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sábado, 28 de julho de 2018

Intervenções Psicopedagógicas: a relação terapeuta e aprendente

Vamos dar continuidade a nossa discussão sobre as intervenções psicopedagógica. Hoje vamos abordar a relação terapeuta e sujeito/ aprendente em atendimento. Vamos dar preferência pela expressão aprendente no lugar de paciente/sujeito/aluno ou qualquer outra denominação.


Jossandra Barbosa
Psicopedagoga e Neuropsicopedagoga

.
Chamaremos de intervenção psicopedagógica o processo posterior ao diagnóstico psicopedagógico ( seja Dipp situacional, TA ou MA)*[1] com o objetivo de  INTERVIR (ajudar, habilitar, reabitar, capacitar) o aprendente de forma terapêutica em um espaço terapêutico. 

Espaço de Atendimento do Instituto Sinapses em Teresina


Estamos aqui considerando psicopedagogia, como campo amplo, sem divisões entre clínica ou institucional e abordaremos como espaço terapêutico todo e qualquer espaço de atendimento.
Chamaremos de sessões de intervenção, reuniões e encontros de forma individual ou coletiva com aprendentes num determinado espaço terapêutico, num determinado tempo estimado.

É durante as sessões de intervenção que o psicopedagogo torna-se mais íntimo sujeito em atendimento/tratamento. E é exatamente esta proximidade que torna perigoso o trabalho do terapeuta/psicopedagogo. A partir de agora chamaremos o psicopedagogo somente pela expressão terapeuta , pois é assim que o sindicato dos psicopedagogos orienta que ele seja chamado – TERAPEUTA DA APRENDIZAGEM.

O Terapeuta em atendimento precisa ter cuidado com pequenos detalhes como, por exemplo, chamar o aprendente por apelidos, utilizar o diminutivo para explicar sobre algo contato afetivo, abraços, beijos e outros carinhos como também expressões de raiva ou aborrecimento.

O contato verbal e físico com o aprendente em atendimento deve ser limitado por regras, estas colocadas ainda no enquadramento das sessões. Enquadramento é o momento inicial de qualquer sessão terapêutica, onde o terapeuta estabelece um contrato oral de regras com seu/seus aprendente/s assim como quaisquer tipos de bonificações.

Importante ressalta que para o bom andamento de uma sessão terapêutica, o aprendente precisa estar consciente de tem de tudo aquilo que está acontecendo ao seu redor. Assim, o terapeuta precisa explicar o que ele irá fazer em suas sessões.  Sem mentiras. Principalmente quando estamos falando de crianças, pois o terapeuta pode ser levado a mentir para seu aprendente dizendo que ele irá só “brincar”, por exemplo. Tal atitude do terapeuta trará resistência quando for o momento desta criança usar um caderno, ou um teste escrito ou até mesmo a EOCA[2] por exemplo.  

Em outras palavras o aprendente precisa querer o processo de intervenção e não se assediado, comprado ou conquistado através de trocas e presentes a fazer as atividades propostas durante a sessão.

Você pode pensar ou estar dizendo: mas tem crianças que são resistentes as atividades do atendimento, ou são mais agitadas e pode ser preciso negociar com elas para que elas façam as atividades. Sim, isto pode acontecer. Só que não pode virar regra do seu atendimento. O seu relacionamento com seu aprendente deve ser de confiança e com regras bem claras desde primeira sessão.

Nesta sessão iremos pintar, depois iremos jogar o jogo A e B , sendo assim você só jogará o jogo A se tiver terminado a primeira atividade”

O terapeuta é que conduz a sessão e não o aprendente. Nunca esqueça disso.


Vamos falar sobre o contato com os pais. Pois é algo que o terapeuta deve ter muito cuidado.
Dentro da sessão o contato com os pais deve ser desenvolvido com cautela e precauções. Deve-se evitar dar o telefone ou e-mail pessoal aos pais, assim como cumprimento com beijos e abraços, limite-se a um aperto de mão forte que transmita confiança e credibilidade, evite conversas paralelas em ambientes que não seja o espaço de atendimento, não permita os pais dentro da sessão (a não ser que esteja planejada a presença deles), não permita que os pais entrem sem ser anunciados, não permita levar lanche para os filhos, bater na porta enquanto o atendimento está sendo realizado não faltar, ou até mesmo chegar com antecedência e querer conversar fora do espaço de atendimento.

