sábado, 24 de janeiro de 2015

TERMINEI MEU CURSO DE PSICOPEDAGOGIA E AGORA COMO POSSO ATUAR?

TERMINEI MEU CURSO DE PSICOPEDAGOGIA E AGORA COMO POSSO ATUAR?

Você terminou seu curso e agora? O que fazer? Como você pode atuar?
consultora: Pp. Jossandra Barbosa
Começar um negócio não é fácil. Geralmente quem é levado a um curso de psicopedagogia trabalha como professor, ou tem outro trabalho. Com exceções daqueles jovens que logo que saem das faculdades e já correm para uma especialização ou aqueles que tiveram a oportunidade de fazer a graduação em psicopedagogia. Desta forma você se vê com outro problema: como conciliar as duas funções, ou até três? Como investir numa área que não sei se vai dar retorno? Devo sair do meu emprego? É certo embargar de corpo e alma neste novo sonho?
A grande maioria dos psicopedagogos, ouso dizer que 95%, são mulheres. Talvez por um conceito errôneo de que a psicopedagogia é pedagogia e psicologia, pois sabemos que vai além destas áreas ou até porque há uma idéia do senso comum de que psicopedagogo é um profissional para as escolas.
 Essas mulheres, por sua vez, chegam a psicopedagogia por volta dos 30 anos (no caso das que fazem pós graduações) já se arriscaram por várias áreas, possuem filhos, maridos, ou já tiveram, desta forma são pessoas propensas a depressão, medo de investir no novo, insegurança e baixa-estima. Essas mulheres passaram por muitas experiências e até problemas de saúde.
Ao pensar em montar um negócio próprio a primeira dúvida é “Será que vai dar certo”. Ninguém sabe.
É necessário ter coragem e enfrentar o processo de mudança, para isso tomar decisões. Para quem está começando sua vida profissional é um desafio empolgante, mas para quem está recomeçando ou continuando é uma barreira gigantesca a enfrentar.
O primeiro passo é o planejamento. É importante que você saiba exatamente que área que investir. Como aqui estamos falando dos consultórios (espaços) psicopedagógicos vamos focar no tema e apenas delinear poucos comentários em outros investimentos da psicopedagogia.
Dentro do seu planejamento pare e pense:
1-    Realmente quero fazer este investimento?
2-    Aceito os riscos?
3-    Tenho meios de investir neste negócio?
Se suas respostas foram sim para todas as perguntas. Você está pronto para seguir adiante.
            A área de atuação Clinica é um grande mercado, mas que se torna difícil dependendo da cidade e região brasileira.
A psicopedagogia precisa caminha para a popularização de seus serviços. Como a população não conhece o que fazemos, não procura nossos serviços.
Desta forma dentro da fase do planejamento procure estudar o seu mercado de atuação no seu município:
1-    Faça uma pesquisa de mercado
·         Visite clínicas
·         Ligue e pergunte o preço de consultas, sessões, promoções, tempo de duração, se aceitam planos e etc;
2-    Faça um gráfico com dos dados obtidos;
3-    Pesquise Preços de produtos (brinquedos, jogos, material de escritório, etc);
4-    Procure um contador;
5-    Organize material de avaliação psicopedagógica (de preferência monte um portfólio clinico ou organize em pastas;
6-    Faça cursos específicos de avaliação e intervenção psicopedagógicos complementares e de capacitação (este curso nunca é o bastante);
7-    Procure o local (pense no estacionamento, paradas de ônibus, questões de segurança, luz, umidade, conservação do local, acesso a deficientes físicos, etc)
8-    Compre os materiais de decoração, ambientalização, bebedouro, birôs, mesinhas (neste material você vai encontrar toda a lista de material a comprar).
9-    Antes de terminar a reforma e decoração já comece a divulgar seu trabalho;
10- Organize seus horários (no início não se afaste totalmente de outros trabalhos que você possui você precisará de uma fonte de renda fixa e segura para cobrir suas despesas pessoais)
11- Busque um (a) profissional para realizar sua supervisão presencial ou à distância, pelo menos duas vezes no mês;


Tudo pronto agora é só começar a trabalhar. Pense sempre positivo. Tenha paciência, perseverança e confie em você. O sucesso só acontece para os que fazem algo diferente, ousam, desafiam e principalmente não desistem.


Meu espaço Ludicidade em Teresina Piaui... Meu sonho que virou realidade.






Depois compartilho mais deste meu pedacinho dos sonhos com vocês. 
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

O que é melhor alugar um ponto comercial ou usar um cômodo da sua casa para começar seus atendimentos psicopedagógicos



Psicopedagoga Jossandra Barbosa
jossandrabarbosa@gmail.com

O que é melhor alugar um ponto comercial ou usar um cômodo da sua casa para começar seus atendimentos psicopedagógicos

Um passo importante é a decisão de onde será o seu consultório. Usar um espaço adaptado em sua casa é uma opção mais que você deve levar em consideração alguns aspectos:
1.     Só utilize um cômodo adaptado se você não tiver reais condições de locar um espaço separado;
2.     Adapte o local deixando banheiro para seus clientes;
3.     Trabalhar em casa traz alguns desconfortos como barulho das crianças, intervenção de pessoas da família ou vizinhos;
4.     O espaço adaptado não deve ter vínculo aberto com os compartimentos da casa;
5.     Não deixe seus clientes terem acesso a sua casa. Lembre-se sempre do limite de intimidade que você deve ter com seus clientes e pais.
O tamanho do local alugado ou adaptado será de acordo com suas necessidades. O espaço ideal deve ter uma recepção, duas salas e dois banheiros.
A recepção para o primeiro contato com seus clientes. Uma sala menor para ser usada como espaço de avaliação (consultas) e outra maior para ser usada como intervenção. Os banheiros separados um para seus clientes e um para seu uso pessoal.
Na maioria das vezes encontramos consultórios onde as salas de avaliação e intervenção são a mesma. Entretanto não é o ideal. A sala de avaliação deve ser um local mais neutro, sem muito detalhe de decoração que não disperse seu cliente e nem os pais durante a anamnese, outro detalhe é que você nem sempre saberá que transtorno seu cliente possa ter. Crianças com autismo precisam de ambientes calmos e com menos estímulos visuais assim como crianças com TDAH que se dispersam com facilidade. Já a sala de intervenção pode ser um espaço maior com mesas, cadeiras, tapetes , materiais psicomotores, tudo depende de sua proposta de reabilitação, caso você tenha especialidades extras como psicomotricidade e neuropsicopedagogia pode fazer atendimentos de relaxamento de musculaturas de crianças hipertônicas, trabalhar o desenvolvimento motor com atividades de correr, dançar, pular ou até oficinas de culinária.
Ambientes separados também influencia como a criança interpreta o momento que está vivendo, a intervenção é um momento mais de interação com o terapeuta, onde o contato pode ser maior (terapia com crianças autista exige conhecimentos psicomotores com estímulos visuais, auditivos e afetividade).

