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domingo, 14 de setembro de 2014

O que é a Psicopedagogia

O que é a psicopedagogia? 


A psicopedagogia é uma área da atuação que abrange a saúde e a educação. Nasceu no Brasil advindo da necessidade de alternativas frente aos problemas educacionais brasileiros dos anos 70 no século XX. Filha da psicopedagogia Argentina teve seus primeiros cursos de formação na região Sul do País, daí em diante se espalhou por todas as regiões e atualmente é um curso encontrado na maioria das faculdades brasileiras.
A psicopedagogia vai além de um curso de pós graduação, e já existem no Brasil cursos de graduação. O projeto de lei 3512/10 que aguarda s no senado federal para ser sancionado, transforma os concludentes deste curso em Profissionais reconhecidos pelo governo brasileiro.
Cada vez mais a psicopedagogia recebe destaque, mais e mais  profissionais são contratados, todos os anos surgem mais concursos públicos e o número de espaços de atendimento particular cresceu consideravelmente.
Entretanto muito a tem que ser feito atá a psicopedagogia se transforma em uma profissão popularizada, onde a população em todos os seus níveis conheça e reconheça o que estes profissionais podem fazer pela educação e pela saúde mental em nosso país.
A maioria da população não sabe a diferença entre o psicopedaogogo , o psicólogo e o pedagogo. Ou pensa que o psicopedagogo realiza o mesmo trabalho que estes outros profissionais .Mas não é nada disto. A psicopedagogia não é a fusão entre a psicologia e a pedagogia e nem substitui o trabalhos deles.
O psicopedagogo é um especialista em Aprendizagem humana e tudo que pode ocorrer para que ela não ocorra em seu processo normal de desenvolvimento, em suma o psicopedagogo é um profissional preparado para lidar com crianças, adolescentes, jovens e adultos com problemas escolares, evasão escolar, transtornos de aprendizagem como distúrbios de leitura e escrita, na matemática ou outro do tipo.
é um profissional que trabalham em múltiplos espaços com objetivo de levar conduzir qualquer sujeito ao caminho prazeroso do conhecimento de forma lúdica.

Onde atua o Psicopedagogo


O psicopedagogo atua em cinco tipo de ambientes educacionais: Espaços Psicopedagógicos Particulares (Clinicas, consultórios e outros) , escolas, hospitais, empresas e instituições assistenciais como NAICAS, AMAS, Associações. orfanatos, abrigos de idosos, instituições de menores infratores, instituições de recuperação de drogas, núcleos de assistência a moradores de rua, núcleo de apoio a vítimas de violência doméstica. penitenciarias, CRAS, Núcleos de assistência psicossociais municipais, dentre outras insituições sem fins lucrativos de direito pública ou privada.


Quando devo procurar um psicopedagogo?



Em todas as situações que o sujeito em qualquer idade precisa de ajuda para aprender. Todos possuem a capacidade de aprender em qualquer idade. O psicopedagogo é um profissional especialista educacional na área da Aprendizagem humana, desta forma se você tiver alguns dos problemas relacionados abaixo procure um psicopedagogo para ajuda-lo a superar tais obstáculos:
Falta de concentração e memória;
Dificuldades na leitura e escrita;
Dificuldades com cálculos, números, noções de lateralidade, tempo e espaço;
Dificuldades de interpretação e de realizar leitura em voz alta;
Notas baixas;
Reprovação escolar
Hiperatividade
Défict de Atenção
Dislexia
Dificuldade de raciocínio lógico e matemático;
Desorganização com material escolar

Estudo sobre psicopedagogia dentro das Escolas

O trabalho do psicopedagogo nas escolas e as incoerências entre a prática profissional e o a formação universitária.
Por Jossandra Barbosa
Psicopedagoga e Neuropsicopedaoga

