue mobilizar a escola a respeito da diversidade que existe na sala de aula, mostrando que é possível fazer com que o aluno desenvolva sua capacidade de aprendizagem a partir da compreensão e do incentivo do educador. 



O filme mostra uma lição de vida. Um garoto que foi tratado com respeito por um professor, que soube valorizar e entender as diferenças, usa como forma de expressão a arte, incentivando-o e mostrando-o que seu problema pode ser superado e que sua deficiência não o tornava diferente dos outros. A dislexia é uma doença que está longe de ser solucionada, e o que salvou o garoto não foi a descoberta da doença, mas sim, os novos métodos utilizados pelo educador, fazendo com que o menino aprendesse a lidar com sua diferença. Este filme retrata a realidade na qual vivemos, os alunos com diversas deficiências são colocados em escolas normais e infelizmente as escolas regulares e os professores não estão preparados para essa mudança. 



Torna-se necessário que os futuros educadores saibam lidar com esses problemas no contexto escolar, para poder encontrar meios e soluções para trabalhar com essa e as demais deficiências.

Para comprar este filme  por apenas 5,00 acesse agora mesmo : http://servicoseprodutospsicopedagogicos.blogspot.com.br/2013/07/3-filmes-por-apenas-1500.html



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6 comentários:

Anônimo disse...

Ótima matéria sobre a Dislexia, obrigado.
Att. Amália Pimentel, graduanda em Pedagogia.

VALÉRIA disse...

simplesmente muito bom esse conteúdo todo parabéns para a equipe toda.valeria CRUZ ALTA RS/MÃE DE UMA MENINA COM DISLEXIA

Sonia Rosa disse...

Muito interessante e esclarecedor o texto, me apontou algumas características que ainda não tinha percebido como indicador de dislexia, talvez.
Sônia Rosa

eliete bittencourt disse...

Maravilhoso este site, amo as postagens e enriquecem a cada dia mais meus conhecimentos, parabénsssssssssssssss. estarei presente no dia 29 on line .

jaci ferreira disse...

Ótima matéria! Me ajudou no meu trabalho! PARABÉNS!!!

PSICOPEDAGOGIA ESUDA disse...

Meus parabéns, é sempre maravilhoso aprender com vocês.

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