Nem sempre conseguimos salas comerciais que conseguíamos distribuir em vários cômodos por isso o aluguel de casas é mais indicado, dependo do lugar pode até se tornar mais barato. E você pode usar os outros cômodos (dependendo do tamanho da casa) para realizar cursos, parcerias com faculdades e oferecer palestras ou outros serviços para auxiliar a renda do espaço.

Dicas para Abrir um consultório psicopedagógico


Consultora: Psicopedagoga Jossandra Barbosa
Até a legalização e regulamentação da psicopedagogia como profissão o psicopedagogo clínico não pode abrir seu consultório como uma clínica.
Atualmente muitos profissionais tem encontrado a solução para seus atendimentos abrindo seu empresa com o nome de CENTRO , NÚCLEO ou ESPAÇO.
Exemplos:
·         Núcleo de atividades psicopedagógicas do Rio de Janeiro;
·         Núcleo de atendimentos de reabilitação cognitiva
·         Centro de atendimentos as dificuldades de aprendizagem
·         Espaço aprender e conhecer
Ou seja. Você não poderá usar o nome clínica mas pode substituí-la por um dos nome acima.
                        O processo legal é semelhante a uma empresa simples. Você deve procurar um contador para ele abrir a firma. Os documentos necessários são RG, CPF e comprovante de endereço, em média custa 450,00 para abrir a a firma e ter o CNPJ e contrato social ( este você pode fazer sozinho ou com um sócio, pode ser limitada, em cotas ou sociedade anônima)
            Se você não quiser uma empresa você pode criar uma ONG (uma associação ou um Instituto) o processo jurídico é quase o mesmo. Pois na ONG você deve reunir no mínimo 10 pessoas, fazer uma reunião, compra um livro ata, fazer a ata da reunião de abertura da ONG, registrar em cartório, depois fazer um estatuto, registrar em cartório e depois tirar o CNPJ.
            Como empresa você estará criando algo seu que poderá deixar para seus descendes, uma ONG não é sua você cria para uma comunidade que será eleita a cada três ou quatro anos.
            Depois de retirada do CNPJ seja a empresa ou ONG vem a parte da abertura de contas em um banco, onde você abrirá sem nenhum recurso para deposito uma conta corrente pessoa jurídica e terá direito a cheque especial. Este fator é importante, pois para gerenciar seu negócio é preciso capital de giro, compra de material e manutenção do espaço e você pode precisar de empréstimos e investimentos.
As vantagens de abrir a empresa é que com seu CNPJ você pode emitir notas fiscais e oferecer outros serviços além da psicopedagogia, como assessoria as escolas, palestras e cursos.




O QUE O PSICOPEDAGOGO PRECISA PARA COMEÇAR A TRABALHAR?

O QUE O PSICOPEDAGOGO PRECISA PARA COMEÇAR A TRABALHAR?
             O sonho da maioria dos psicopedagogos é montar o seu próprio negócio. 90% de uma turma de pós-graduação em psicopedagogia não atuam na área depois do termino do curso. Muitos continuam em salas de aulas, ou são contratados para salas de recursos, coordenação de escolas , outros tornam-se professores de faculdades e afastam-se do sonho de clinicar.
Para atuar na área da psicopedagogia o profissional só precisa de um certificado de graduação ou pós graduação.
Por ser um profissional que atua dentro de clínicas e hospitais pensa-se ser obrigatório um registro em conselho e uma carteira de atuação. O que não é verdade.
A psicopedagogia luta pela aprovação da lei 3512/10 que há vinte anos dá idas e vindas e não foi aprovada no senado federal.
A psicopedagogia não possui conselho de profissão (porque ainda não é uma profissão) e mesmo quando a lei for aprovada não terá conselho porque a não há artigos na lei que obrigue o profissional a pertencer a um conselho e nem há o artigo que crie o conselho.
Infelizmente isto é ruim para a psicopedagogia. Por que quem vai fiscalizar a atuação profissional, as irregularidades e as necessidades da categoria.
Existe a Associação Brasileira de Psicopedagogia, que é uma entidade de caráter filantropíca com objetivos culturais e de formação dos psicopedagogos.
Diante da necessidade urgente de organização do trabalho dos psicopedagogos estão sendo criados os sindicatos de psicopedagogia estaduais. Que são entidades classistas com direito de representar e lutar pela categoria.
Voltando para o que o psicopedagogo precisa para atuar. Ele precisa do seu certificado, pode ou não, é uma decisão individual, se filiar aos sindicatos para assim estarem atualizados sobre tudo o que acontece na profissão.
Na hora de fazer seu carimbo o psicopedagogo pode usar o CBO - CÓDIGO BRASILEIRO DE OCUPAÇÃO que é um número gratuito no Ministério do Trabalho (2394-25).Este numero tem aceitação nacional, não há necessidade de pagar por ele e nem de realizar nenhum cadastro.
O CBO é uma classificação de ocupação do ministério do trabalho onde o psicopedagogo está incluído, este número não é somente da psicopedagogia, mas é um numero GRATUITO, todos podem usar sem nenhum intermediador. 

