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Autismo

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Autismo – um breve histórico.


“… Imagine chegar em um país onde você não entende a língua e não conhece os costumes – e ninguém entende o que você quer ou precisa. Você, na tentativa de se organizar e entender esse ambiente, provavelmente apresentará comportamentos que os nativos acharão estranhos…” (citação retirada do Manual de Treinamento ABA – Help us learn – Ajude-nos a aprender.)
Esta frase pode ser utilizada para compreender a maneira de uma criança portadora do Transtorno de Espectro Autista pensar, sentir e se comportar. Muitos dizem realmente que o autista constrói para sí uma realidade paralela, alheia a nossa, e por viver “lá dentro” não consegue se comunicar com os outros que vivem no mundo “real”. Será verdade? Vamos resumir aqui um pouco da história do diagnóstico de autismo a partir do texto Abordagem Comportamental do Autismo, de autoria de Alexandre Costa e Silva, diretor de relações públicas da Associação Brasileira de Autismo.
AUTISMO:Breve Histórico.
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A palavra “autismo” deriva do grego “autos”, que significa “voltar-se para sí mesmo”. A primeira pessoa a utilizá-la foi o psiquiatra austríaco Eugen Bleuler para se referir a um dos critérios adotados em sua época para a realização de um diagnóstico de Esquizofrenia. Estes critérios, os quais ficaram conhecidos como “os quatro ‘A’s de Bleuler, são: alucinações, afeto desorganizado, incongruência e autismo. A palavra referia-se a tendência do esquizofrênico de “ensimesmar-se”, tornando-se alheio ao mundo social – fechando-se em seu mundo, como até hoje se acredita sobre o comportamento autista.
Em 1943 o psicólogo norte americano Leo Kanner estudou com mais atenção 11 pacientes com diagnóstico de esquizofrenia. Observou neles, o autismo como característica mais marcante; neste momento, teve origem a expressão “Distúrbio Autístico do Contato Afetivo” para se referir a estas crianças. O psicólogo chegou a dizer que as crianças autistas já nasciam assim, dado o fato de que o aparecimento da síndrome era muito precoce. A medida em que foi tendo contato com os pais destas crianças ele foi mudando de opinião. Começou a observar que os pais destas crianças estabeleciam um contato afetivo muito frio com elas, desenvolvendo então o termo “mãe geladeira” para referir-se as mães de autistas, que com seu jeito frio e distante de se relacionar com os filhos promoveu neles uma hostilidade inconsciente a qual seria direcionada para situações de demanda social.
As hipóteses de Kanner tiveram forte influência no referencial psicanalítico da síndrome que  pressupunha uma causa emocional ou psicológica para o fenômeno, a qual teve como seus principais precursores os psicanalistas Bruno Bettelheim e Francis Tustin.
Bettelheim, em sua terapêutica, incitava as crianças a baterem, xingarem e morderem em uma estátua que, pelo menos para ele, simbolizava a mãe delas. Tustin, por outro lado, acreditava em uma fase autística do desenvolvimento normal, na qual a criança ainda não tinha aprendido comportamentos sociais e era chamada por ela de fase do afeto materno,  funcionando como uma ponte entre este estado e a vida social. Se a mãe fosse fria e suprimisse este afeto, a criança não conseguiria atravessar esta ponte e entrar na vida social normal, ficando presa na fase autística do desenvolvimento. Em 1960, no entanto, a psicanalista publica um artigo no qual desfaz a idéia da fase autística do desenvolvimento.
Naquela época a busca pelo tratamento psicanalítico era muito intensa. Muitas vezes as crianças passavam por sessões diárias, inclusive no domingo. O preço pago era muito alto. Muitas famílias vendiam seus bens na esperança de que aquele método as ajudasse a corrigir o erro que haviam cometido na criação de seus filhos.
Com o advento da década do cérebro, no entanto, estas idéias começaram a ser deixadas de lado – além de não estarem satisfazendo as expectativas dos pais. A partir de 1980 foram surgindo novas tecnologias de estudo, as quais permitiam investigação mais minuciosa do funcionamento do cérebro da pessoa com exames como tomografia por emissão de pósitrons ou ressonância magnética. Doenças que anteriormente eram estudadas apenas a partir de uma perspectiva psicodinâmica passaram a ser estudadas de maneiras mais cuidadosas, deixando de lado o cogito cartesiano.
Já na década de 60 o psicólogo Ivar Lovaas e seus métodos analítico comportamentais começaram a ganhar espaço no tratamento da síndrome. Seus resultados apresentavam-se de maneira mais efetiva do que as tradicionais terapias psicodinâmicas. E já naquela época as psicologias comportamentais sofriam forte preconceito por parte dos psicólogos de outras abordagens.  Durante as décadas de 60 e 70 os psicólogos comportamentais eram consultados quase que apenas depois que todas as outras possibilidades haviam se esgotado e o comportamento do autista tornava-se insuportável para os pais e muito danoso para a criança.
E como o autismo é visto hoje?
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É característico do autista apresentar alguns déficits e excessos comportamentais em diversas áreas, conforme melhor explicado adiante. O grau de comprometimento destes déficits podem variar de uma criança para outra e na mesma criança ao longo do tempo. Por este motivo, a expressão Transtorno do Espectro Autista  tem sido mais utilizada em detrimento da palavra Autista.
Manuais diagnósticos como o DSM – IV TR e o CID – 10 caracterizam o autismo como um transtorno pervasivo do desenvolvimento no qual existe comprometimento severo em áreas como: diminuição do contato ocular; dificuldade de mostrar, pegar ou usar objetos; padrões repetitivos e esteriotipados de comportamento; agitação ou torção das mãos ou dedos, movimentos corporais complexos; atraso ou ausência total da fala. A National Society for autistic children o encara como um distúrbio do desenvolvimento que se manifesta de forma incapacitante por toda a vida, aparecendo tipicamente nos três primeiros anos de vida. Define como critérios para diagnóstico do autismo o precoce comprometimento na esfera social e de comunicação.
Este Transtorno Invasivo do Desenvolvimento acomete apenas cinco entre cada dez mil nascidos, ocorre em famílias de todas as configurações raciais, étnicas ou sociais. Gauderer (1993) afirma que maioria das crianças com diagnóstico do Transtorno de Espectro Autista tem fisionomia normal, e sua expressão séria pode passar a idéia, geralmente errada, de inteligência extremada. Apesar da estrutura facial normal, no entanto, estão quase sempre ausentes a expressividade das emoções e receptividade presentes na criança com desenvolvimento típico.
Nem sempre o autismo está associado a deficiência mental. Às vezes ele ocorre em crianças com inteligência classificada como normal. O chamado “déficit intelectual” é mais intenso nas habilidades verbais e menos evidente em habilidades viso-espaciais. É muito comum, no entanto, crianças com este diagnóstico apresentarem desempenho além do normal em tarefas que exigem apenas atividades mecânicas ou memorização, ao contrário das tarefas nas quais é exigido  algum tipo de abstração, conceituação, sequenciação ou sentido.
Incidência
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Existem várias definições e critérios diagnósticos diferentes do que vem a ser o autismo. Em  decorrência disto, é difícil traçar um nível de incidência confiável, pois conforme variam as definições e critérios diagnósticos, variam também a quantidade de pessoas diagnosticadas. Os índices mais aceitos e divulgados, no entanto, trazem uma média de 5 a 15 casos em cada 10 000 pessoas. Pesquisas epidemiológicas utilizando o DSM – III-R identificam o dobro deste numero. Quando os criterios medicos são deixados de lado em detrimento dos educacionais, a média aumenta para 21 casos em cada 10 000 pessoas. Quando a síndrome é mais rigorosamente classificada e diagnosticada, entretanto, encontra-se uma prevalência de 2 casos para cada 10 000 pessoas.
Independentemente de qual critério diagnostico seja adotado, sabe-se que pessoas do sexo masculino são em geral mais atingidas. De acordo com o DSM – IV, ele ocorre três ou quatro vezes mais em meninos do que em meninas. Estas, no entanto, tendem a apresentar limitacões mais severas.
Algumas hipóteses etiológicas
Embora diversos tipos de alterações neurológicas e/ou genéticas tenham sido descritas como prováveis etiologias do autismo, não há nada comprovado ainda.  O transtorno pode estar diretamente associado a problemas cromossômicos, genéticos, metabólicos, e até mesmo doenças transmitidas ou adquiridas durante a gestação, durante e após o parto. A dificuldade em elaborar um diagnóstico de autismo é grande, quando se pensa que diversas síndromes possuem sintomatologia semelhante.
Uma quantidade de 75 a 80% das crianças com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista apresenta algum tipo de retardo mental, o qual pode estar associado a inúmeros fatores biológicos.
Alguns autores, como Gauderer  afirmam que algumas alterações encefálicas em fases críticas do desenvolvimento embrionário podem dar origem a algum tipo de transtorno que se enquadre no diagnóstico de transtorno do espectro autista, mas os exames clínicos que vem sendo realizados não demonstram correlação significativo entre estas alterações e o transtorno.

Este texto trata-se de um resumo discutido do artigo Abordagem Comportamental do Autismo, de autoria de Alexandre Costa e Silva.http://www.psicologiaeciencia.com.br/autismo-um-breve-historico/)

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  Autismo -Conceito/ tratamento

Autismo é um transtorno de desenvolvimento. Não pode ser definido simplesmente como uma forma de retardo mental, embora muitos quadros de autismo apresentem QI abaixo da média. 
A palavra autismo atualmente pode ser associada a diversas síndromes. Os sintomas variam amplamente, o que explica por que atualmente refere-se ao autismo como um espectro de transtornos; o autismo manifesta-se de diferentes formas, variando do mais alto ao mais leve comprometimento, e dentro desse espectro o transtorno, que pode ser diagnosticado como autismo, pode também receber diversos outros nomes, concomitantemente. Os atuais critérios de diagnóstico do autismo estão formalizados na norma DSM-IV, como lemos no livro de Uta Frith: 
Em cooperação internacional, os especialistas concordaram em usar certos critérios de comportamento no diagnóstico do autismo. Estes critérios foram explicitados em trabalhos de referência que foram publicados. O esquema mais recente é o descrito no Manual de Diagnóstico e Estatístico (DSM-IV) da Associação Americana de Psiquiatria. Um esquema de diagnóstico bem parecido é encontrado na Classificação Internacional de Doenças (CID-10) publicado pela Organização Mundial de Saúde.  Página 11 de "Autism - Explaining the Enigma" (1989) de Uta Frith. 


DSM-IV 

Os mais atuais critérios de diagnóstico da DSM-IV até o momento, que ilustram as características do indivíduo autista, são: 
Importante: As informações a seguir servem apenas como referência. Um diagnóstico exato é o primeiro passo importante em qualquer situação; tal diagnóstico pode ser feito apenas por um profissional qualificado que esteja a par da história do indivíduo.  

CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO DO AUTISMO 

A.  Um total de seis (ou mais) itens de (1), (2), e (3), com pelo menos dois de (1), e um de cada de (2) e (3). 
1.  Marcante lesão na interação social, manifestada por pelo menos dois dos seguintes itens:  
    a.  destacada diminuição no uso de comportamentos não-verbais múltiplos, tais como contato ocular, expressão facial, postura corporal e gestos para lidar com a interação social. 
    b.  dificuldade em desenvolver relações de companheirismo apropriadas para o nível de comportamento. 
    c.  falta de procura espontânea em dividir satisfações, interesses ou realizações com outras pessoas, por exemplo: dificuldades em mostrar, trazer ou apontar objetos de interesse. 
    d.  ausência de reciprocidade social ou emocional.  
2.  Marcante lesão  na comunicação, manifestada por pelo menos um dos seguintes itens:   
    a.  atraso ou ausência total de desenvolvimento da linguagem oral, sem ocorrência de tentativas de compensação através de modos alternativos de comunicação, tais como gestos ou mímicas.    
    b.  em indivíduos com fala normal, destacada diminuição da habilidade de iniciar ou manter uma conversa com outras pessoas.   
     c.  ausência de ações variadas, espontâneas e imaginárias ou ações de imitação social apropriadas para o nível de desenvolvimento.  
3.  Padrões restritos, repetitivos e estereotipados de comportamento, interesses e atividades, manifestados por pelo menos um dos seguintes itens:   
   a.  obsessão por um ou mais padrões estereotipados e restritos de interesse que seja anormal tanto em intensidade quanto em foco. 
    b.  fidelidade aparentemente inflexível a rotinas ou rituais não funcionais específicos.
   c.  hábitos motores estereotipados e repetitivos, por exemplo: agitação ou torção das mãos ou dedos, ou movimentos corporais complexos.
    d.  obsessão por partes de objetos.   
B. Atraso ou funcionamento anormal em pelo menos uma das seguintes áreas, com início antes dos 3 anos de idade:   
   1.  interação social. 
   2.  linguagem usada na comunicação social. 
   3.  ação simbólica ou imaginária.  

C. O transtorno não é melhor classificado como transtorno de Rett ou doença degenerativa infantil.                                            

Incidência 

Como seria de se esperar, os índices de incidência divulgados pelas diversas autoridades no assunto variam, já que cada um assume uma definição para o termo autismo, que corresponde a um conjunto de critérios de diagnóstico diferente e, conseqüentemente, com uma determinada abrangência. Há estudos que prevêem uma maior abrangência do termo, que poderia passar a incluir pessoas que hoje não tem o diagnóstico de autismo. No entanto, os índices mais aceitos e divulgados variam dentro de uma faixa de 5 a 15 casos em cada 10.000 indivíduos. 
Porém, independentemente de critérios de diagnóstico, é certo que a síndrome atinge principalmente pessoas do sexo masculino, numa proporção de 4 homens autistas para uma mulher com o mesmo diagnóstico.  


Tem cura? 

Não se pode falar em cura para o autismo.  
O indivíduo autista pode ser tratado e desenvolver suas habilidades de uma forma muito mais intensiva do que outra pessoa que não tenha o diagnóstico e então assemelhar-se muito a essa pessoa em alguns aspectos de seu comportamento, mas sempre existirá sua dificuldade nas áreas caracteristicamente atingidas pela síndrome, como comunicação, interação social, etc.  
De acordo com o grau de comprometimento, a possibilidade de o autista desenvolver comunicação verbal, integração social, alfabetização e outras habilidades relacionadas dependerá da intensidade e adequação do tratamento. Mas é intrínseco à sua condição de autista que ele tenha maior dificuldade nestas áreas do que uma pessoa "normal".  
No entanto, superar a barreira que isola o indivíduo autista do "nosso mundo" não é um trabalho impossível. Apesar de manter suas dificuldades, o indivíduo autista, dependendo do grau do comprometimento, pode aprender os padrões "normais" de comportamento, exercitar sua cidadania, adquirir conhecimento e integrar-se de maneira bastante satisfatória à sociedade.   
POR: Inez Kwiecinski -Pedagoga e Psicopedagoga Clinica e Institucional- membro do grupo Psicopedagogiando

Causas do Autismo

O autismo é uma doença física vinculada à biologia e à química anormais no cérebro. As causas exatas dessas anomalias continuam desconhecidas, mas essa é uma área de pesquisa muito ativa. Provavelmente, há uma combinação de fatores que leva ao autismo.
Os fatores genéticos parecem ser importantes. Por exemplo, é muito mais provável que dois gêmeos idênticos tenham autismo do que gêmeos fraternos ou irmãos. Da mesma forma, as anomalias de linguagem são mais comuns em parentes de crianças autistas. Anomalias cromossômicas e outros problemas do sistemas nervoso (neurológicos) também são mais comuns em famílias com autismo.
Já houve suspeitas de várias outras causas possíveis, mas nenhuma foi comprovada. Elas incluem:
·         Dieta
·         Alterações no trato digestório
·         Contaminação por mercúrio
·         A incapacidade do corpo de utilizar vitaminas e minerais de forma adequada
·         Sensibilidade a vacinas

Autismo e vacinas

Muitos pais têm medo de que alguma vacina não seja segura e que possa prejudicar seu bebê ou criança. Eles podem pedir ao médico ou enfermeira que esperem ou até mesmo recusar a aplicação da vacina. No entanto, é importante pensar também nos riscos de não vacinar a criança.
Algumas pessoas acreditam que uma pequena quantidade de mercúrio (chamada de timerosal), que é um conservante comum em vacinas multidose, causa autismo ou TDAH. No entanto, as pesquisas NÃO indicam que esse risco seja verdadeiro.
A American Academy of Pediatrics e The Institute of Medicine (IOM) dos EUA concordam que nenhuma vacina ou componente dela é responsável pelo número de crianças que atualmente são diagnosticadas com autismo. Eles concluíram que os benefícios das vacinas são maiores do que os riscos.
Todas as vacinas de rotina da infância estão disponíveis em formas de dose única em que não foi adicionado mercúrio.
O site dos Centers for Disease Control and Prevention (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) oferece mais informações.

Quantas crianças têm autismo?

O número exato de crianças com autismo é desconhecido. Um relatório publicado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA sugere que o autismo e seus distúrbios relacionados são muito mais comuns do que se imaginava. Não está claro se isso se deve a um aumento na taxa da doença ou à maior capacidade de diagnóstico do problema.
O autismo afeta 3 a 4 vezes mais meninos do que meninas. Renda familiar, educação e estilo de vida parecem não influenciar no risco de autismo.
Alguns médicos acreditam que a maior incidência de autismo se deve a novas definições do transtorno. O termo "autismo" agora inclui um espectro mais amplo de crianças. Por exemplo, hoje em dia, uma criança diagnosticada com autismo altamente funcional poderia ser simplesmente considerada estranha há 30 anos.
Outros transtornos de desenvolvimento pervasivo incluem:
·         Síndrome de Asperger (como o autismo, mas com desenvolvimento normal da linguagem)
·         Síndrome de Rett (muito diferente do autismo e só ocorre no sexo feminino)
·         Transtorno desintegrativo da infância (doença rara em que uma criança adquire as habilidades e depois esquece tudo antes dos 10 anos de idade)
·         Transtorno de desenvolvimento pervasivo - não especificado (TPD-NE), também chamado de autismo atípico

Exames

Todas as crianças devem fazer exames de desenvolvimento de rotina com o pediatra. Podem ser necessários mais testes se o médico ou os pais estiverem preocupados. Isso deve ser feito principalmente se uma criança não atingir os seguintes marcos de linguagem:
·         Balbuciar aos 12 meses
·         Gesticular (apontar, dar tchau) aos 12 meses
·         Dizer palavras soltas antes aos 16 meses
·         Dizer frases espontâneas de duas palavras aos 24 meses (não só repetir)
·         Perder qualquer habilidade social ou de linguagem em qualquer idade
Essas crianças poderão fazer uma avaliação auditiva, teste de chumbo no sangue e teste de triagem para autismo (como a lista de verificação de autismo em crianças [CHAT] ou o questionário para triagem de autismo).
Um médico experiente no diagnóstico e tratamento de autismo normalmente é necessário para fazer o diagnóstico. Como não há testes biológicos para o autismo, o diagnóstico muitas vezes será feito com base em critérios muito específicos de um livro chamado Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 4º ed.
Uma avaliação de autismo normalmente inclui um exame físico e neurológico completo. Pode incluir também alguma ferramenta de exame específica, como
·         Entrevista diagnóstica para autismo revisada (ADIR)
·         Programa de observação diagnóstica do autismo (ADOS)
·         Escala de classificação do autismo em crianças (CARS)
·         Escala de classificação do autismo de Gilliam
·         Teste de triagem para transtornos invasivos do desenvolvimento, estágio 3
As crianças com autismo ou suspeita de autismo normalmente passarão por testes genéticos (em busca de anomalias nos cromossomos).
O autismo inclui um amplo espectro de sintomas. Portanto, uma avaliação única e rápida não pode indicar as reais habilidades da criança. O ideal é que uma equipe de diferentes especialistas a avalie. Eles podem avaliar:
·         Comunicação
·         Linguagem
·         Habilidades motoras
·         Fala
·         Êxito escolar
·         Habilidades de pensamento
Às vezes, as pessoas relutam em fazer o diagnóstico porque se preocupam em rotular a criança. No entanto, sem o diagnóstico, a criança pode não receber os tratamentos e os serviços necessários.
Sintomas de Autismo
A maioria dos pais de crianças com autismo suspeita que algo está errado antes de a criança completar 18 meses de idade e busca ajuda antes que ela atinja 2 anos. As crianças com autismo normalmente têm dificuldade em:
·         Brincar de faz de conta
·         Interações sociais
·         Comunicação verbal e não verbal

Algumas crianças com autismo parecem normais antes de 1 ou 2 anos, mas de repente "regridem" e perdem as habilidades linguísticas ou sociais que adquiriram anteriormente. Esse tipo de autismo é chamado de autismo regressivo.
Uma pessoa com autismo pode:
·         Ter visão, audição, tato, olfato ou paladar excessivamente sensíveis (por exemplo, eles podem se recusar a usar roupas "que dão coceira" e ficam angustiados se são forçados a usálas)
·         Ter uma alteração emocional anormal quando há alguma mudança na rotina
·         Fazer movimentos corporais repetitivos
·         Demonstrar apego anormal aos objetos
Os sintomas podem variar de moderados a graves.
Os problemas de comunicação podem incluir:
·         Não poder iniciar ou manter uma conversa social
·         Comunicar-se com gestos em vez de palavras
·         Desenvolver a linguagem lentamente ou não desenvolvê-la
·         Não ajustar a visão para olhar para os objetos que as outras pessoas estão olhando
·         Não se referir a si mesmo de forma correta (por exemplo, dizer "você quer água" quando a criança quer dizer "eu quero água")
·         Não apontar para chamar a atenção das pessoas para objetos (acontece nos primeiros 14 meses de vida)
·         Repetir palavras ou trechos memorizados, como comerciais
·         Usar rimas sem sentido
Interação social:
·         Não faz amigos
·         Não participa de jogos interativos
·         É retraído
·         Pode não responder a contato visual e sorrisos ou evitar o contato visual
·         Pode tratar as pessoas como se fossem objetos
·         Prefere ficar sozinho, em vez de acompanhado
·         Mostra falta de empatia
Resposta a informações sensoriais:
·         Não se assusta com sons altos
·         Tem a visão, audição, tato, olfato ou paladar ampliados ou diminuídos
·         Pode achar ruídos normais dolorosos e cobrir os ouvidos com as mãos
·         Pode evitar contato físico por ser muito estimulante ou opressivo
·         Esfrega as superfícies, põe a boca nos objetos ou os lambe
·         Parece ter um aumento ou diminuição na resposta à dor
Brincadeiras:
·         Não imita as ações dos outros
·         Prefere brincadeiras solitárias ou ritualistas
·         Não faz brincadeiras de faz de conta ou imaginação
Comportamentos:
·         Tem acessos de raiva intensos
·         Fica preso em um único assunto ou tarefa (perseverança)
·         Tem baixa capacidade de atenção
·         Tem poucos interesses
·         É hiperativo ou muito passivo
·         Tem comportamento agressivo com outras pessoas ou consigo
·         Tem uma necessidade intensa de repetição
·         Faz movimentos corporais repetitivos
·          
Buscando ajuda médica
Os pais normalmente suspeitam que há um problema de desenvolvimento muito antes que o diagnóstico seja feito. Ligue para o seu médico se tiver dúvidas sobre o autismo ou se achar que seu filho não está se desenvolvendo de forma adequada.