Depois de conversar com inúmeros profissionais através de e-mail, whatzapp e bate papo nas redes sociais locais percebi um grande erro de interpretação no que comumente chamamos de Psicopedagogia clínica e no relato dos profissionais e suas atuações nas escolas. Dai surgiu-me o interesse em realizar uma pesquisa sobre o tema.
Li cerca de dez livros, artigos, blogs e monografias referente ao que é a Psicopedagogia e encontrei incoerências que mostram erros de interpretação no conceito de psicopedagogia clínica começando na formação dos profissionais nas faculdades e terminam nos livros,  maioria dos textos publicados sobre o assunto. Desta forma os profissionais sentem-se desorientados sem saber na prática como e onde atuar.
Ao fazer o curso de psicopedagogia há duas disciplinas separadas uma de institucional (geralmente primeiro o que é um erro) e a de clinica depois. Nestas disciplinas aprendemse que as duas são psicopedagogias com campos de atuação separadas e distintas, onde a Clinica é realizada em consultórios fechados e não pode ser aplicada na Psicopedagogia Institucional.
Ao passar estes conceitos geralmente os professores usam textos resumidos , com conceitos bem simplificados e sem nenhuma discussão do que podemos entender de clínico e o porque se deu esta diferenciação no Brasil causando uma gritante disparidade entre as disciplinas do curso, a teoria e os estágios e a pratica profissional.
Existem ainda uma separação nas faculdades do curso de psicopedagogia que deveria ser um curso só, passou-se a oferecer dois cursos separados: um de psicopedagogia clínica e outro institucional.
Os cursos de psicopedagogia institucional orientam seus alunos a trabalharem apenas a assessoria psicopedagógica, entretanto durante os estágios os alunos são obrigados a aplicar testes com alunos, fazer devolutivas  com os pais, a escreverem relatórios e a terem conhecimento da parte clínica, já que testes, devolutivas, informes, avaliação e intervenção são considerados instrumentos de trabalho do psicopedagogo clínico. Encontramos aí o primeiro erro. Se os alunos são orientados a fazerem apenas assessoria, como os estágios são clínicos dentro das escolas?
Na verdade os estágios clínicos dentro das escolas não estão errados. O que está errado é interpretação que os cursos e professores estão fazendo do que chamamos de Clínico e a separação da psicopedagogia institucional da clínica como se elas não pudessem andar juntas ou que tenha algo que proíba isto.
Para você é estranho pensar em psicopedagogia clínica dentro da escola?  Parece meio absurdo e incoerente? Mas não é. Investiguei nos livros de Alicia Fernandes, Jorge Visca e Sara Pain e descobri que estes autores falam em clínica porque na Argentina na década de 70, a psicopedagogia vem da área médica e não escolar com exceção da Sara Pain, que tem seu trabalho bem voltado para a realidade escolar. Mas estes autores mostram que os instrumentos de avaliação psicopedagógica podem ser usados nos mais diferentes locais, tudo depende do objetivo e do sujeito, seja ele grupo ou individual. Os trabalhos posteriores em sua grande maioria eram de psicopedagogos ligados a psicologia e que já atuavam em seus consultórios particulares, ou em hospitais públicos.Desta forma percebemos em seus relatos que eles falam de suas experiências naquele ambiente fechado, mas que não excluem as opções de atendimento do clínico em outros ambientes.
Na construção psicopedagógica no Brasil crostrui-se a partir das experiências e orientações dos psicopedagogos argentinos que possuem uma formação com duração em média de 4 a 5 anos, onde são preparados para atuarem no campo educacional e da saúde, muito diferente da formação brasileira que se dá , em sua maioria, nos cursos de pós graduações que vão de cursos com 360 horas a 600 horas, seja presencial com encontros quinzenais ou a distância com ou sem estágios. Em comparação com a formação Argentina a formação dos psicopedagogos brasileira perde no tempo em salas de aulas, em contato em discussões, conhecimento e produções científico. Existem cursos de 360 horas que forma o psicopedagogo clínico que muitas vezes não teve nenhuma formação anterior na área educacional e será lançado no mercado de trabalho para trabalhar com todos os tipos de dificuldades e transtornos de aprendizagem