Conselho de profissão de Psicopedagogia


Hoje são milhares de psicopedagogos no Brasil. E muitos são os problemas que cercam a formação e a prática profissional.
Dentre estes problemas está a falta de um órgão de representação de classe para a categoria, não temos um conselho de profissão e apenas um sindicato (SINDPSICOPp-PI).
A criação dos conselhos estava bem perto e foi uma luta de mais de vinte anos, que veio desde da criação do primeiro projeto de lei para regulamentar a psicopedagogia mas foi retirado do projeto final em 2014 veja como tudo isto aconteceu e no final descubra o que podemo fazer contra isso.
Em primeiro lugar você deve entender qual a diferença entre Conselho de Profissão da Psicopedagogia e o Conselho da ABPp ( Associação Brasileira de Psicopedagogia).

Você já deve ter ouvido falar no CFP (conselho federal de Psicologia) , CFM (conselho federal de medicina) , CRA (conselho federal de arquitetura) e por aí vai. Cada conselho federal tem sua representação no Estado é chamado pela sigla CR (Conselho Regional). Estes conselhos são chamados de conselhos de profissão e são autarquias governamentais onde fiscalizam e organizam tudo que envolve uma determinada profissão.

Na psicopedagogia se ouve falar muito do Conselho da ABPp, o que é este conselho? A Associação Brasileira de Psicopedagogia, tanto a nacional como as que existem nos Estados, são instituições jurídicas de caráter filantrópica e científicas. Criada nos anos 80 com o objetivo de lutar pela regulamentação da psicopedagogia e incentivar estudos e produções na área. Desempenhou este papel muito bem, a psicopedagogia cresceu e ocultamente incorporou a ideia de que esta entidade era uma "Espécie" de órgão de classe, ou que representa toda os psicopedagogos.

Muitos psicopedagogos pagam anuidades e recebem carteiras e acreditam que estas valem igualmente como as dos conselhos acima citado.

Temos mostrado que o trabalho valoroso da ABPp e tudo que ela representa na psicopedagogia merece todo o nosso respeito, mas que precisamos entender o papel que lhe cabe e lutar para que a psicopedagogia cresça como organização profissional.

Muitos profissionais ficam confusos porque as pessoas colocam em seus currículos como sendo membros vitalícios deste conselho, ou assinam e-mail como representante deste conselho.

Como associação esta entidade é obrigada a ter um conselho. Como as escolas públicas, uma associação de moradores, de professores, as igrejas e os institutos. Estes conselhos servem para fiscalizar as ações da própria entidade, que apesar de serem filantrópicas movimentam dinheiro seja de pagamentos de taxas, eventos ou anuidades e serviços. Por isso precisam prestar conta para seus conselhos. Assim como estes conselhos são importante na aprovação de compra, venda e realização de ações da entidade. Mas é um conselho fiscal exclusivo para as ações da entidade.

Os conselhos de profissão são entidades jurídicas completamente diferente de conselhos fiscais das associações.



Mas pra entendermos melhor porque o Conselho de Profissão é tão importante, realizamos uma pesquisa e chagamos a conclusão de a atuação dos que estão a frente do projeto é incoerente com suas próprias lutas. Já que foram eles que defenderam a criação de um conselho de profissão desde de 1980. No final da caminhada, interromperam a aprovação para propor a retirada do artigo que cria exatamente nosso órgão maior : o Conselho Federal.

Encontramos na Revista científica de Psicopedagogia V. 17 N. 46 de 1998 o relatório de apresentação do projeto na câmera dos deputados federais. Nos chamou a atenção a justificativa dos representantes dos psicopedagogos da importância da regulamentação da psicopedagogia como profissão.Veja o que foi dito:

Justifica-se neste documento de apresentação do projeto (foi a fala do representante dos psicopedagogos) diz que a profissão precisa ser regulamentada, mas que a necessidade da criação de um órgão para fiscalizar e orientar o exercício da profissão. Mais a frente se acrescenta:

Com a criação do conselho também seria criado as orientações e diretrizes para os cursos, concursos e um código e ética para os profissionais:

Como todas as demais profissões o psicopedagogo seria obrigado para exercer de um cadastrado em um conselho:


O projeto não foi aprovado e somente depois em 2001 encontramos novamente este projeto em atuação:


Encontramos mais um documento com a transcrição original da reapresentação do projeto de lei na câmara dos deputados federais, mas uma vez entra em cena a criação dos conselhos federal e  estaduais.

Mais uma vez o projeto foi recusado. No ano de 2010 ele foi refeito com outra deputada. Mas preservou em sua essência a criação do conselho federal e reginais.Como podemos ver no artigo retirado do projeto 3510-10.

Neste momento queremos trazer algumas reflexões.Este artigo que você leu acima foi modificado. E a parte destacada em verde foi retirada assim como o artigo 3 também foi alterado.

Observe que a alteração do artigo 10 e do artigo 3 são exatamente o obrigatoriedade de criar e se credenciar aos conselhos federais
VEJA COMO O ARTIGO 3 FICOU:

OBSERVE QUE DIZ QUE O PSICOPEDAGOGO PODE EXERCER SUAS ATIVIDADES SEM SE CREDENCIAR A NENHUM TIPO DE INSTITUIÇÃO
VEJA AGORA COMO FICO O ARTIGO 10

Observe que suprimiram (ou seja retiraram os artigos 6,7,8 e 9 ) e o artigo 10 virou o artigo 6 que diz: Esta lei entra em vigor na data de sua publicação
Devemos entender que estas emendas foram depois que o projeto foi aprovado na câmara dos deputados em abril de 2014 no senado federal .
Nosso questionamento é por que depois que foi aprovado o projeto passou por tantas mudanças? Se ele não estava bom como foi aprovado nas duas instâncias governamentais? A quem estas mudanças está favorecendo?
E entretanto sabemos que perderemos muito. Com todas estas mudanças o projeto já foi recusado 35 vezes e não vai a votação.
Mesmo que seja sancionando pela presidência da república esta lei ficou com 6 artigos que não dizem muita coisa sobre nossa profissão. E não será criado o conselho federal e nem os regionais. Porque precisa de uma nova lei já que os conselhos são autarquias governamentais e só sao criados por lei federal.
Mesmo com a lei 3512-10 não teremos representação. Não teremos cadastro em um órgão Não terá fiscalização dos cursos, nem das atividades profissionais, não teremos uma carteira de registro de órgão de classe e nem teremos representação política para sermos valorizados profissionalmente.