Tratamento de Autismo

Um programa de tratamento precoce, intensivo e apropriado melhora muito a perspectiva de crianças pequenas com autismo. A maioria dos programas aumentará os interesses da criança com uma programação altamente estruturada de atividades construtivas. Os recursos visuais geralmente são úteis.
O tratamento tem mais êxito quando é direcionado às necessidades específicas da criança. Um especialista ou uma equipe experiente deve desenvolver o programa para cada criança. Há várias terapias disponíveis, incluindo:
·         Análise aplicada do comportamento (ABA)
·         Medicamentos
·         Terapia ocupacional
·         Fisioterapia
·         Terapia do discurso/linguagem
Terapias de integração sensorial e da visão também são comuns, mas há poucas pesquisas que comprovam sua eficácia. O melhor plano de tratamento pode usar uma combinação de técnicas.

Análise aplicada do comportamento (aba)

Este programa é para crianças pequenas com algum distúrbio dentro do espectro do autismo. Pode ser eficaz em alguns casos. A ABA usa uma abordagem de aprendizado individual que reforça a prática de várias habilidades. O objetivo é que a criança se aproxime do funcionamento normal do desenvolvimento.
Os programas de ABA normalmente são feitos na casa da criança sob a supervisão de um psicólogo comportamental. Esses programas podem ser muito caros e não foram amplamente adotados pelos sistemas escolares. Os pais muitas vezes procuram financiamento e auxílio profissional em outros lugares, o que pode ser difícil em muitas comunidades.

Teacch

Outro programa é o Tratamento e educação para autistas e crianças com déficits relacionados à comunicação (TEACCH). O TEACCH foi desenvolvido como um programa estadual na Carolina do Norte, EUA. Ele utiliza programas com imagens e outros recursos visuais que ajudam a criança a trabalhar de forma independente e a organizar e estruturar seu ambiente.
O TEACCH tenta melhorar as habilidades e a adaptação de uma criança, ao mesmo tempo que aceita os problemas associados aos distúrbios dentro do espectro do autismo. Diferente dos programas de ABA, os programas TEACCH não esperam que as crianças atinjam o desenvolvimento normal com o tratamento.

Medicamentos

Muitas vezes são usados medicamentos para tratar problemas comportamentais ou emocionais que os autistas apresentem, incluindo:
·         Agressividade
·         Ansiedade
·         Problemas de atenção
·         Compulsões extremas que a criança não pode controlar
·         Hiperatividade
·         Impulsividade
·         Irritabilidade
·         Alterações de humor
·         Surtos
·         Dificuldade para dormir
·         Ataques de raiva
Atualmente, somente a risperidona foi aprovada para tratar a irritabilidade e a agressividade do autismo que podem ocorrer em crianças de 5 a 16 anos. Outros medicamentos que também podem ser usados incluem ISRSs, divalproato de sódio e outros estabilizadores de humor e possivelmente estimulantes, como o metilfenidato. Não há medicamentos para tratar o problema subjacente do autismo.

Dieta

Algumas crianças com autismo parecem responder a uma dieta sem glúten ou sem caseína. O glúten é encontrado em alimentos que contêm trigo, centeio e cevada. A caseína é encontrada no leite, no queijo e em outros produtos lácteos. Nem todos os especialistas concordam que as mudanças na dieta fazem diferença, nem todas as pesquisas sobre esse método mostraram resultados positivos.
Se você está considerando essas ou outras alterações alimentares, fale com um médico especialista no sistema digestório (gastroenterologista) e com um nutricionista. Você deve garantir que a criança continue ingerindo calorias e nutrientes suficientes e que tenha uma dieta balanceada.

Outras abordagens

Existem muitos tratamentos anunciados para o autismo que não têm base científica e histórias de "curas milagrosas" que não atendem às expectativas. Se seu filho tem autismo, pode ser útil falar com outros pais de crianças autistas e com especialistas em autismo. Acompanhe o avanço das pesquisas na área, que está se desenvolvendo rapidamente.
Em um momento, houve muita empolgação com o uso de infusões de secretina. Agora, depois de muitas pesquisas realizadas em vários laboratórios, é possível que a secretina não faça nenhum efeito. No entanto, as pesquisas continuam.
Expectativas
O autismo continua sendo um distúrbio difícil para as crianças e suas famílias, mas a perspectiva atual é muito melhor do que na geração passada. Naquela época, a maioria das pessoas com autismo era internada em instituições.
Hoje, com o tratamento correto, muitos dos sintomas do autismo podem melhorar, mesmo que algumas pessoas permaneçam com alguns sintomas durante toda a vida. A maioria das pessoas com autismo consegue viver com suas famílias ou na comunidade.
A perspectiva depende da gravidade do autismo e do nível de tratamento que a pessoa recebe.
Complicações possíveis
O autismo pode estar associado a outros distúrbios que afetam o cérebro, como
·         Síndrome do X frágil
·         Retardo mental
·         Esclerose tuberosa
Algumas pessoas com autismo desenvolvem convulsões.
O estresse de lidar com o autismo pode levar a complicações sociais e emocionais para a família e os cuidadores, bem como para a própria pessoa com autismo.

 Entendenda melhor o autismo assistindo estes vídeos

o que é o Autismo

 

Dr. ana Beatriz explica o que é o autismo

 

Os diferentes tipos de autimso


Entrevista com o Psiquiatra  Fábio Barbirato


  

Depoimento de mãe com filho com Autismo


Vídeos especialmente para explicar aàs crianças o que é o autismo


Conheça os vários tipos de autismo.


Tipos de Autismo

Desde que o autismo é um espectro, que engloba uma ampla gama de níveis de funcionamento e transtornos que vão desde o autismo não-verbal, de baixo funcionamento até a Síndrome de Asperger, altamente verbal. Estes distúrbios têm algumas características em comum, mas têm diferenças importantes também.

Tipos de Transtornos do Espectro do Autismo
Compreender os diferentes tipos de autismo pode ajudar os professores e as expectativas dos pais de forma e trabalhar em áreas de desafio. Se você está preocupado que você ou seu filho pode ter um desses transtornos de desenvolvimento, é importante falar com o seu médico ou profissional de educação especial imediatamente. De acordo com um estudo publicado na revista Pesquisa em deficiências de desenvolvimento, a intervenção precoce e o tratamento pode melhorar drasticamente o funcionamento de uma criança, não importa que tipo de autismo que tenha.

Autismo clássico
Caracterizada por problemas com a comunicação, interação social e comportamentos repetitivos, autismo clássico é tipicamente diagnosticado antes dos três anos. Sinais de alerta incluem o desenvolvimento da linguagem atrasada, falta de apontador ou gesticulando, mostrando falta de objetos, e auto-estimulação comportamento como balançar ou bater as mãos. Na maioria dos casos, a doença provoca atrasos significativos no desenvolvimento e os pais ou cuidadores notar que há algo acontecendo durante os anos da criança. No entanto, em casos de alto grau de funcionamento, a criança pode ser ter cinco anos de idade ou mais, antes que ele ou ela receba um diagnóstico.

Autismo clássico pode variar de leve ou de alto funcionamento a grave ou de baixo funcionamento:
Autismo de alto funcionamento envolve sintomas como competências linguísticas em atraso ou não-funcional, comprometendo o desenvolvimento social, ou a falta da capacidade de "role play" com os brinquedos e fazer outras atividades lúdicas que as crianças imaginativas neurotípicas fazem. No entanto, as pessoas com autismo de alto funcionamento tem um QI na faixa normal e podem exibir nenhum do comportamento compulsivo ou auto-destrutivo, muitas vezes visto em autismo de baixo funcionamento.
Autismo de baixo funcionamento é um caso mais grave da doença. Os sintomas do autismo são profundos e envolvem déficits graves em habilidades de comunicação, habilidades sociais pobres, e  movimentos repetitivos estereotipados . Geralmente, o autismo de baixo funcionamento está associado com um QI abaixo da média.

 Síndrome de Asperger
Apesar de não ser incluída como um diagnóstico separado na última revisão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), muitas pessoas têm sido marcadas com Síndrome de Asperger. Este tipo de autismo de alto funcionamento tem algumas características distintas, incluindo excepcionais habilidades verbais, problemas com o jogo simbólico, problemas com habilidades sociais, desafios que envolvam o desenvolvimento da motricidade fina e grossa, e intenso, ou mesmo obsessivo interesses especiais.
Síndrome de Asperger se diferencia do autismo clássico em que não implica qualquer atraso de linguagem significativo ou prejuízo. No entanto, crianças e adultos com Asperger pode encontrar no uso funcional da linguagem, um desafio. Por exemplo, eles podem ser capazes de rotular milhares de objetos, mas podem lutar para pedir ajuda usando um desses itens.

Transtorno Invasivo do Desenvolvimento - Sem Outra Especificação (PDD-NOS)
Transtorno Invasivo do Desenvolvimento - Sem Outra Especificação (PDD-NOS) é outro transtorno do espectro do autismo, que não mais realiza um diagnóstico oficial separado no DSM-V. Em vez disso, profissionais de saúde mental irão diagnosticar esses indivíduos com autismo de alto funcionamento ou de baixo. Também conhecido como autismo atípico, PDD-NOS envolve alguns, mas não de todas as características clássicas de autismo. As pessoas diagnosticadas com PDD-NOS podem lutar com a linguagem ou as habilidades sociais e comportamentos repetitivos, mas eles não podem encontrar desafios em todas as três áreas. Esta desordem difere de Síndrome de Asperger por causa das habilidades linguísticas; algumas pessoas com PDD-NOS podem ter atrasos de linguagem.

Transtorno de Rett
Uma vez considerado um transtorno do espectro do autismo, Síndrome de Rett não será incluída no espectro do autismo no DSM-V. Isto é porque Transtorno de Rett é causado por uma mutação genética. Apesar de os sintomas da desordem, que incluem a perda de habilidades sociais e de comunicação, imitar o autismo clássico, a doença passa por diversas fases diferentes. Normalmente, as crianças diagnosticadas com Transtorno de Rett superam muitos dos desafios que são semelhantes ao autismo. Podem enfrentar outros desafios, incluindo a deterioração de habilidades motoras e problemas com a postura, que não afetam a maioria das pessoas do espectro do autismo.

Transtorno Desintegrativo da Infância
Outro transtorno do espectro do autismo, que não vai levar um diagnóstico separado no DSM-V, Transtorno Desintegrativo da Infância (CDD) é caracterizado por uma perda de comunicação e habilidades sociais entre as idades de dois e quatro anos. Este transtorno tem muito em comum com o autismo regressivo, e será classificado como um transtorno do espectro do autismo em geral.
Procure ajuda se você está preocupado   Compreender os diferentes tipos de autismo, se esses transtornos têm um diagnóstico oficial separado ou não, pode ser muito útil ao formar expectativas, projetando um plano de tratamento, e experimentar com estratégias comportamentais. Com todos os transtornos do espectro do autismo, é importante procurar ajuda logo que você suspeitar que algo pode não estar certo. Sendo ativamente envolvido no tratamento é a maior coisa que você pode fazer para ajudar seu filho ou você mesmo superar alguns dos desafios de transtornos do espectro do autismo.