Classifico a psicopedagogia em quatro tipos diferentes e que não podem ser separadas e que devem ser estudadas juntas em um único curso e aplicados a cada realidade social que o aluno está inserido são elas: A Psicopedagogia Institucional Escolar, Psicopedagogia Institucional Empresarial, Psicopedagogia Institucional Hospitalar e Psicopedagogia Institucional Assistencial e a Psicopedagogia Clinica que vai conter conhecimentos e informações necessárias a serem aplicadas em todos os tipos de instituições.Daremos ênfase neste estudo somente sobre a Psicopedagogia Institucional Escolar.
Nos conceitos publicados em livros sobre psicopedagogia, também dizem que a psicopedagogia clínica atua de forma curativa e a institucional preventiva. Entretanto nenhuma fonte estudada diz que não pode ter processo curativo na psicopedagogia institucional escolar ou nas outras instituições( Como é o caso do psicopedagogo assistencial que trabalha com crianças em orfanatos, espaços multidisciplinares, salas de recursos, etc) . Elas só afirmam que é importante o trabalho preventivo e que o foco do trabalho do psicopedagogo não seja o PROBLEMA DE APRENDIZAGEM do aluno, mas em todos os aspectos que o "problema" está relacionado.
Ao entrevistar profissionais da psicopedagogia de vários municípios encontramos vários profissionais da psicopedagogia inseridos em escolas seja por concurso público ou pela iniciativa privada realizando a investigação das queixas dos professores, avaliação e intervenção com os alunos que apresentam dificuldades, orientando os pais destes alunos ou alunos com necessidades educativas especiais, trabalhando com orientação metodológica para os professores, auxiliando projetos extracurriculares, fazendo assessoria com o planejamento escolar inclusivo, palestras e oficinas aos professores.
O que encontramos na pesquisa que entra em confronto com a teoria da formação é o trabalho de avaliação e intervenção junto com os alunos com dificuldades de aprendizagem, já que muitos afirma que a escola não é um ambiente adequado para realizar estas atividades, que devem ser restritas ao espaço fechado dos “consultórios particulares”.
Se entendermos que o termo clínico, que vem da medicina, significa “ tratamento de doenças” ,e diz respeito a saúde e não a educação, entenderemos que o consultório clínico é um espaço de pessoas doentes. E as pessoas que ali procuram o serviço da psicopedagogia seriam para se curar de uma patologia.
Entretanto as dificuldades e transtornos de aprendizagem ( que são o foco de trabalho do psicopedaogogo) não são considerados pela Organização Mundial de Saúde como doenças. Então concluímos que o “consultório” psicopedagógico não é um lugar de doentes.
 A psicopedagogia abrange a área da saúde e da educação ao mesmo tempo e nunca separadas, como afirma PORTO (2011) “A psicopedagogia é uma área de atuação que integra a saúde e a educação e lida com o conhecimento, sua ampliação, sua aquisição, suas distorções, suas diferenças e seu desenvolvimento de múltiplos processos”, entendemos a parte clinica da psicopedagogia como “tratamento físico, mental e cognitivo” dos problemas de aprendizagem desta forma ela pode acontecer em vários ambientes e não somente nos espaços conhecidos consultórios, que eu prefiro chamar de espaços psicopedagógico.
Outro conceito errado é o que chamamos de consultórios, damos um sentido restrito de um lugar privado de uma clínica médica, veja o que Jorge Visca diz a este respeito: " (...) consultório, significa um âmbito distinto dos quais estamos acostumados: é um lugar qualquer, a rua para quem tem dificuldade para locomover-se na cidade, cada caso em particular." (VISCA, 2010) e continua " em outros termos o consultório é um prologamento do psicopedagogo".