Diante de tudo isso,nem tudo está pedido. Ha ainda uma esperança.

Os sindicatos podem organizar a categoria e lutar pelos criação dos Conselhos Federais e Estaduais Pois não devemos desistir e nos acomodar.

Todos os psicopedagogos podem participar, a única regra é ser PSICOPEDAGOGO sem distinção. 

O Piauí já tem seu sindicato. Sindpsicopp-PI e vários outros Estados já estão se organizando.

Os sindicatos de psicopedagogia não são rivais e nem concorrentes de nenhuma associação ou entidade de psicopedagogos. Pelo contrário. É uma importante força democrática, popular, onde a única regra para participar é ser PSICOPEDAGOGO.

PARA MAIORES INFORMAÇÕES 
sindpsicopp@hotmail.com e whatsapp e tim 86-98224888

Como está a Regulamentação da Psicopedagogia?

Anda totalmente PARADA....

2015 chegou e nada da lei 3.512/10, que regulamentará a profissão do psicopedagogo, ser aprovada. Infelizmente foi ao contrário com tantas mudanças na lei ela voltou para a comissão de educação e cultura e vai ser analisada e votada tudo novamente.
Mas você pode estar pensando????
E todas as postagens no facebook e por e-mail comemorando a regulamentação da psicopedagogia em Fevereiro de 2014.
Isso mesmo, houve muita informação de que a lei tinha sido aprovada. E foi. Mas como houve propostas de emendas elas tiveram que voltar e serem analisadas.
As emendas basicamente foram:
- Mudança de 600h  para 450 hs como carga horária para a formação em psicopedagogia na forma de especialização scritu sensu.
- Retirada da criação do conselho federal de psicopedagogia
-Retira da obrigatoriedade de filiar a um órgão de classe para exercer a profissão.
(isso mesmo não é obrigatório carteiro ou filiar-se a qualquer instituição para exercer a psicopedagogia, ou seja isto nunca foi obrigado)

A lei ficou apenas com 6 artigos, bem delimitada. o que há muito tempo estamos dizendo aos psicopedagogos ficarem de olho, porque regulamentar sem organizar a categoria não vai trazer muitos benefícios reais aos profissionais.
Ficamos felizes que o movimento iniciado aqui, hoje está sendo discutido em todo o país: A criação dos sindicatos de psicopedagogia.
O primeiro sindicato já foi formado, no Piauí surgiu o SINDPSICOPp-Pi que já está atuando em defesa , valorização e divulgação da psicopedagogia no Estado.E outros estão em fase de organização.

Os sindicatos não substituem os conselhos, mas são uma instituição jurídica classista que representam os psicopedagogos e que lutam pelas causas salarias, pelo cumprimento de horas de trabalho, por um piso nacional nas instituições, por convenções coletivas, por seminários e congressos populares e assessoria jurídica para a categoria.

Para ver o andamento do projeto de lei no senado federal clique aqui e depois clique em tramitação na página que será aberta.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Mensagem de Josssandra Barbosa a todos os psicopedagogos

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É com muito carinho que deixo esta mensagem a todos que assistiram nossos cursos em nosso canal no youtube, aos nossos amigos e especial a você que é psicopedagogo que segue o grupo psicopedagogiando. Que 2015 possamos estar junto novamente. LUTANDO por nossos direitos.estaremos com novas reportagens atualizadas sobre a regulamentação, sobre a criação e atuação dos sindicatos.
Feliz 2015.

sábado, 15 de novembro de 2014

A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO PSICOPEDAGÓGICO DENTRO DA INSTITUIÇÃO HOSPITALAR

A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO PSICOPEDAGÓGICO DENTRO DA INSTITUIÇÃO HOSPITALAR: A BRINQUEDOTECA


AUTORA: JOSSANDRA BARBOSA
RESUMO
Este trabalho consiste na comunicação das experiências de um grupo de estágio em Psicopedagogia Hospitalar do curso de pós-graduação em psicopedagogia clínica, institucional e hospitalar da Faculdade Mauricio de Nassau, na cidade de Teresina, no Estado do Piauí, Brasil onde foi realizado o projeto “Aprender Brincando” que teve como objetivo a revitalização da Brinquedoteca do Hospital e reflexão sobre a importância do trabalho psicopedagógico nas instituições hospitalares. O presente trabalho está dividido em quatro partes: introdução, a importância da Brinquedotecas Hospitalares, a comunicação da experiência e nossas considerações finais. Pretende-se com este trabalho apresentar as etapas do projeto assim como comunicar seus resultados, além de contribuir com a sociedade acadêmica trazendo discussões e referências sobre o a psicopedagogia hospitalar e incentivar futuras pesquisas e projetos nesta área.

Palavras - chaves: Criança. Hospital. Brinquedoteca. Psicopedagogia Hospitalar. Lúdico. Saúde.