Fonte:  http://autism.lovetoknow.com/Autism_Types


Nada de soninho...Continue estudando!

Dicas de Filmes sobre Autismo


1. Rain Man (1988)
O insensível Charlie Babbitt espera receber uma grande herança após a morte de seu pai, a quem ele não vê há anos. Mas Raymond (Dustin Hoffman), seu irmão mais velho, internado em uma instituição médica, alguém cuja existência Charlie ignorava até então, é quem recebe toda a fortuna. Raymond é um “autista sábio” com habilidades mentais seriamente limitadas em algumas áreas, mas com capacidade de gênio em outras. Quando Charlie rapta Raymond, a longa e maluca viagem atravessando o país, rumo a Los Angeles, ensina a ambos algumas lições sobre a vida
2. Gilbert Grape: Aprendiz de Um Sonhador (1993)
Na pequena cidade de Endora, Gilbert cuida de seu irmão autista Arnie e de sua mãe extremamente obesa. A cidade é calma e a vida segue seu rumo, até que Becky aparece, e Gilbert se apaixona por ela. Agora ele terá que lidar com a problemática família ao mesmo tempo em que quer aprender os segredos da moça.
3.Testemunha do Silêncio (1994)
Não há pistas, nem motivos, nem suspeitos. E a única testemunha ocular sabe que nem tudo poderá ser dito. Ele é uma criança autista de nove anos cujas memórias do brutal massacre de seus pais estão seladas dentro dele, a não ser que um determinado e carinhoso psicólogo infantil possa acessá-las.
4. À Sombra do Piano (1996)
Franny luta por mais de trinta anos para dar apoio e respeito a Rosetta, sua irmã mais nova, que é autista. Ela acredita que Rosetta tenha uma intensa vida emocional e intelectual escondida sob o seu rosto impassível. O principal obstáculo é a mãe, Regina, uma cantora lírica que abandonou a carreira para se dedicar à família e agora, amarga e ressentida, é obcecada por controle e carente de adulação.
5. Código Para o Inferno (1998)
Art Jeffries (Bruce Willis), um renegado agente do FBI, combate inescrupulosos agentes federais para proteger Simon, um garoto autista de 9 anos, que desvendou um “indecifrável” código secreto. Ele consegue ler o Mercury, um avançado código criptográfico do governo americano, tão facilmente, quanto outros garotos lêem inglês. Essa habilidade, torna vulnerável esse código de 1 bilhão de dólares, especialmente se os inimigos do governo descobrirem Simon e o capturarem. Nick Kudrow (Alec Baldwin), chefe do projeto Mercury, ordena que a “ameaça” seja eliminada, sem imaginar que Jeffries está envolvido.
6. Ressurreição (1998)
Conta a história de uma jovem mulher (Loretta), que vive em Chicago com sua mãe e dois filhos, uma delas (Tracy) tem autismo. Por insistência da mãe, Loretta vai passar o verão com as filhas em uma cidadezinhade interior, onde vivem seu tio e sua tia (que têm alzheimer). Durante sua estadia, aprende a lidar melhor com os problemas dos filhos e os seus próprios.
7. Experimentando a Vida (1999)
Elisabeth Shue interpreta Molly, uma jovem autista que sai do período de internação e fica sob os cuidados de seu irmão, Buck (Aaron Eckhart). Ele permite que a irmã inicie um tratamento experimental. Molly se transforma em um gênio, com inteligência superior, para a surpresa de Buck. Mas esse progresso acaba sendo relativo, já que Molly não se livra completamente da sua extrema concentração autista. Buck e sua irmã enfrentam agora outro grande desafio.
8. Uma Viagem Inesperada (2004)
Quando Corrine descobre que seus dois filhos gêmeos são autistas, ela fica inconformada, mas acaba aceitando o veredito. Ela então conta ao marido sobre o fato, e ele lhe diz que não quer lidar com o problema do autismo. Por isso, Corrine o abandona, e passa a criar os meninos sozinha. Ela os coloca numa escola e não informa sobre problema dos meninos. Mas a atitude estranha das crianças faz com que os professores a acusem de maus tratos e, quando Corrine conta a verdade, eles a mandam procurar outra escola.
9. Loucos de Amor (2005)
Donald Morton (Josh Hartnett) e Isabelle Sorenson (Radha Mitchell) sofrem da síndrome de asperger, uma espécie de autismo que provoca disfunções emocionais. Donald trabalha como motorista de táxi, adora os pássaros e tem uma incomum habilidade em lidar com números. Ele gosta e precisa seguir um padrão em sua vida, para que possa levá-la de forma normal. Entretanto, ao conhecer Isabelle em seu grupo de ajuda tudo muda em sua vida.
10. Um Certo Olhar (2006)
Alex Hughes, um ex-presidiário, está viajando para Winnipeg para ver um velho amigo. Ao longo do caminho, ele encontra o chato, mas vivaz, Vivienne Freeman que consegue pegar uma carona com ele, mas o veículo de Alex sofre um sério acidente, que mata Vivienne. Alex decide então falar com a mãe de Vivienne e vai até sua casa. Lá, ele descobre que a mãe, Linda, é uma mulher autista de alta funcionalidade. Ela o convence a ficar mais tempo, após o funeral e, naqueles dias, Alex descobre novas amizades e aprende mais sobre a singularidade de Linda mesmo enquanto ele se esforça para lidar com sua própria dor.
11. O Nome dela é Sabine (2007)
A atriz Sandrine Bonnaire narra a história da irmã Sabine, que é autista, através de imagens filmadas ao longo de 25 anos. Sandrine testemunha o momento atual de Sabine, que depois de uma estadia infeliz em um hospital psiquiátrico, passa a viver em uma estrutura adaptada a ela. E, dessa forma, numa casa na região de Charente, na França, reencontra a felicidade. A partir desse episódio, o documentário mostra a penúria e o despreparo de algumas instituições especializadas e as dramáticas conseqüências que podem causar aos doentes.
12. Ben X: A Fase Final (2007)
Ben é um jovem que sofre da síndrome de asperger e que se isola em sua própria realidade no mundo de Archlord, um jogo virtual. Seu modo de vida causa estranheza em seus colegas de classe, que o julgam e não o aceitam.
13. Sei Que Vou Te Amar (2008)
Thomas Mollison é um jovem de 16 anos que quer apenas ter uma vida normal. Seu irmão mais velho, Charlie, tem autismo e TDAH e o funcionamento de toda sua família gira em torno de lhe oferecer um ambiente de vida seguro. Ao se mudar para uma nova casa e uma nova escola, Thomas conhece Jackie Masters e começa a se apaixonar por ela. Quando sua mãe fica confinada na cama devido à gravidez, Thomas então deve assumir a responsabilidade de cuidar de seu irmão, o que pode custar a sua relação com Jackie, especialmente quando isso desencadeia um violento confronto na família em sua festa de aniversário.
14. Mary e Max: Uma Amizade Diferente (2009)
Uma história de amizade entre duas pessoas muito diferentes: Mary Dinkle, uma menina gordinha e solitária, de oito anos, que vive nos subúrbios de Melbourne, e Max Horovitz, um homem de 44 anos, obeso e judeu que vive com síndrome de asperger no caos de Nova York. Alcançando 20 anos e 2 continentes, a amizade de Mary e Max sobrevive muito além dos altos e baixos da vida. Mary e Max é exploram a amizade, o autismo, o alcoolismo, de onde vêm os bebês, a obesidade, a cleptomania, a diferença sexual, a confiança, diferenças religiosas e muito mais.
15. O Menino e o Cavalo (2009)
O jornalista britânico Rupert Isaacson se apaixonou pela americana Kristin Neff, professora de psicologia, quando viajava pela Índia. Sete anos depois, em 2001, nasceu seu filho Rowan. O mundo parecia perfeito até o menino ser diagnosticado com autismo. Tendo recorrido a todo tipo de terapia, sem sucesso, Rupert decide apostar numa jornada espiritual. Percebendo o amor do filho por cavalos, ele pesquisa como conciliar este fato com a busca por uma técnica de cura ancestral. A família parte assim para a Mongólia, onde, cavalgando por milhas, irão atrás do xamã mais poderoso da região.
16. A Mother’s Courage: Talking Back to Autism (2009)
Narrado por Kate Winslet, este inspirado filme mostra a busca de uma mulher para desbloquear a mente de seu filho autista. Margret encontra os principais especialistas e advogados no assunto e se conecta com várias outras famílias tocadas pelo autismo. À medida em que se depara com terapias inovadoras, Margret encontra a esperança de que seu filho possa ser capaz de se expressar em um nível que nunca pensou ser possível.
17. Adam (2009)
Adam, um rapaz com síndrome de asperger, é apaixonado por astronomia, e passa a morar sozinho após a morte do pai. Tem um único amigo para apoiá-lo, Harlan. O filme trata do seu relacionamento com uma nova vizinha, a professora Beth. Foi escrito e dirigido por Max Mayer, que teve a ideia quando ouviu uma entrevista de um homem que sofria da doença. Foi premiado no Sundance Film Festival e no Method Fest Independent Film Festival do ano seguinte.
18. Temple Grandin (2010)
É baseado no livro Uma Menina Estranha, da própria Temple, uma mulher com autismo que acabou se tornando uma das maiores especialistas do mundo em manejo de gado e planejamento de currais e matadouros
19. Um Time Especial (2011)
Baseado no livro The Legend of Mickey Tussler, o filme conta a história de um técnico de uma liga juvenil de beisebol que chama um garoto com autismo para ser seu lançador. Os dois terão que vencer preconceitos e a rejeição de alguns jogadores do time para seguir em frente.
Fonte:http://www.reab.me/2013/10/19-filmes-que-trazem-o-autismo-e-o-asperger-preparados-para-assistir/

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Documentário Autismo-Caminhos da Reporgem

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Características do Autismo


Dicas de Livro

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LIVROS

1. Autismo — Não espere, aja logo!

Editora: M. Books (COMPRAR)
Autor: PAIVA JUNIOR
ISBN: 978857680169-6
Origem: Nacional
Ano: 2012
Edição: 1
Número de páginas: 136
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
Site: 
http://LivroAutismo.PaivaJunior.com.br 

2. Autismo Infantil: Fatos e Modelos
Editora: Papirus
Autor: MARION LEBOYER
ISBN: 8530803507
Origem: Nacional
Ano: 2002
Edição: 3
Número de páginas: 192
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
Complemento: Nenhuma

3. O Mundo da Criança Com Autismo
Idioma: Português Europeu
Editora: Porto
Autor: BRYNA SIEGEL
ISBN: 9789720352019
Origem: Nacional
Ano: 2008
Edição: 1
Número de páginas: 432
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
Versaoeminglês: The World of the Autistic Child
Editora: 
Oxford Univ Press Usa 
Site: Amazon

4. Autismo e Outros Atrasos do Desenvolvimento
Editora: Revinter
Autor: ERNEST CHRISTIAN GAUDERER
ISBN: 8573091274
Origem: Nacional
Ano: 1997
Edição: 2
Número de páginas: 358
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

5. Autismo e Inclusão: Psicopedagogia e Práticas Educativas na Escola
Editora: Wak
Autor: EUGÊNIO CUNHA
ISBN: 9788578540425
Origem: Nacional
Ano: 2009
Edição: 1
Número de páginas: 140
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