Desta forma o psicopedagogo pode ter um "consultório" em qualquer ambiente institucional basta que ele siga as seguintes orientações "comodidade,segurança, materiais adequados e não-modificação de seus elementos estruturais" ou deve ser um “lugar para receber o sujeito e lhe dar segurança de sua privacidade”. (VISCA, 2010).
Jorge Visca, nos fala em sua teoria da Epistemologia Convergente que o psicopedagogo deve ter atitude clínica em todo e qualquer ambiente de sua atuação e que o método clínico defendido por ele ( onde ele convergiu a psicanálise, a psicologia social e a epistemologia genética) poderia ser usada tanto para atenção a indivíduos de forma individual ou grupal, ou seja os instrumentos trazidos por ele como a EOCA, são instrumentos que não são de uso restrito dos “consultórios particulares” podem sem aplicados nas escolas, nas instituições de recuperação de pequenos infratores, casas assistenciais, com adolescentes, jovens e adultos, desde que voltados para os objetivos psicopedagógico de investigação das inquietudes educacionais.
Toda esta interpretação errada do conceito de psicopedagogia clínica, a restringindo num ambiente fechado e privado (geralmente particular, caro e inacessível ) resultou em uma alarmante diferença entre a teoria da formação e a prática quando o profissional é inserido no mercado de trabalho.
         Os psicopedagogos que atuam na área escolar buscam diagnosticar os problemas que afligem os alunos com históricos de fracasso escolar ( não entendemos aqui apenas a reprovação escolar mas sim a não aprendizagem significativa na idade certa e na séries correspondentes causando as disparidades em algumas salas principalmente em relação a leitura e a escrita que é o grande problema da maioria das escolas). Avaliação esta que tem como objetivo não classificar ou diagnósticos distúrbios e síndromes, mas sim obter uma visão geral do que está acontecendo entre a instituição e o aprendente, procurando entender suas reais competências e necessidades. Dai organizar um projeto de intervenção que vise buscar alternativas entre o professor e estes aluno específicos para que juntos possam conseguir superar tais dificuldades, como também isoladamente mostrar aos alunos como eles podem atingir os níveis de aprendizagem esperado pela escola. Entretanto muitos destes profissionais dizem se sentirem inseguros para realizarem as exigências do mercado de trabalho.
Dentro do que então chamamos de atuação psicopedagógica clinica escolar, entendemos que é uma atuação onde o profissional atua com conhecimentos de avaliação e instrumentos de intervenção psicopedagógica e os utiliza adaptando para a realidade de cada contexto escolar .Podemos  citar a experiência do projeto APE- Atendimento psicopedagógico escolar, que acontecia dentro das escolas municipais de Teresina/Pi onde o psicopedagogo trabalhava diretamente com intervenções clinicas (usando o lúdico) nas diferentes dificuldades de seus alunos e em contato com seus os professores. Projeto, este que foi interrompido na troca de gestão municipal.
Temos, também,  profissionais da rede particular que realizam a parte preventiva e terapêutica com ações frente às necessidades escolares como um todo, mas também individualmente trabalham com as crianças que apresentam dificuldades durante o ano letivo. Ainda temos profissionais que trabalham de forma autônoma oferecendo seus serviços para as escolas e estes atuam duas ou três vezes na semana levando assessoramento e atendimento clínico as escolas.
Muitos municípios estão criando Centro de Referencia para apoio psicopedagógico onde o psicopedagogo atuará de forma clínica. Muitos então defendem que somente esta é a forma correta para a interferência nos processos de dificuldade do aluno por ele estar fora do ambiente escolar. Entretanto discordo de tais afirmações. Vejo, sim, a necessidade da criação deste ambientes que são muito mais “ambientes assistenciais “ do que ambientes psicopedagógicos clínicos” em contra partida se a critica ao trabalho de intervenção do psicopedagogo escolar é contaminação com os problemas da escola, nossa critica a estes centros é a total desvinculação do profissional com a escola. Sabemos que tratar o problema da dificuldade do aluno focando somente este é algo impossível e sem consistência, aliado a isto está a dificuldade dos pais de levarem os filhos a uma outra instituição, pois este alegam trabalho e outros afazeres além da dificuldade de mobilização com transporte e alimentação.