Vou aqui contar-lhe um caso que me aconteceu:

Em um atendimento, descobri que uma mãe ficava escondida atrás da porta do consultório tentando ouvir o que eu falava com o filho dela. Foi uma cena constrangedora quando abri a porta para pegar algo em outra sala e me deparei com a porta entreaberta e com a mãe segurando no trinco. Ali terminei a sessão naquele exato momento e me pus a conversar com aquela mãe. Pois sem confiança não há processo de intervenção. Ela me argumentou o medo de abuso sexual e traumas de infância. Percebi que eu não havia feito um enquadramento adequado àquela mãe e então passei a refazer todo o processo de enquadramento. Resultando em sessões seguintes tranquilas e com a mãe na sala de espera.

Outras situações podem ser colocadas aqui, da minha experiência profissional, nos atendimentos e a relação com os pais. Por exemplo, pais que chegam dizendo o que querem que você faça. Outros são pessimistas e vão dizendo que nada dá certo e tem até aqueles que se acham mais competentes do que você e já colocam a sua capacidade em jogo. Em todos estes casos é o ENQUADRAMENTO[3] que definirá o rumo destas sessões.

Gosto de dizer que a intervenção psicopedagógica é o Real objetivo do trabalho do psicopedagogo. Ela que ele vai mostrar a sociedade o  resultado do seu trabalho.  É nela que o cliente vai perceber se seus objetivos foram ou não atingidos e daí  buscar novos  resultados que possam resolver o quadro de dificuldades que alguém possa estar enfrentando.

Há aproximadamente um mês uma família chegou ao meu consultório e colocou que estava mudando de terapeuta porque não virão nenhum resultado. Logo então fiz duas perguntas a esta família: quanto tempo foram de sessões e quais eram seus objetivos. Então me responderam que foram um mês e que o objetivo que desejavam é que queriam que a filha, de cinco anos e com autismo leve , fosse alfabetizada. Aqui nos leva de volta a importância do enquadramento. Onde parte do terapeuta mostrar aos pais o que é a intervenção, como ela funciona e o tempo que ela poderá levar. Por isso que eu defendo o PIPp [4]( são projetos de intervenção com tempo , objetivos e metodologia aplicada de acordo com a situação / local / aprendente) . Assim o cliente fica ciente do que ele deve esperar como resultado.

Voltamos então para a temática central desta postagem: a relação sujeito e terapeuta. Vamos nos reportar a  transferência e a contratransferência psicanalítica.
Durante as sessões o profissional precisa ficar vigilante como se delínea sua relação com o aprendente/s. Voce sabia que você pode amar ou odiar o aprendente? Se apaixonar ou tentar se afastar dele? Ou se apaixonar por um dos pais? Ou por ambos?

Não vou fazer aqui longas explicações sobre os processos de transferência e contratransferências negativas e positivas durante o atendimento. Sobre este tema vou deixar um vídeo para que vocês possam refletir sobre este assunto. 





Entretanto , as intervenções podem demorar tempo suficiente para gerar sofrimentos psíquicos. Vir a desencadear patologias no terapeuta, tensões e frustações.  O aprendente por sua parte, estará propenso a expor seus mecanismos de defesas , resultando  as rejeições, birras, negações,  ofensas e até mesmo crises que resultem em quebra de objetos e até dano físico ao terapeuta ou do terapeuta para o aprendente.

Vou deixar o vídeo abaixo que fala sobre os mecanismos de defesa dentro do atendimento psicopedagógico. Tanto o terapeuta pode desenvolver os mecanismos de defesa intrapsíquico quanto o aprendente. Resultado no fracasso ou mesmo retrocesso das sessões.


O psicopedagogo precisa conter suas opiniões ou mesmo suas transferências  positivas ou negativas frente ao aprendente devem ser verificadas e contidas com frequente ( daí a necessidade do terapeuta fazer análise e supervisão com outros profissionais, porque é normal que o mecanismo de defesa da resistência ou da racionalização faça com ele não perceba os próprios erros deste relacionamento).

Não cabe ao terapeuta gostar ou não gostar do aprendente, mas sim buscar de todas as formas contribuir para que as queixas iniciais sejam amenizadas ou até mesmo eliminadas.