6. Dificuldades de Relacionamento Pessoal, Social e Emocional
Editora: Artmed
Autor: MICHAEL FARRELL
ISBN: 9788536314464
Origem: Nacional
Ano: 2008
Edição: 1
Número de páginas: 104
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

7. Autismo e Educação: Reflexões e Propostas de Intervenção
Editora: Artmed
Autor: CARLOS ROBERTO BAPTISTA
ISBN: 8536300140
Origem: Nacional
Ano: 2002
Edição: 1
Número de páginas: 180
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

8. Autismo Infantil: Novas Tendências e Perspectivas
Editora: Atheneu
Autor: FRANCISCO BAPTISTA ASSUMPÇÃO JÚNIOR & EVELYN KUCZYNSKI
ISBN: 9788573799408
Origem: Nacional
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 306
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

9. Vivências Inclusivas de Alunos com Autismo
Autor: Suplino, Maryse
Editora: Inovacao Distribuidora de Livros Ltda
I.S.B.N.: 9788589704229
Cód. Barras: 9788589704229
Reduzido: 2850334
Edição : 1 / 2009
Idioma : Português

10.  150 Jogos para a Estimulação Infantil
Editora: Ciranda Cultural
Autor: JORGE BATLLORI
ISBN: 9788538000471
Origem: Nacional
Ano: 2003
Edição: 1
Número de páginas: 192
Acabamento: Capa Dura
Formato: Médio

11. Autismo Esperança pela Nutrição
Editora: M. Books
Autor: CLAUDIA MARCELINO
ISBN: 9788576800880
Origem: Nacional
Ano: 2010
Edição: 1
Número de páginas: 296
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

12. Autismo Infantil
Editora: Memnon
Autor: JOSE SALOMAO SCHWARTZMAN
ISBN: 8585462582
Origem: Nacional
Ano: 2003
Edição: 1
Número de páginas: 157
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
Volume: 2

13. Comunicação Alternativa
Editora: Memnon Edições Científicas
Autoras: Débora Deliberato; Maria de Jesus Gonçalves; Eliseu Coutinho de Macedo.
ISBN: 978-85-7954-025-7
Origem: Nacional
Ano: 2009
Edição: 1
Número de páginas: 354 p.
DELIBERATO, Débora; GONÇALVES, Maria de Jesus; MACEDO, Eliseu Coutinho de. Comunicação Alternativa: teoria, prática, tecnologia e pesquisa. São Paulo: Memnon Edições Científicas, 2009. 353p.

14. Eu Falo Sim
Livro: Eu falo sim
Autoras: Silmara RascalhaCasadei e Vera Lucia Mendes Bailão
Ilustrações: Marilei Moreira Vasconcellos Fernandes
ISBN 10: 8575313749
ISBN 13: 9788575313749
Gênero: Literatura infantil
Edição: 1ª edição
Páginas: 48
Formato: 20,5 X 20,5 cm
Peso: 175 g

15.Não Fala Comigo – A História de um Autista
CAPA em PDF (arquivo no GoogleDocs)
Autor: Rômulo Nétto
Editora: Carlini&Caniato Editorial
ISBN 10: 8580090239
ISBN 13: 9788580090239
Gênero: Ficção
Edição: 1ª edição
Ano: 2011

16.Convivendo com Autismo e Síndrome de Asperger. Estratégias praticas para Pais e Profissionais.
Editora: M. Books
Autor: CHRIS WILLIAMS & BARRY WRIGHT
Origem: Nacional
Ano: 2008
Edição: 1
Número de páginas: 326
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
Versao em inglês: Howto Live WithAutismandAspergerSyndrome: PracticalStrategies for ParentsandProfessionals.
Editora:  Jessica Kingsley Pub
Site :Amazon


Fonte:


Slides para apresentações e estudo











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Diagnóstico do Autismo

No Brasil, o diagnóstico do autismo oficial é organizado pelo CID-10, código internacional de doenças, décima edição. No entanto, é importante saber que o diagnóstico do Autismo e de outros quadros do espectro são obtidos através de observação clínica e pela história referida pelos pais ou responsáveis. Assim, não existem marcadores biológicos que definam o quadro. Alguns exames laboratoriais podem permitir a compreensão de fatores associados a ele, mas ainda assim o diagnóstico do autismo é clínico.
Além da CID-10, outros manuais procuraram organizar o entendimento das doenças. Entre eles, tem sido bastante utilizado o Manual de Classificação de Doenças Mentais da Associação Americana de Psiquiatria, o DSM, que está na 4a edição. O DSM-IV é relativamente parecido com o CID-10.  Sua nova edição, porém, o DSM-V, que está sendo preparada para ser lançada em 2013, prevê muitas modificações na organização do diagnóstico do autismo. A principal será a eliminação das categorias Autismo, síndrome de Asperger, Transtorno Desintegrativo e Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação.  Existirá apenas uma denominação: Transtornos do Espectro Autista.
Essa decisão baseia-se principalmente no conhecimento acumulado.  Por meio dele sabemos que é relativamente fácil reconhecer que uma pessoa pertence ao grupo de transtorno global. Nem sempre, porém, é possível determinar se o quadro é compatível com autismo, Asperger, etc.
A seguir apresentamos a proposta atual para o DSM-V e as justificativas dos seus proponentes, cuja versão original pode ser acessada aqui.
DSM-V : Transtorno do Espectro do Autismo
Deve preencher os critérios 1, 2 e 3 abaixo:
1. Déficits clinicamente significativos e persistentes na comunicação social e nas interações sociais, manifestadas de todas as maneiras seguintes:
a. Déficits expressivos na comunicação não verbal e verbal usadas para interação social;
b. Falta de reciprocidade social;
c. Incapacidade para desenvolver e manter relacionamentos de amizade apropriados para o estágio de desenvolvimento.
2. Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades, manifestados por pelo menos duas das maneiras abaixo:
a. Comportamentos motores ou verbais estereotipados, ou comportamentos sensoriais incomuns;
b. Excessiva adesão/aderência a rotinas e padrões ritualizados de comportamento;
c. Interesses restritos, fixos e intensos.
3. Os sintomas devem estar presentes no início da infância, mas podem não se manifestar completamente até que as demandas sociais excedam o limite de suas capacidades.
Justificativas:
A. Novo nome para a categoria, Transtorno do Espectro do Autismo, que inclui transtorno autístico (autismo), transtorno de Asperger, transtorno desintegrativo da infância, e transtorno global ou invasivo do desenvolvimento sem outra especificação.
A diferenciação entre Transtorno do Espectro do Autismo, desenvolvimento típico/normal e de outros transtornos “fora do espectro” é feita com segurança e com validade. No entanto, as distinções entre os transtornos têm se mostrado inconsistentes com o passar do tempo. Variáveis dependentes do ambiente, e frequentemente associadas à gravidade, nível de linguagem ou inteligência, parecem contribuir mais do que as características do transtorno.
Como o autismo é definido por um conjunto comum de sintomas, estamos admitindo que ele seja melhor representado por uma única categoria diagnóstica, adaptável conforme apresentação clínica individual, que permite incluir especificidades clínicas como, por exemplo, transtornos genéticos conhecidos, epilepsia, deficiência intelectual e outros. Um transtorno na forma de espectro único, reflete melhor o estágio de conhecimento sobre a patologia e sua apresentação clínica.  Previamente, os critérios eram equivalentes a tentar “separar joio do trigo”.
B. Três domínios se tornam dois:
1) Deficiências sociais e de comunicação;
2) Interesses restritos, fixos e intensos e comportamentos repetitivos.
Déficits na comunicação e comportamentos sociais são inseparáveis, e avaliados mais acuradamente quando observados como um único conjunto de sintomas com especificidades contextuais e ambientais.
Atrasos de linguagem não são características exclusivas dos transtornos do espectro do autismo e nem universais dentro dele. Podem ser definidos, mais apropriadamente, como fatores que influenciam nos sintomas clínicos de TEA, e não como critérios do diagnóstico do autismo para esses transtornos.
Exigir que ambos os critérios sejam completamente preenchidos, melhora a especificidade diagnóstico do autismo sem prejudicar sua sensibilidade.
Fornecer exemplos a serem incluídos em subdomínios, para uma série de idades cronológicas e níveis de linguagem, aumenta a sensibilidade ao longo dos níveis de gravidade, de leve ao mais grave, e ao mesmo tempo mantém a especificidade que temos quando usamos apenas dois domínios.
A decisão foi baseada em revisão de literatura, consultas a especialistas e discussões de grupos de trabalho. Foi confirmada pelos resultados de análises secundárias dos dados feitas pelo CPEA e pelo STAART, Universidade de Michigan, e pelas bases de dados da Simons Simplex Collection.
Muitos critérios sociais e de comunicação foram unidos e simplificados para esclarecer os requerimentos do diagnóstico do autismo.
No DSM IV, critérios múltiplos avaliam o mesmo sintoma e por isso trazem peso excessivo ao ato de diagnosticar.
Unir os domínios social e de comunicação, requer uma nova abordagem dos critérios.
Foram conduzidas análises sobre os sintomas sociais e de comunicação para estabelecer os conjuntos mais sensíveis e específicos de sintomas, bem como os de descrições de critérios para uma série de idades e níveis de linguagem.
Exigir duas manifestações de sintomas para comportamento repetitivos e interesses fixos e focados, melhora a especificidade dos critérios, sem perdas significativas na sensibilidade. A necessidade de fontes múltiplas de informação, incluindo observação clínica especializada e relatos de pais, cuidadores e professores, é ressaltada pela necessidade de atendermos uma proporção mais alta de critérios.
A presença, via observação clínica e relatos do(s) cuidador(es), de uma história de interesses fixos, rotinas ou rituais e comportamentos repetitivos, aumenta consideravelmente a estabilidade dodiagnóstico do autismo do espectro do autismo ao longo do tempo,  e reforça a diferenciação entre TEA e os outros transtornos.
A reorganização dos subdomínios, aumenta a clareza e continua a fornecer sensibilidade adequada, ao mesmo tempo que melhora a especificidade necessária através de exemplos de diferentes faixas de idade e níveis de linguagem.
Comportamentos sensoriais incomuns, são explicitamente incluídos dentro de um subdomínio de comportamentos motores e verbais estereotipados, aumentando a especificação daqueles diferentes que podem ser codificados dentro desse domínio, com exemplos particularmente relevantes para crianças mais novas.
C. O Transtorno do Espectro do Autismo é um transtorno do desenvolvimento neurológico, e deve estar presente desde o nascimento ou começo da infância, mas pode não ser detectado antes, por conta das demandas sociais mínimas na mais tenra infância, e do intenso apoio dos pais ou cuidadores nos primeiros anos de vida.