1 INTRODUÇÃO
A psicopedagogia é uma área do conhecimento multidisciplinar que abrange conhecimentos da pedagogia, psicologia, lingüística, sociologia, antropologia, neurociência, neuropsicologia e outras áreas.
O código de ética da Associação Brasileira de Psicopedagogia define a psicopedagogia em seu art.1º como:
 Um campo de atuação em saúde e educação que lida com o processo de aprendizagem humana, seus padrões normais e patológicos, considerando a influência do meio-família, escola e sociedade no seu desenvolvimento, utilizando procedimentos próprios da psicopedagogia. ( P. 01. 2011)
Nascida na França, mas fundamentada na Argentina, a psicopedagogia, chegou ao Brasil na década de 70 e fixou raízes através de psicopedagogos argentinos como Alice Fernandez, Jorge Visca e Sara Pain.
Reconhecida como profissão, pela lei 3512/10, no dia 05 de fevereiro de 2014, a psicopedagogia se encontra em um processo de ascensão e reconhecimento social, mostrando-se como uma alternativa necessária para o déficit educacional brasileiro.
Entretanto o campo de atuação do psicopedagogo não se limita às escolas, mas também a empresas, clínica, ONGs, presídios, orfanatos, casas de repousos e também hospitais, como coloca PORTO:
Como psicopedagogos, o nosso principal objeto de estudo é aprendizagem humana e temos competência para desenvolvermos um trabalho eficiente e eficaz também nos hospitais e na área da saúde. Já provamos nosso exercício na clínica e nas instituições, agora vamos partir para uma área pouco conhecida da intervenção psicopedagógica. (2010, p. 26)
A psicopedagogia argentina teve suas origens nas instituições hospitalares, como podemos observar nos relatos de Alice Fernandez, em entrevista a psicopedagoga e mestre em educação Maria Teresina Carrara Lelis, na Revista de Psicopedagogia 25(78), 2008, p. 186-197 ela conta como foram seus primeiros estudos e trabalhos em hospitais municipais da cidade de Buenos Aires juntamente com psicopedagogos, onde este profissional tinha uma formação paramédica de cinco anos na Universidade de El Salvador e trabalhava junto com médicos, neurologistas, oftalmologistas dentre outros profissionais com o objetivo de reeducação de déficit educacionais em crianças.
Entretanto, mesmo bebendo da fonte argentina, a psicopedagogia hospitalar brasileira está longe de ser satisfatória, pois são parcas as experiências de profissionais incluídos nas equipes hospitalares em nosso país e concursos para os hospitais públicos são desconhecidos e sua atuação ficou restringida durante muito tempo a instituições escolares e clínicas privadas.
A psicopedagogia hospitalar é uma área com imenso potencial. A falta de classes hospitalares e de brinquedotecas nos hospitais são as principais causas para a ausência deste profissional nas equipes multidisciplinares. Apesar de haverem leis que obriguem a implantação de brinquedotecas e classes hospitalares no Brasil, a realidade é diferente e pouco tem sido feito para cumprir tais leis.
Pacientes pediátricos internados por longos períodos para tratamentos de patologias crônicas como as Hematológicas, Imunológicas e Psicopatológicas passam por mudanças psicológicas e sociais ao mesmo tempo, onde são retiradas do convívio familiar, amigos e escolar de forma brusca, dessa forma necessitam de acompanhamento psicopedagógico, para que assim possa dar continuidade estimulação dos seus processos cognitivos, afetivos e sociais. Desta forma concordamos com PORTO, quando ela afirma que:
A psicopedagogia hospitalar apresentar uma das novas especializações da Psicopedagogia, que vem dar suporte e apoio de aprendizagens e reaprendizagens ao paciente interno, humanizando e contribuindo para a promoção da Saúde. (2010, p. 20)
E acrescenta:
A proposta da psicopedagogia hospitalar é ser o interlocutor, não só de crianças, mas também de todos aqueles que passam por internações, sejam elas curtas, médias e de longas durações, doenças crônicas e de pacientes terminais, dando o melhor de nossa atenção e técnica, mas criando um mundo, onde as pessoas se preocupam com as outras. ( 2010, p. 22)

O presente trabalho tem como objetivo apresentar o trabalho realizado por um dos grupos de estágio supervisionado do curso de pós-graduação em psicopedagogia clinica institucional e hospitalar na Unidade Integrada de Saúde do Parque Piauí em Teresina, Estado do Piauí, assim como seus resultados. Mostrando a importância da valorização do espaço lúdico no ambiente hospitalar e da atuação do psicopedagogo nas brinquedotecas.
O estágio foi realizado em sessenta horas, divido em três etapas: Visita ao hospital, Planejamento e Levantamento Bibliográfico, Execução, Avaliação e Apresentação dos Resultados do projeto, intitulado, “Aprender Brincando’,cujo objetivo foi a revitalização da Brinquedoteca do Hospital.
Este trabalho encontra-se dividido em duas etapas: A importância das Brinquedotecas nos Hospitais e a Apresentação do trabalho e seus resultados. Ele foi fundamentado nas obras de Olivia Porto e Ângela Cristina Maluf, sobre psicopedagogia hospitalar e brinquedotecas respectivamente. Também foram usados artigos e resenhas da Revista de Associação Brasileira de Psicopedagogia edição número 78, a pesquisa de Mestrado de Mayara Barbosa S. Lima sobre as Brinquedotecas Hospitalares de Belém, que traz além de excelente fundamentação teórica sobre o brincar, o lúdico e as brinquedotecas, também, traz uma extensa lista de sugestão de materiais, brinquedos e jogos para serem utilizados em Brinquedoteca além de outros trabalhos oriundos de pesquisa digital.
Não se pretende aqui fazer uma discussão profunda sobre a psicopedagogia hospitalar ou sobre a função do psicopedagogo, nem sobre o funcionamento das brinquedotecas. Pretende-se estimular novos trabalhos nesta área trazendo sugestão de leitura e um exemplo de projeto aplicado em instituição hospitalar.
Acredita-se que este trabalho venha ser uma referência do trabalho psicopedagógico hospitalar no Brasil, e que ele possa contribuir para que esta vertente possa ser reconhecida e ampliada em todos os setores públicos e privados brasileiros.