Aqui, ainda, podemos ressaltar que muitos profissionais passam a ter contato íntimo com seus clientes criando vínculos errados entre terapeuta e aprendente. Ou terapeuta e pais deste aprendente.



Intervenções Psicopedagógicas no espaço clínico do Instituto Sinapses. Aprendente com 5 anos. Dificuldades de Aprendizagem.


Quando falamos de terapia para jovens, adolescente e adultos o motivo de preocupação é ainda maior porque mecanismos de transferências como a sublimação e a projeção é um risco constante durante as sessões.

Precaução é a palavra chave da relação terapeuta e sujeito. Outros aspectos ainda podem der falados a este respeito, acredito que eu escreveria um livro só falando sobre este assunto. Um exemplo é a roupa do terapeuta. A cor do jaleco, a forma como as terapeutas mulheres mexem o cabelo, abotoam o jaleco, a escolha da peça intima, a altura do salto, a cor do batom, a pulseira tudo influencia nos aspectos do inconsciente do sujeito em processo terapêutico e também causa impacto no inconsciente do próprio terapeuta. Acho que vou gravar um vídeo sobre isso. Kkkkkk

Uma sessão terapêutica é uma caixinha de surpresa cheia de detalhes e que podem ter outras caixinhas fechadas dentro e que cada sessão surgem outras caixas a serem abertas.

Cada detalhe da sua sessão é importante. O sucesso dos meus objetivos seja ele fazer uma criança ler como faze-lo querer ir a escola, ou melhorar seu relacionamento com os pais são resultado de um conjunto de ações verbais e  não verbais do terapeuta.

Eu poderia ainda continuar falando sobre este assunto, acredito que venha construir outra postagem para darmos mais dicas de como o terapeuta possa estar atento e evitar simbioses negativas e contratransferências patológicas.

Já realizei supervisões com terapeutas em prantos de choros porque se sentem fracassados por não resolverem os problemas de seus clientes, outros se sentem estressados com uma continuidade de sessões que não sabem mais o que fazer e já vi até aqueles que chegaram a brigar com a família por causa do aprendente e presenciei um caso que o terapeuta entrou na justiça para ganhar a guardar de uma criança que era seu aprendente. Parece impossível, não provável, impensado, absurdo???? Nada disso. Tudo é possível dentro do espaço terapêutico. Assim como o quarto familiar é uma alcova de segredos o espaço terapêutico também é. Cheio de labirintos. Cheio de encantos. Cheio de lamentos.

Deixo a vocês o convite para discutirmos na próxima sessão estratégias para as sessões de intervenções.

Até a próxima. Caso desejar, deixe seu feedback nos comentários. E muito importante saber sua opinião sobre a postagem para assim pudermos desenvolver outras. Nosso objetivo é juntos compartilhamos nossas experiências.


[1] Jossandra Barbosa desenvolveu a teoria do DIPp – processo do diagnostico psicopedagógico dividido em três tipos de diagnóstico. Situacional, Transtorno de Aprendizagem e Modalidade de Aprendizagem. Através de um diagnóstico mais rápido, foram desenvolvidos instrumentos e técnica onde as sessões possam ser realizadas em 2 e no máximo seis sessões. Sessões que se tornam fáceis de serem vendidas aos clientes e aplicadas a qualquer tipo de ambiente de trabalho. O Dipp já é aplicado desde 2016 na clinica de atendimento do instituto sinapses em Teresina, e é ensinado em todas as turmas de pós-graduação do instituto sinapses. Também é aplicado no estágio 1 das turmas do sinapses. O livro Dipp poderá ser comprado em breve e todo e qualquer psicopedagogo poderá utilizar este novo método psicopedagógico.
[2] EOCA – Entrevista operativa centrada na aprendizagem. Teste psicopedagógico desenvolvido por Jorge Visca através da sua teoria Epistemologia Convergente.
[3] A teoria do Enquadramento é trabalhada no livro Epistemologia Convergente de Jorge Visca.
[4] Assim como o DIPp , Jossandra Barbosa desenvolveu a teoria dos projetos de intervenção – PIPp onde o psicopedagogo constrói após o dipp o tipo de atendimento baseado em objetivos que deseja ser alcançados. 


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