Diagnóstico do Autismo

No Brasil, o diagnóstico do autismo oficial é organizado pelo CID-10, código internacional de doenças, décima edição. No entanto, é importante saber que o diagnóstico do Autismo e de outros quadros do espectro são obtidos através de observação clínica e pela história referida pelos pais ou responsáveis. Assim, não existem marcadores biológicos que definam o quadro. Alguns exames laboratoriais podem permitir a compreensão de fatores associados a ele, mas ainda assim o diagnóstico do autismo é clínico.
Além da CID-10, outros manuais procuraram organizar o entendimento das doenças. Entre eles, tem sido bastante utilizado o Manual de Classificação de Doenças Mentais da Associação Americana de Psiquiatria, o DSM, que está na 4a edição. O DSM-IV é relativamente parecido com o CID-10.  Sua nova edição, porém, o DSM-V, que está sendo preparada para ser lançada em 2013, prevê muitas modificações na organização do diagnóstico do autismo. A principal será a eliminação das categorias Autismo, síndrome de Asperger, Transtorno Desintegrativo e Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação.  Existirá apenas uma denominação: Transtornos do Espectro Autista.
Essa decisão baseia-se principalmente no conhecimento acumulado.  Por meio dele sabemos que é relativamente fácil reconhecer que uma pessoa pertence ao grupo de transtorno global. Nem sempre, porém, é possível determinar se o quadro é compatível com autismo, Asperger, etc.
A seguir apresentamos a proposta atual para o DSM-V e as justificativas dos seus proponentes, cuja versão original pode ser acessada aqui.
DSM-V : Transtorno do Espectro do Autismo
Deve preencher os critérios 1, 2 e 3 abaixo:
1. Déficits clinicamente significativos e persistentes na comunicação social e nas interações sociais, manifestadas de todas as maneiras seguintes:
a. Déficits expressivos na comunicação não verbal e verbal usadas para interação social;
b. Falta de reciprocidade social;
c. Incapacidade para desenvolver e manter relacionamentos de amizade apropriados para o estágio de desenvolvimento.
2. Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades, manifestados por pelo menos duas das maneiras abaixo:
a. Comportamentos motores ou verbais estereotipados, ou comportamentos sensoriais incomuns;
b. Excessiva adesão/aderência a rotinas e padrões ritualizados de comportamento;
c. Interesses restritos, fixos e intensos.
3. Os sintomas devem estar presentes no início da infância, mas podem não se manifestar completamente até que as demandas sociais excedam o limite de suas capacidades.
Justificativas:
A. Novo nome para a categoria, Transtorno do Espectro do Autismo, que inclui transtorno autístico (autismo), transtorno de Asperger, transtorno desintegrativo da infância, e transtorno global ou invasivo do desenvolvimento sem outra especificação.
A diferenciação entre Transtorno do Espectro do Autismo, desenvolvimento típico/normal e de outros transtornos “fora do espectro” é feita com segurança e com validade. No entanto, as distinções entre os transtornos têm se mostrado inconsistentes com o passar do tempo. Variáveis dependentes do ambiente, e frequentemente associadas à gravidade, nível de linguagem ou inteligência, parecem contribuir mais do que as características do transtorno.
Como o autismo é definido por um conjunto comum de sintomas, estamos admitindo que ele seja melhor representado por uma única categoria diagnóstica, adaptável conforme apresentação clínica individual, que permite incluir especificidades clínicas como, por exemplo, transtornos genéticos conhecidos, epilepsia, deficiência intelectual e outros. Um transtorno na forma de espectro único, reflete melhor o estágio de conhecimento sobre a patologia e sua apresentação clínica.  Previamente, os critérios eram equivalentes a tentar “separar joio do trigo”.
B. Três domínios se tornam dois:
1) Deficiências sociais e de comunicação;
2) Interesses restritos, fixos e intensos e comportamentos repetitivos.
Déficits na comunicação e comportamentos sociais são inseparáveis, e avaliados mais acuradamente quando observados como um único conjunto de sintomas com especificidades contextuais e ambientais.
Atrasos de linguagem não são características exclusivas dos transtornos do espectro do autismo e nem universais dentro dele. Podem ser definidos, mais apropriadamente, como fatores que influenciam nos sintomas clínicos de TEA, e não como critérios do diagnóstico do autismo para esses transtornos.
Exigir que ambos os critérios sejam completamente preenchidos, melhora a especificidade diagnóstico do autismo sem prejudicar sua sensibilidade.
Fornecer exemplos a serem incluídos em subdomínios, para uma série de idades cronológicas e níveis de linguagem, aumenta a sensibilidade ao longo dos níveis de gravidade, de leve ao mais grave, e ao mesmo tempo mantém a especificidade que temos quando usamos apenas dois domínios.
A decisão foi baseada em revisão de literatura, consultas a especialistas e discussões de grupos de trabalho. Foi confirmada pelos resultados de análises secundárias dos dados feitas pelo CPEA e pelo STAART, Universidade de Michigan, e pelas bases de dados da Simons Simplex Collection.
Muitos critérios sociais e de comunicação foram unidos e simplificados para esclarecer os requerimentos do diagnóstico do autismo.
No DSM IV, critérios múltiplos avaliam o mesmo sintoma e por isso trazem peso excessivo ao ato de diagnosticar.
Unir os domínios social e de comunicação, requer uma nova abordagem dos critérios.
Foram conduzidas análises sobre os sintomas sociais e de comunicação para estabelecer os conjuntos mais sensíveis e específicos de sintomas, bem como os de descrições de critérios para uma série de idades e níveis de linguagem.
Exigir duas manifestações de sintomas para comportamento repetitivos e interesses fixos e focados, melhora a especificidade dos critérios, sem perdas significativas na sensibilidade. A necessidade de fontes múltiplas de informação, incluindo observação clínica especializada e relatos de pais, cuidadores e professores, é ressaltada pela necessidade de atendermos uma proporção mais alta de critérios.
A presença, via observação clínica e relatos do(s) cuidador(es), de uma história de interesses fixos, rotinas ou rituais e comportamentos repetitivos, aumenta consideravelmente a estabilidade dodiagnóstico do autismo do espectro do autismo ao longo do tempo,  e reforça a diferenciação entre TEA e os outros transtornos.
A reorganização dos subdomínios, aumenta a clareza e continua a fornecer sensibilidade adequada, ao mesmo tempo que melhora a especificidade necessária através de exemplos de diferentes faixas de idade e níveis de linguagem.
Comportamentos sensoriais incomuns, são explicitamente incluídos dentro de um subdomínio de comportamentos motores e verbais estereotipados, aumentando a especificação daqueles diferentes que podem ser codificados dentro desse domínio, com exemplos particularmente relevantes para crianças mais novas.
C. O Transtorno do Espectro do Autismo é um transtorno do desenvolvimento neurológico, e deve estar presente desde o nascimento ou começo da infância, mas pode não ser detectado antes, por conta das demandas sociais mínimas na mais tenra infância, e do intenso apoio dos pais ou cuidadores nos primeiros anos de vida.


DSM-5 E O TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO


Uma das mudanças mais importantes da quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) é o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O diagnóstico revisto apresenta novidades cientificamente úteis e mais precisas na maneira de diagnosticar e medicar pacientes com desordens relacionadas ao Espectro do Autismo. 

Usando o DSM-IV, os pacientes podiam ser diagnosticados em quatro níveis de comorbidades diferentes: Autismo Clássico, Síndrome de Asperger , Transtorno Desintegrativo da Infância ou Transtorno Invasivo do Desenvolvimento sem outra especificação 

Os pesquisadores perceberam que esses diagnósticos separados não eram razoavelmente considerados nas clínicas e nos centros de tratamento. Qualquer pessoa diagnosticada com uma das quatro formas dos Transtornos Globais do Desenvolvimento (PDD) do DSM-IV ainda deverá cumprir os critérios para TEA no DSM-5 ou outro manual mais preciso para o diagnóstico. Enquanto o DSM não delinear procedimentos de tratamento e recomendações para transtornos mentais, determinando um diagnóstico ainda mais preciso, esse é o primeiro passo para o profissional clínico estabelecer um plano de tratamento para o paciente. 

O NeurodevelopmentalWorkGroup, liderado pela Doutora Susan Swedo, pesquisadora sênior do NationalInstituteof Mental Health, recomendou os critérios do DSM-5 para TEA com o objetivo de que ele represente uma melhoria acentuada no nível de conhecimento sobre o autismo. O Grupo de Trabalho acredita que essas alterações facilitarão o diagnóstico do TEA sem limitar a sensibilidade dos critérios, ou alterar substancialmente o número de crianças diagnosticadas. 

Pessoas com TEA tendem a ter déficits de comunicação, tais como responder inadequadamente a conversação , interpretando mal as interações não-verbais, ou ter dificuldade em construir amizades adequadas à sua idade. Além disso, as pessoas com TEA podem ser excessivamente dependente de rotinas, altamente sensíveis a mudanças em seu ambiente, ou intensamente focada em itens inadequados. Mais uma vez, os sintomas das pessoas com TEA, coincidirá tanto com os de pacientes que apresentam poucos sintomas leves como de outros com muitos sintomas mais graves. Este espectro vai permitir aos médicos possam perceber as variações nos sintomas e comportamentos de cada paciente individualmente.

De acordo com os critérios do DSM-5, os pacientes com TEA devem apresentar sintomas desde a infância, mesmo se esses sintomas não forem mais reconhecidos mais tarde ao longo da vida. Esta mudança de critérios possibilita não só o diagnóstico precoce do TEA mas também permite que as pessoas, cujos sintomas não podem ser plenamente reconhecido até que as demandas sociais superam a capacidade para receber o diagnóstico. Uma importante mudança nos critérios do DSM-IV recebeu atenção especial: Os critérios anteriores haviam sido trabalhadas no sentido de facilitar a identificação de crianças em idade escolar com distúrbios relacionados com o autismo, mas não era tão útil no diagnóstico de crianças mais novas.

Os critérios do DSM-5 foram testados em situações clínicas da vida real como parte do trabalho do DSM-5 em ensaios de campo e análise, onde ficou claro que não haverá alterações significativas na prevalência da doença.

Antes do trabalho de avaliação mais abrangente do DSM-5, o maior e mais atualizado estudo que havia sido publicado nesse respeito era o de Huerta, et al, publicado em outubro 2012 em um artigo do American JournalofPsychiatry.

Os critérios para o TEA foram baseados na extração dos sintomas a partir dos dados coletados anteriormente. O estudo constatou que os critérios utilizados no DSM-5 identificou 91 por cento das crianças com diagnóstico do DSM-IV, sugerindo que a maioria das crianças com diagnóstico de Transtorno Global do Desenvolvimento baseados no DSM-IV irá manter o seu diagnóstico de TEA com os novos critérios. Diversos outros estudos, utilizando diversas metodologias, têm sido inconsistentes em suas descobertas.

O DSM é o manual usado por médicos e pesquisadores para diagnosticar e classificar os transtornos mentais. O American PsychiatricAssociation (APA) publica o DSM-5 em 2013, culminando um processo de revisão de 14 anos. 

APA é uma Sociedade Médica Especializada que tem como membros mais de 36 mil médicos especialistas no diagnóstico, tratamento, prevenção e pesquisas de doenças mentais, incluindo transtornos por uso de substâncias.

Visite o APA no 
www.psychiatry.org.


© 2013 American PsychiatricAssociation


Nosso e-mail para contatos: psicopedagogiando@bol.com.br


Técnicas de Intervenção Psicoeducacional

Por Olivia Porto-Psicologa e Psicopedagoga


Até pouco tempo atrás, as crianças que recebiam o diagnóstico de autismo eram consideradas intratáveis, pois pouco se conhecia sobre a síndrome. Por conta da diversidade e gravidade dos sintomas apresentados pelos autistas, tanto os profissionais como os pais acreditavam que eles eram inacessíveis. Atualmente, sabe-se que, com o tratamento adequado, as crianças com autismo podem desenvolver suas potencialidade e habilidades, mesmo que de forma diferente das demais crianças.