2 A IMPORTÂNCIA DAS BRINQUEDOTECAS HOSPITALARES
A sociedade busca o hospital devido a uma enfermidade curta ou prolongada, a fim de solucionar imediatamente a doença e o sofrimento causado por ela. Entretanto muitas vezes há a necessidade de internação e a rotina familiar é alterada bruscamente, surgindo à necessidade do deslocamento da pessoa doente para o hospital e muitas vezes de um familiar, retirando-lhe do convívio familiar, amigos e da escola, nos casos de crianças que é o foco deste trabalho.
O momento de internação é permeado de fatores que influenciam a recuperação do paciente. Tais fatores são importantes e podem trazer profundas conseqüências, mesmo depois da alta, como nos mostra LIMA:
A hospitalização pode gerar uma série de alterações comportamentais na criança, tais como:diminuição  da  vocalização,  redução  de  estímulos  motores,  regressão  no  processo  de maturação psicoafetiva, hipermotricidade, distúrbios  alimentares e do sono, comportamentos agressivos, agitação ou apatia, choro constante, isolamento e dificuldades escolares.(2011, P. 16)
.As restrições dos ambientes hospitalares vão além dos espaços físicos, mas principalmente às próprias limitações decorrentes da enfermidade que causam a ausência de estímulos e diminuição das possibilidades de exploração do meio, podendo dessa forma comprometer o desenvolvimento da criança em caso de patologias que exigem longos processos de internação podem ser desenvolvidos:
(...) distúrbio psiquiátrico em um dos pais ou na criança; relacionamento pais criança inadequado; faixa etária, quanto menor a idade, mais vulnerabilidade. (...) as crianças  que  experimentam  longo período  de  hospitalização  ou  repetidas  internações  correm  maior  risco  de  terem  seu desenvolvimento  comprometido elas  podem desenvolver  uma  doença  denominada  de  nanismo  psicossocial,  devido  à  influência  do hormônio do hipotálamo, a criança para de crescer.(LIMA, 2011.p. 17)
Geralmente as crianças são resistentes aos tratamentos hospitalares. São inúmeros soros, injeções, medicações, exames em que a criança precisa passar enquanto se encontra no hospital o que a leva ao desejo constate de retornar a sua rotina normal, já que durante o período que passa internada é quase por completo deitada no leito do hospital o que a limita do convívio com a família, escola e outros grupos sociais.
Os pais, familiares e acompanhantes também são afetados em todo este processo que leva ao stress emocional e físico da espera pela reabilitação da criança enferma que, junto com seus acompanhantes ficam agitados, angustiados, nervosos e irritados com a presença ou ausência da equipe médica nas enfermarias.
As equipes de trabalhos também são afetadas pelo stress laboral da jornada de trabalho, da ansiedade para o restabelecimento dos seus pacientes, ou até mesmo na perda destes. Causando, muitas vezes, dificuldades de relacionamento entre os membros da equipe e com a família dos pacientes.
O trabalho do psicopedagogo hospitalar num espaço de ludicidade pode ser inserido neste contexto como um mediador de conflitos entre os agentes de trabalhos e pacientes, servindo como um agente de condução para novas aprendizagens, proporcionando convívio social e alivio emocional.
Dentro deste espaço lúdico, que a partir de agora chamaremos de Brinquedoteca, a criança internada terá oportunidade de dar continuidade ao seu vínculo com a escola e com a aprendizagem.
As primeiras brinquedotecas surgiram nos Estados Unidos, na cidade Los Angeles em 1934 com um tipo de serviço que até hoje é conhecido como ToyLoan (empréstimos de brinquedos), mais tarde, 1963, na Suécia começaram experiências com uso de brinquedotecas com crianças portadoras de necessidades especiais. No Brasil a primeira Brinquedoteca foi criada em 1973 em uma APAE na cidade de São Paulo a partir desta experiência muitas outras se espalharam pelo país. (SILVA, 2010).
As brinquedotecas hospitalares surgiram na Tailândia em 1909, mas somente na década de 80 é que surgem as primeiras no Brasil (SILVA, 2010) Atualmente é obrigatória a instalação de brinquedotecas em ambientes de saúde e educação conforme a Lei Federal nº 11.104 de 21 de março de 2005, sancionada pelo então Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 21 de março de 2005, que dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de brinquedotecas, nas unidades de saúde que ofereçam atendimento pediátrico em regime de internação. Vejamos o que diz esta lei:
Art. 1º Os hospitais que oferecerem atendimento pediátrico contarão, obrigatoriamente, com brinquedotecas nas suas dependências.
Parágrafo único – o disposto no caput deste artigo aplica-se a qualquer unidade de saúde que ofereça atendimento pediátrico em regime de internação.
Art. 2º Considera-se Brinquedoteca, para os efeitos desta lei, o espaço provido de brinquedos e jogos educativos, destinados a estimular as crianças e seus acompanhantes a brincar.
(BRASIL, 2005, p.01-02)
Além desta lei, foi criado o Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar-PNHAH (Brasil, 2004), a fim de tornar  o  ambiente  hospitalar  mais  acolhedor e aumentar  a colaboração da criança ao tratamento; minimizar os prejuízos comportamentais causados pela hospitalização (LIMA,2011 p.22)
A Brinquedoteca é um espaço criado para estimular a criança. É um local de descobertas, estimulação e criatividade. De acordo com PORTO:
A Brinquedoteca surge como uma alternativa aos problemas da vida na sociedade contemporânea, na qual a falta de espaço e de segurança restringe ou impede o brincar feliz. Outro fator é a condição socioeconômica e, também, o pouco contato que as crianças passam a ter com outras de sua idade na medida em que as famílias tendem a ter um número menor de filhos. (2010, p.55)
Dessa forma entende-se que a Brinquedoteca também seja um espaço de socialização e seu objetivo é sempre resgatar o lúdico, proporcionar um ambiente favorável para que a criança descubra brincadeiras, se relacione com outras crianças e desenvolva suas potencialidades.  MALUF acrescenta dizendo que as brinquedotecas são:
Um espaço preparado para estimular a criança a brincar, possibilitando o acesso a uma grande variedade de brinquedo dentro de um ambiente lúdico. Na verdade seria um lugar preparado para as crianças ficarem o tempo que quiser, pois neste local, elas brincam, inventam, expressam suas fantasias, seus desejos, seus medos, seus sentimentos e conhecimentos construídos a partir das experiências que vivenciam. (2012, p. 62)
As Brinquedotecas estimulam à criatividade, a cognição, desenvolve a imaginação, a oralidade, a socialização, a expressão e incentiva a ludicidade das mais variadas formas, seja na busca de soluções de problemas ou pelo simples desejo de inventar. Torna o espaço hospitalar menos impactante na esfera emocional da criança. Também, em contato com os brinquedos e as atividades programadas, os pacientes podem se tornar participantes ativos do processo de reabilitação contribuindo assim, para a aceitação do tratamento e do tempo de internação.
A Brinquedoteca no ambiente hospitalar é um recurso de estímulos para as crianças, pois ela oferece a oportunidade da continuidade do processo educativo e de desenvolvimento infantil, uma vez que a criança poderá explorar um ambiente que, ao contrário do ambiente hospitalar, lhe parece familiar e acolhedor, como afirma SILVA:
A Brinquedoteca Hospitalar oferece para a criança alegria, estimulando sua fantasia através dos brinquedos e do brincar, proporcionando mecanismos que fazem com que elas se sintam à vontade em um ambiente diferente. Com propósito de atender e oferecer às crianças um lugar favorável a sua recuperação contribui também para a formação educacional da criança em novo conceito de atendimento hospitalar na pediatria. (SILVA, 2010. p. 23)