Podemos perceber que :



Tratamentos psicoeducacionais propiciam melhoras substanciais nos sintomas do autismo, pois combinam os princípios comportamentais com a educação especial, priorizando o ensino estruturado que, de acordo com Gauderer (1993), é de fundamental importância para a eficácia do tratamento da criança, uma vez que, o autista necessita de uma estrutura externa para aprimorar uma situação de aprendizagem, diferente das demais crianças que, à medida que vão se desenvolvendo, vão aprendendo a estruturar seu ambiente.



As técnicas educacionais mais usadas para a educação da pessoa com autismo são:



  • TEACCH (Tratamento e Educação para Crianças Autistas e com Distúrbios Correlatos da Comunicação),
  •  PECS (Sistema de Comunicação Através da Troca de Figuras) e a ABA(Análise Aplicada do Comportamento).



 Estas técnicas proporcionam para o indivíduo com autismo a aquisição de habilidades da vida diária, o conjunto de atividades cotidianas como banhar-se, alimentar-se, vestir-se é conhecido como atividade de vida diária (AVD). Os metodos psicoeducacionais também proporcionam a organização do ambiente, alternativas de 

comunicação, melhora na interação social, e principalmente a possibilidade de diminuição dos comportamentos inadequados como auto e hetero-agressividade, estereotipias, maneirismos, entre  outros.



Método TEACCH



O método TEACCH foi validado em 1972, no Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina na Universidade da Carolina do Norte – EUA. Ele foi o primeiro programa estadual nos EUA destinado ao atendimento de crianças autistas e com deficiência na comunicação. O TEACCH foi resultado de muitos estudos e pesquisas do Dr. Eric Schopler e colaboradores (Schopler, Mesibov, Shigley&Bashford, 1984, citado por Vatavuk, 1997).



Em 1967, Alpern desconfiou da tese de que as crianças com diagnóstico de autismo tinham bom potencial cognitivo e de que não poderiam ser testadas. Alpern comprovou por meio de suas investigações científicas que as crianças autistas eram testáveis, e que o desenvolvimento das mesmas além de apresentar retardado, era também desarmônico. Desta forma, revelou que em muitos casos estavam presentes dificuldades reais de aprendizagem e de comunicação que precisavam de uma atenção especial nas salas de aula (Marques & Mello, 2005).



A partir de então, o TEACCH foi implantado em salas especiais em muitas escolas públicas dos Estados Unidos. Para que ocorresse tal feito, tanto os professores das escolas públicas quanto os do Centro TEACCH da Carolina do Norte se dedicaram ao aprimoramento do método por meio de intercâmbio permanente entre a teoria do Centro e a prática nas salas de aula.



É bom enfatizar que os pais das crianças autistas também se envolveram neste processo de desenvolvimento do programa em cada um dos três ambientes: casa, escola e comunidade. Os mesmos sempre foram incentivados a atuarem como co-terapeutas no tratamento de suas crianças (Vatavuk, 1997 ) De acordo com Marques e Mello (2005), é fundamental para a eficácia do método a individualização dos programas e a participação da família. É significativa a diferença existente entre crianças com autismo que tem uma rotina familiar estruturada daquelas que têm atividades livre a domicílio, isto é, sem nenhuma rotina definida e acompanhada.



Para conhecer o indivíduo e suas necessidades educacionais, o método usa a avaliação PEP-R (Perfil Psicoeducacional Revisado), como já citado serve para avaliar a criança e determinar seus pontos fortes, de maior interesse e suas dificuldades, para a partir desses pontos montar um programa individualizado que proporcionará um aprendizado compatível com a faixa etária do indivíduo com autismo em áreas como: comunicação, autonomia, socialização, aprendizagem formal e atividade profissionalizante (Schopler&Reichler, 1976, citado por Vatavuk, 1997).



O TEACCH busca, na organização do ambiente físico, facilitar a compreensão da criança em relação a seu local de trabalho. Como dito anteriormente, a estruturação externa (ambiente) proporciona à criança autista comportamentos mais funcionais, isso porque a criança sente-se segura ao saber o que o meio espera dela. Um bom exemplo disso é quando são levados para lugares desconhecidos. Geralmente ficam irritadiços, inquietos, por vezes agressivos, tudo porque a situação fugiu daquilo que eles estavam habituados. Com o tempo, o terapeuta buscará minimizar essa rigidez, expondo-o de várias maneiras a outros contextos, assim com o tempo 

novos contextos passarão a fazer parte do repertório dessa criança e ela passará a enfrentar com menos temor mudanças no ambiente. Isso pode ser ampliado para outras habilidades, como as habilidades sociais. Primeiro, a criança é ensinada a ter contato visual com o terapeuta, com os pais, irmãos, professores, vizinhos e, por fim, o atendente da padaria. Ainda na terapia poderá aprender uma forma de comunicação alternativa; aprenderá a acenar “tchau”, cumprimentar e assim por diante. Para que esses comportamentos sejam instalados, o terapeuta deve conhecer os pontos fortes e os déficits da criança para criar estratégias de aprendizagem. Geralmente, no 

primeiro momento, uma instrução seguida de um reforço, por exemplo, o terapeuta fala “senta” e faz o movimento, depois auxilia a criança a fazer o mesmo. Sempre que ela obedecer ao comando “sentar” o terapeuta fornecerá um chocolate ou outro item da preferência da criança. Esse reforço também pode ser social (“muito bem!”, “Parabéns!”) dependendo da criança.



Na sala de terapia, o ambiente deve ser organizado de forma que tenha um local com área de aprendizado, ou seja, no ambiente onde acontecerá a terapia deve ter uma mesa adequada para o tamanho da criança, duas adeiras, uma para a criança e outra para o terapeuta, armários para guardar os materiais utilizados. Todos os objetos da sala devem estar nomeados. Em um outro espaço da sala, deve existir uma mesa para a realização de trabalhos independentes, ou seja, que a criança consiga realizar sem ser monitorada (tapeçaria, quebra-cabeça, jogos de encaixes), e ainda um outro espaço de descanso (um tapete com almofadas ou uma poltrona). A rotina deve estar disponível de modo claro para a criança, por exemplo, o terapeuta logo no início da sessão



coloca em ordem as atividades que serão realizadas no dia; para isso, pode utilizar um quadro de tarefas, painel ou agenda, por exemplo, 1ª atividade: motricidade fina e reconhecimento do nome. 2ª atividade: descanso e 3ª atividade: área independente. Essa forma de organização faz com que a criança crie uma rotina, e assim diminua a tensão diante do desconhecido, além de a criança saber o que o ambiente espera dela. O TEACCH pode ser realizado tanto na casa da criança quanto na escola e a carga horária do programa varia de 10 a 20 horas semanais (Marques & Mello, 2005).



Através da organização do ambiente e das tarefas da criança, o TEACCH busca desenvolver a autonomia da mesma, de modo que ela necessite do professor ou terapeuta para o aprendizado, mas que possa também passar grande parte de seu tempo, ocupando-se de forma independente. Desta forma, o principal objetivo do TEACCH é ajudar o portador de autismo a atingir a idade adulta com o máximo de autonomia possível. Isto inclui ajudá-lo a compreender o mundo que o cerca através da aquisição de habilidades de comunicação que lhe permitam relacionar-se com outras pessoas propiciando-lhe, até onde for possível, condições de escolher de acordo com suas próprias necessidades (Mello, 2001).



O método baseia-se na Teoria Comportamental e em pressupostos da psicolingüística. Ele foi implantado no Brasil, mais especificamente, em São Paulo, em 1991, na Associação de Amigos do Autista – AMA, com a ajuda do Dr. Thomas E. Mates. A AMA de São Paulo fez adaptações do método para a cultura do país e da própria equipe.entanto, não deixou de utilizar os princípios básicos do método (Marques & Mello, 2005).



Conforme Vatavuk (1997), o TEACCH tem sido bastante usado nacionalmente  internacionalmente para a estruturação de locais de atendimento a indivíduos autistas. A autora ressalta que muitas pessoas com autismo têm se beneficiado quando tratadas adequadamente com o programa, visto que aprendem a trabalhar frente a atividades acadêmicas com organização e entendimento, e podem fazer uso do computador como apoio para aprendizagem da leitura, escrita e utilização do tempo livre através de jogos, além de realizam tarefas vocacionais que são bastante valiosas para a vida adulta.



Método PECS



O método PECS (Picture Exchange Communcation System ou em português, Sistema de Comunicação por Troca de Figuras), foi criado em 1994, nos EUA, por Bondy e Frost. Ambos perceberam que muitas crianças com autismo tinham dificuldade para imitar, principalmente imitar palavras, e mesmo aquelas que eram capazes de imitar, geralmente não usavam as palavras para se comunicar espontaneamente. Baseados nessas observações criaram uma maneira de ajudar as crianças com autismo a se comunicarem de uma forma fácil e socialmente aceitável(Miguel, Braga-Kenyon&Kenyon, 2005).



O objetivo do PECS é ensinar o indivíduo a se comunicar por meio de troca de figuras.



Ou seja, o professor ou terapeuta sabendo de um item de preferência da criança, como suco de uva, por exemplo, faz uma figura do suco e instrui a criança a entregar a figura na mão da pessoa que está segurando o suco, que deve dizer “você quer o suco de uva?” e, logo em seguida, entregá-lo à criança. Assim, na medida que a criança vai entendendo a troca da figura pelo item, as ajudas são reduzidas até que a própria criança passa a entregar a figura com autonomia. Por meio desta técnica, é possível ensinar a criança com autismo a expressar aquilo que deseja de uma forma espontânea, além de propiciar a interação com outros indivíduos (Sampaio, 2005).



No primeiro momento o método utiliza-se de reforço primário para propiciar a aprendizagem. O reforço primário é aquele que tende a ser um reforçador para todas as espécies, como a água, o alimento ou afeto. Segundo Cabral e Nick (2003) reforço primário é “a apresentação de uma situação de estímulo que reforça ou recompensa qualquer sujeito experimental de uma espécie, sem necessidade de treino prévio” (p. 275). Desta maneira quando



o terapeuta seleciona os alimentos prediletos da criança esta usando reforço primário. Quando o terapeuta passa a usar o reforço social na terapia, por exemplo, “muito bem! Você acertou!” ele esta usando o reforço secundário. De acordo com Myers (1999) reforços secundários são



aprendidos. Adquirem seu poder por meio da associação com os reforços primários. Assim reforço secundário é aquele que usado em associação com o reforço primário passa a ter a capacidade de condicionar após um processo de aprendizagem ou condicionamento. 



Em 1996, Frost e Bondy editaram o manual do PECS, com a apresentação de seis fases, sendo que cada uma delas é composta por objetivos específicos, instruções de aplicação e procedimentos de treinamento, podendo ser utilizado de forma individual ou em grupo, em vários lugares como em casa, na sala de aula ou na comunidade. Assim, o PECS foi dividido em: Fase 1



- Ensinar a troca de figura; Fase 2 - Espontaneidade; Fase 3 - Discriminação de figura; Fase 4 -estruturação de sentenças; e Fase 5 - responder à questão “você quer?”.



A Fase 1 é caracterizada por ensinar a troca de figuras. O objetivo dessa fase como-exposto acima é ensinar o indivíduo a trocar a figura de um item por seu referente. No primeiro momento, o terapeuta irá separar os itens preferidos da criança (chocolate, biscoito, suco) e deixar disponíveis somente estes na frente dela. Quando o indivíduo tentar obter o item, o terapeuta colocará a figura do item em sua mão e o guiará até a outra pessoa que está com o item referente à figura do cartão. Assim que a criança soltar o cartão na mão da pessoa, esta deverá imediatamente entregar o item a criança.