Outra importância da Brinquedoteca no ambiente hospitalar é a preparação da criança para a alta, para a volta as suas atividades normais, ou até mesmo para aceitar a possibilidade de sua volta ao hospital, amenizando assim possíveis traumas que a criança pode ter de sua permanência no hospital e até mesmo a rejeição da saída do hospital como coloca MALUF, falando sobre a criança hospitalizada:
Se a permanência foi longa alguns vínculos podem ter sido interrompidos e ela pode precisar de ajuda para se adaptar. Até porque em certos casos, a volta pode ser pior do que permanecer no hospital. Pode acontecer também que no hospital ela tenha encontrado mais atenção e alimento do que em sua própria casa. (2012, p. 66)
A Brinquedoteca também proporcionar condições para que a família e os amigos que vão visitar a criança encontrem-na num ambiente favorável e que não aumente a ansiedade, angústia e sofrimento dos familiares diante da enfermidade do ente querido.
Entendemos que o trabalho do psicopedagogo hospitalar dentro do espaço da Brinquedoteca Hospitalar favorece em muitos aspectos a aceitação ao tratamento, facilita a permanência da criança hospitalizada e contribui para a continuidade do seu processo educativo. Onde ele pode utilizar-se deste espaço para realização de atividades pedagógicas, lúdicas e brincadeiras.
3 UMA EXPERIÊNCIA DE BRINQUEDOTECA NO HOSPITAL DO PARQUE PIAUI NA CIDADE DE TERESINA.
O Hospital do Parque Piauí, localizado na cidade de Teresina, no Estado do Piauí, Brasil é um hospital de pequeno porte da rede pública municipal. Com quatro enfermarias adultas e duas pediátricas é um dos únicos hospitais da cidade que possui uma Brinquedoteca no estado.
O estagio hospitalar foi realizado na instituição supracitada nos meses de novembro a dezembro de dois mil e treze.
O projeto teve como participantes nove alunas do curso de pós-graduação em psicopedagogia clínica, institucional e hospitalar da Faculdade Maurício de Nassau.
O projeto teve início com visitas ao hospital para o reconhecimento das necessidades dos pacientes, do espaço lúdico já existente da Brinquedoteca e da realidade do trabalho psicopedagógico na instituição. Vale ressaltar que o hospital possui uma psicopedagoga em sua equipe ambulatorial que realiza atividades com pacientes agendados e atividades extras como grupos de tabagismo e organização de reuniões e eventos com o corpo profissional médico e técnico do hospital. Entretanto, a profissional não mantém vínculo empregatício no município como psicopedagoga, sendo um profissional cedido da secretaria educacional para a secretaria de saúde.
Após visita técnica de sondagem no hospital a equipe de estágio concluiu que a Brinquedoteca do espaço necessitava de uma revitalização em virtude do espaço físico estar em desuso pela falta de brinquedos, de material pedagógico e até pela desorganização de cadeiras e mesas que estavam amotinados em um canto. A equipe então passou para a fase de planejamento da revitalização do espaço físico da Brinquedoteca, onde foram realizadas leituras sobre o aporte teórico e pesquisas digitais sobre outras experiências de Brinquedoteca Hospitalares no Brasil para referências.
A equipe encontrou como referencia o trabalho realizado no Hospital Geral de Bragança no Pará e a tese de mestrado de Mayara Lima onde traz uma avaliação sobre todas as Brinquedotecas de Belém, de onde se pode ter uma consistente fundamentação teórica e orientação sobre decoração, funcionamento e materiais. Daí organizou-se o projeto intitulado como “Aprender Brincando” e apresentou-o a supervisão psicopedagógica do estágio.
Após aprovação do projeto, a equipe de estágio o colocou em prática em três fases; primeiramente o projeto foi apresentado para a direção do hospital que ficou ciente e autorizou mudanças no local. Também foi apresentada a direção sugestões de mudanças futuras, como a necessidade de ampliação da Brinquedoteca, pois “a Brinquedoteca deve possuir acústica, ventilação e iluminação adequadas,  bem  como  boas  condições  de  higienização” (LIMA,2011 p. 28) além de contratação de profissionais específicos pois assim como coloca LIMA( 2011) acreditamos que “somente uma equipe bem organizada e afinada em seus objetivos conseguirá estruturar um espaço coerente”(LIMA, 2011 p. 28)  e que este profissional “seja um parceiro disponível para a brincadeira, ele deve auxiliar a criança a entender o que está acontecendo com ela e a sua volta, e estimular os comportamentos lúdicos da clientela;” (LIMA, 2011, p. 28).
Em seguida foi feito o processo de revitalização do local. Foram trocadas todas as decorações, novos livros, revistas, jogos e brinquedos foram adquiridos.
A Brinquedoteca foi organizada levando em conta que ela é “espaço onde assegura à criança o direito de brincar” (PORTO, 2013, p. 55). O local foi reorganizado, as prateleiras foram redecoradas, arrumadas e etiquetadas, foram adquiridos novos brinquedos e materiais didáticos como livros, revistas, coleções, cola, lápis, canetinhas e cadernos, mesas, cadeiras e assentos foram organizados para que a Brinquedoteca cumpra seu papel como mostrar GASPAR (2010) em seu trabalho sobre brinquedotecas em ambientes hospitalares: As brinquedotecas devem proporcionar momentos de lazer por meio das atividades ou brinquedos de recreação, auxiliando na recuperação, ajudando a diminuir o trauma psicológico da internação”.(p. 3)
Os brinquedos e jogos foram selecionados a partir da orientação de PORTO (2012, p. 56) de acordo com a funcionabilidade, experimentabilidade, estruturabilidade e relacionalidade classificadas no ICCP ( Classificação Internacional CouncilformChildren’s Play) de forma que foram escolhidos brinquedos para atividades sensória motor (brinquedos de montar) , para atividades físicas (velocípedes, bolas) atividades simbólicas (bonecos, robôs, bonecas, panelinas, carros , etc) atividades pedagógicas ( quebra-cabeças, jogos de regras, boliche, pega varetas, cubo mágico e outros).
Foi confeccionado um mural de madeira com vidros para fixação de regras e recados para os familiares das crianças hospitalizadas, assim como informativos para que os brinquedos não fossem levados para casa, tentando assim conscientizar da importância da manutenção da Brinquedoteca em virtude de trabalhos anteriores já terem sido feito no mesmo local e a ocorrência do furto dos brinquedos era constate.
Depois da revitalização do espaço físico, a equipe fez uma campanha de conscientização e valorização da Brinquedoteca junto à comunidade hospitalar. Foram feitos folders e distribuídos entre pacientes, familiares, acompanhantes, visitantes e principalmente funcionários a fim de mostra a importância do uso e conservação da Brinquedoteca Hospitalar, fase tão necessária como nos mostra LIMA (2011) quando diz: que “a implementação da Brinquedotecas deverá ser acompanhada de um trabalho de divulgação e sensibilização junto à equipe hospitalar”.(p.17)
A equipe de estágio, também, reuniu-se com os funcionários de limpeza do hospital a fim de orientar sobre lavagem, desinfecção, limpeza e manutenção dos brinquedos e objetos. Informando-os das regras da vigilância sanitária para assepsia e controle de bactérias e vírus no ambiente hospitalar a fim de preservar o sistema imunológico dos freqüentadores da Brinquedoteca, pois “os riscos dos brinquedos causarem infecção cruzada são evidentes e que, portanto, medidas preventivas são essenciais”. (LIMA, 2001, p. 29)
Passada todas estas fases a equipe em conjunto com outras equipes de estágio realizaram atividades pedagógicas com crianças internadas, confirmando assim a importância da manutenção e eficácia daquele espaço lúdico.
Por fim a equipe fez apresentação do projeto e seus resultados no auditório do hospital com a presença da supervisão do estágio, representantes do hospital e da coordenação da faculdade, além das outras equipes de estágios.
Os resultados obtidos com o projeto foram plausíveis e reconhecidos pela equipe técnica do hospital, que reconheceu as dificuldades de manter o espaço funcionando e se comprometeu de dar continuidade ao projeto.