Na Fase 2, busca-se ensinar a espontaneidade. O objetivo dessa fase é ensinar a criança a se direcionar ao quadro de comunicação, selecionar a figura do item desejado e entregar a figura para o terapeuta. Nessa fase, apenas a figura do item favorito deve esta disponível no quadro. No início, o terapeuta deve ensinar a criança a remover a ficha do quadro. A distância entre o terapeuta e a criança deve ser ampliada gradualmente.



Na Fase 3, discriminação de figura, o terapeuta ensinará a criança a distinguir entre diferentes figuras. Primeiramente, o terapeuta colocará duas figuras no quadro de comunicação: a figura do item favorito e um cartão em branco. Se a criança pegar a figura do item favorito e entregar para o terapeuta, ela receberá o item desejado, caso ocorra o contrário, o terapeuta gentilmente moverá a mão do indivíduo na direção do outro cartão. O passo seguinte dessa fase é substituir o cartão em branco pela figura de um item menos preferido e gradualmente adicionar mais figuras (até cinco).



Já a Fase 4 é caracterizada pela estruturação de sentenças. A criança será ensinada a



estruturar sentenças. Inicialmente o terapeuta incluirá um cartão (cartão sentença) e Eu quero”, que ficará localizado no quadro de comunicação. Quando a criança pedir um item, o terapeuta deverá fisicamente guiar a criança a colocar a figura selecionada à direita do cartão sentença. O indivíduo deverá ser guiado a entregar o cartão sentença para o terapeuta para só assim receber o item desejado. Posteriormente, a criança deverá colocar a figura “eu quero” mais a figura do item desejado no cartão sentença para então entregar ao terapeuta.



Por fim, o objetivo da Fase 5 é ensinar a criança a selecionar a figura “Eu quero”, e o item desejado, colocá-los no cartão sentença e entregá-los ao terapeuta quando este perguntar “o que você quer?”. No início, o terapeuta deve apontar para a figura “eu quero” e ao mesmo tempo perguntar “o que você quer?”. Gradualmente, o terapeuta vai aumentando o intervalo entre a pergunta e a dica visual (apontar a figura). Ao completar a quinta fase, a criança deverá ser capaz de pedir e nomear por volta de 30 a 50 itens que serão inclusos no quadro de comunicação a cada fase vencida. Com esse repertório, é possível ensinar à criança outras habilidades, como as de utilizar adjetivos, nomear ações, utilizar conceitos de “sim” e “não”, etc. Essas habilidades devem ser desenvolvidas individualmente e o tempo de aprendizagem varia de criança para criança (Miguel e cols, 2005).



Esse método em muitos casos é o único meio de comunicação que o portador de autismo  tem para demonstrar suas necessidades e desejos. O método não deve se restringir só ao âmbito escolar, mas sim por onde a criança transitar, possibilitando deste modo maior ganho de habilidades de comunicação, redução de problemas de comportamento e, também, integração social. Para isso, o indivíduo tem que ter à sua disposição o material de comunicação, e que pelo menos a família esteja preparada para responder prontamente ao que é solicitado pela criança (Aspeflo, 2005).



O programa PECS baseia-se nos princípios comportamentais e utiliza técnicas



desenvolvidas dentro da Análise Aplicada do Comportamento, tais como reforçamento positivo e modelagem. De acordo com esses princípios, o comportamento depende das conseqüências que produzem. Ou seja, se uma criança nas fases inicias do programa PECS indica a ficha do suco, e o recebe de pronto, o comportamento de indicar a ficha do suco foi reforçado pelo acesso ao suco. 

Desta forma, no futuro quando a criança quiser suco, ela apontará a figura que no passado produziu suco (Camargos, 2002). 



O PECS tem sido bem aceito em vários lugares do mundo, pois os materiais são simples, de baixo custo, pode ser aplicado em qualquer lugar e, quando bem aplicado, apresenta resultados surpreendentes na comunicação de crianças que não falam, e na organização da linguagem verbal de crianças que falam (Mello, 2001).



Mais um textinho pra vc ler.Boa leitura.


Quais são os sinais e sintomas da síndrome de Asperger?
sintomas Social-comportamental pode começar assim que a infância. Característica diferenças são vistas no desenvolvimento social, mas essas mudanças são difíceis de identificar nas crianças e pode ser atribuído a qualquer outra condição ou não percebida como anormal. A maioria dos casos da síndrome de Aspergersão identificados quando a criança está em idade escolar ou mais de idade; estudos têm mostrado uma idade média de diagnóstico da 11 anos. Alguns dos sintomas que podem estar presentes são:
* falta de consciência social;
* falta de interesse em socializar / fazer amigos;
* dificuldade em fazer e manter amizades;
* incapacidade de inferir os pensamentos, sentimentos, ou emoções dos outros;
* quer olhar muito atentamente e evitando contato com os olhos;
* falta de mudar a expressão facial, ou a utilização de expressões faciais exageradas;
* falta de uso ou compreensão de gestos;
* não respeita as fronteiras interpessoais;
* extraordinariamente sensíveis a ruídos, touch, odores, gostos, ou estímulos visuais;
* inflexibilidade e um apego excessivo ou dependência de rotinas; e
* estereótipos e os padrões motores repetitivos, tais como agitar as mãos ou o braço acenando.
Outra característica da síndrome de Asperger é a presença de interesses perseverantes e obsessivo em temas específicos (tais como automóveis e trens, ou até mesmo temas mais estreitas, tais como aspiradores de pó), que podem ser de pouco interesse para outros.
* Esses interesses são raramente repetitivos e intensos quando comparado aos interesses de outras crianças.
* Interesses específicos ou estreitos continuam a ser o foco de interesse da criança e conversação, apesar dos esforços para redirecionar a atenção da criança.
O desenvolvimento da linguagem em crianças com síndrome de Asperger é geralmente normal, em contraste com outras condições de autistas. Crianças com síndrome de Asperger têm escores em testes para a função de linguagem envolvendo vocabulário, sintaxe, e gramática. Na verdade, Alguns especialistas acreditam que a presença de desenvolvimento normal da linguagem para distinguir a síndrome de Asperger do autismo de alto funcionamento. Porém, a utilização ou aplicação de competências linguísticas é alterada em indivíduos com síndrome de Asperger:
* Seu discurso pode ser desorganizado ou não relevantes para o debate, ou eles podem se concentrar demasiado atenta em sua área definida de interesse (ver acima) em conversas.
* Alterações na voz e fala (por exemplo, falar alto demais ou dramaticamente, usando um tom invariável, pitch alto, falando muito rápido ou muito devagar) também pode ser visto.
* A língua pode ser interpretado literalmente, e podem surgir dificuldades com a linguagem de interpretação em um contexto específico.
* Há dificuldades com o uso sutil da linguagem, como ironia ou sarcasmo.
Na escola, crianças com síndrome de Asperger tendem a se destacar com o hábito de aprendizagem, muitas vezes exigida nas séries iniciais. À medida que envelhecem, eles podem ter mais dificuldades na escola devido à natureza da compreensão de leitura e trabalhos escritos. apoiar a educação especial é, por vezes,, mas nem sempre, necessário.
Às vezes, pessoas com transtorno de Asperger têm outras condições psiquiátricas associadas ou podem apresentar comportamentos que são típicos de outras condições. Algumas condições comuns associadas incluem o seguinte (mas estes nem sempre estão presentes):
* Déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)
* Ansiedade
* transtorno desafiador opositivo ou outros distúrbios de comportamento
* Depressão ou outros transtornos do humor

Jogo digital criado no Piauí apoiará
educação de autistas

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Estudantes autistas de Teresina testaram e aprovaram um jogo digital sobre cores, criado por dois professores e três estudantes do curso de tecnólogo de análise e desenvolvimento de sistemas do Instituto Federal do Piauí, campus Teresina central. A primeira ferramenta desenvolvida pela equipe de pesquisa é para ensinar as cores primárias – vermelho, amarelo e azul –, mas o jogo, denominado G-TEA, será ampliado para possibilitar o ensino de letras, números, formas, sons, animais.

Um dos criadores do jogo, o professor Otílio Paulo da Silva Neto, explica que o G-TEA é uma ferramenta que auxilia a aprendizagem de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), baseada na metodologia de análise do comportamento aplicado. O ensino deve ser conduzido, de preferência, por pedagogos, fonoaudiólogos, psicólogos, psicopedagogos.

Com o G-TEA, o objetivo principal do grupo de pesquisa e criação do instituto é auxiliar os educadores a solucionar as dificuldades do aprendizado das cores por crianças e jovens autistas, mas o jogo pode ser usado de forma ampla na aprendizagem de crianças com ou sem deficiências, diz o professor.

Durante os testes com estudantes da Associação de Amigos dos Autistas (AMA) do Piauí, Otílio da Silva Neto observou que o tablet despertou o interesse imediato das crianças e adolescentes, e o jogo veio depois. O importante para os criadores da ferramenta, diz o professor, é que os alunos brincaram e mantiveram o interesse.

O próximo passo da equipe do instituto federal, formada pelos professores Otílio Paulo e Fernando Santana e pelos alunos Victor Hugo, João Manoel e Gleison Batista, será apresentar o protótipo do G-TEA no Simpósio Brasileiro de Games e Entretenimento Digital (SBGames), que acontecerá de 16 a 18 deste mês, em São Paulo.

Outra decisão tomada pelos pesquisadores e pelo Instituto Federal do Piauí é sobre a distribuição da ferramenta, que será gratuita para qualquer público, por meio de um repositório web.


Vem muitas novidades aí aguarde amiguinho......Feliz em Tê-lo aqui em nosso blog ...Deixe um recadinho na caixinha de mensagem dizendo o que vc achou...bejimmmm...viu....
Publicaremos aqui todo o documentário sobre o autismo que passou no fantástico e muitas opiniõe sore ele na próxima semana.

6 comentários:

Maria Aurineide disse...

Nossa Inês como esse Blog é maravilhoso,as informações sobre Autismo são de muito valor.Amei!!!!!

Lucimara disse...

As informações contribuíram muito para meu conhecimento , já que esse assunto é complexo e muitos autores discutem de uma forma, mas o importante é buscar o mais rápido possível a intervenção para que esses indivíduos sejam estimulados para então desenvolver habilidades na busca
do pleno desenvolvimento.

Cris Adame disse...

Seu blog é muito bom! Parabéns!

Anônimo disse...

Você tem me ajudado muito no meu trabalho visto que sou psicopedagoga de primeira viagem. Parabéns pelo blog! Francisca Eugenio

Elisangela Garcia disse...

Parabéns! Seu blog e bem informativo e de fácil compreensão. Meu filho é autista e tem suas limitações e atraso no desenvolvimento da fala. Quanto mais informações eu tiver será mais tranquilo seguir nessa estrada onde temos que que ter uma dedicação e atenção para que eles se sintam confortáveis. A minha indignação e a falta de lugares especializados a nos fornecer ajuda para tentar introduzi-los na vida social. Sei que e difícil mas nao perderei a esperança. Afinal ele depende de mim. Para se ter uma idéia procuro já alguns meses uma professora para ajuda-lo no reforço escolar (ele está no 3o ano fundamental conhece o alfabeto e numerais) ficaria muito feliz se aprendesse a ler, seria uma grande vitória.

MÁRCIA disse...

MUITO INFORMATIVO O SEU MATERIAL SOBRE AUTISMO. PARABÉNS PELA DEDICAÇÃO E POR NOS PERMITIR TER ACESSO A ESSA RIQUEZA DE INFORMAÇÕES.

Leia também neste site...

2leep.com