CONSIDERAÇÕES FINAIS
Durante muito tempo o tratamento de doenças estava relacionado apenas com exames clínicos, remédios e outros procedimentos médicos, que visavam à cura da enfermidade do paciente, isto porque não havia uma preocupação com o emocional, ou seja, com o psicológico da pessoa enferma.
Demonstramos neste trabalho a importância do trabalho psicopedagógico e da implantação da Brinquedoteca no ambiente hospitalar, um espaço lúdico, de interação social e aprendizagem significativa a partir da revitalização da Brinquedoteca do Hospital do Parque Piauí em Teresina, contribuindo, assim,  com melhoria da qualidade do atendimento psicossocial do hospital assim como melhorias na qualidade de reabilitação da criança doente, pois a mesma transformou o aspecto triste da internação em momentos alegres, fazendo com que as crianças aceitassem o tratamento e ficassem mais tranqüilas após a medicação e enquanto aguardam o restabelecimento de sua saúde.
As brinquedotecas hospitalares já implantadas no Brasil mostraram resultados positivos e satisfatórios, onde atendimento se torna mais humanizado e menos traumatizante na internação pediátrica, além de que elas contribuem na recuperação e tratamento da criança hospitalizada.
Com vários estudos desenvolvidos na área da saúde, foi observado que não só o fator remédio contribui para a cura, mas outras ações devem ser levadas em consideração Nesse âmbito, estudos o brincar também pode ser usado como recurso terapêutico no processo de cura de enfermidades, pois ele minimizar o sofrimento e potencializando a capacidade de novas aprendizagens, além de favorecer a comunicação e interação social.
É necessário que a gestão pública e iniciativa privada observem a necessidade da implantação destes espaços nos ambientes hospitalares, pois é de sua responsabilidade o oferecimento de educação integral a toda pessoa em qualquer situação em que ela se encontre.
Leis e decretos foram criados no Brasil a fim de assegurar as pessoas hospitalizadas acesso a um tratamento mais humanizado que não envolva apenas os aspectos biológicos da tradicional assistência médica à enfermidade, porque a experiência de adoecimento e hospitalização implica mudar rotinas; separar-se de familiares, amigos e objetos significativos; sujeitar-se a procedimentos invasivos e dolorosos e, ainda, sofrer com a solidão e o medo da morte – uma realidade constante nos hospitais.
É urgente a necessidade de reorganizar a assistência hospitalar no Brasil, priorizando o acesso ao lazer, ao convívio social, às informações sobre seu processo de adoecimento, cuidados terapêuticos e ao exercício intelectual. Respeitando assim as diferença e tornando o espaço hospitalar um lugar mais humano e acolhedor para que isto aconteça, a implantação de Brinquedotecas é imprescindível.
Acredita-se que com a regulamentação da profissão do psicopedagogo e a criação de novas instituições de organização da classe possam surgir novas conquistas, como concursos públicos para hospitais, não somente para brinquedotecas, mas para atendimentos clínicos ambulatórias para a população de baixa renda que sofre com déficits escolares, atendimentos às enfermarias pediátricas e adultas, ou até mesmo na gestão destas instituições que têm como objetivo assegurar o direito a vida e a saúde de todos os cidadões brasileiros.



THE IMPORTANCE OF WORKING WITHIN THE HOSPITAL PSICOPEDAGÓGICO INSTITUTION: THE TOY

ABSTRACT
This work consists in communicating the experiences of a group of internship in Hospital psychoeducation course of postgraduate clinical, institutional and hospital psychopedagogy Faculty Maurice of Nassau, in the city of Teresina, Piauí State, Brazil where the project was conducted "Playful Learning" which aimed at revitalizing the Toy Hospital and reflection on the importance of psycho-pedagogical work in hospitals. This paper is divided into four parts: introduction, the importance of Toy-Libraries Hospital, the communication of experience and our final considerations. We intend this work to present the stages of the project as well as communicate their findings, and contribute to the academic society bringing discussions and references on the the hospital psychoeducation and encourage future research and projects in this area.
Keyword: Child. Hospital.Playroom.Hospital Psychoeducation.Playful. Health










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