 Elencando ainda problemas destes centros são a quantidade de crianças assistidas, pois até o momento é apenas UM centro para atender todas as escolas o que dificulta o trabalho do profissional psicopedagogo que atende variada clientela de idade, de bairros e as vezes até cidades vizinhas e o número de crianças levando a um atendimento exorbitante de crianças para um profissional e lhe impossibilitando de ter contato com todas as escolas e professores de cada criança.
Tudo isto resulta num número limitado de crianças atendida frente à necessidade do município e na continuidade do processo de fracasso escolar por aqueles que nem chegaram a ter a oportunidade de irem para o centro de referencia. Isto porque a criação do centro de referencia em dificuldade de aprendizagem para apoio interdisciplinar também uma manobra política de não contratar estes profissionais como corpo efetivo da escola.Na teoria, é um projeto muito interessante, mas na prática ainda há muito o que se discutir e criar alternativas para que o trabalho de intervenção psicopedagógica seja alcançado com sucesso. 
Concluímos esta reflexão defendendo a necessidade de discutir os conceitos de psicopedagogia clinica e institucional, assim como o fim da divisão dos curso de psicopedagogia em duas partes.
Acreditamos que há que deve haver uma reorganização dos cursos, assim como fiscalização destes para que assim não ocorra incoerência entre a formação e a realidade do mercado de trabalho. Já que o psicopedagogo é um profissional que sai das faculdades e vai atuar em escolas e outros ambientes educacionais em sua maioria, e precisa conhecer os instrumentos de avaliação de diagnóstico clinico das dificuldades e transtornos de aprendizagem, saber fazer um informe psicopedagógico, devolutivas e encaminhamentos
Finalizo falando brevemente da psicopedagogia Assistencial que cresce no Brasil com a contratação de psicopedagogos, principalmente,  através de concursos públicos para instituições de assistência a crianças, jovens e adultos, tais como só CRAS, NAICAS, APAES, AMAS, abrigo de menores infratores, penitenciárias, instituições de recuperação de usuários de drogas e instituições de casa de repouso para idosos. São instituições que são informalmente escolares com outros objetivos e equipes multidisciplinares. Espaços alternativos onde o psicopedagogo trabalha com terapia de grupos ou de formas individualizadas tanto com forma de prevenção como de intervenção aos problemas educacionais nos aprendentes ali assistidos por estas instituições.
Sendo que a maioria dos psicopedaogos que assumiram posto nestas instituições possuem formação institucional e não tiveram conhecimentos do processo de diagn´soticos e em intervenção das  dificuldades escolares assim como não trabalham disciplinas sobre as diferentes síndromes, transtornos e outros.
Não adianta teorizar e dizer que o psicopedagogo deve trabalhar as relações vinculares nestas instituições, se ele necessita de formação que os dê suporte pra entender os transtornos e dificuldades de aprendizagem em todas as etapas da vida humana, e  de conhecer as técnicas e instrumentos de diagnóstico psicopedagógicos para serem usados nos diversos espaços de atuação com finalidades específicas, o mesmo acontece com as técnicas de intervenção, o uso de jogos, do lúdico, de estratégias de grupos não são de prioridade dos espaços considerados “clínicos tradicionais” mas devem ser repensados e adaptados para os novos espaços terapêuticos que o psicopedagogo está atuando.

Em suma:
Atendimento psicopedagógico clinico escolar é o trabalho preventivo e terapêutico do psicopedagogo dentro das instituições escolares onde há exigência de uma formação que abrange tantos os conhecimentos de teoria vinculares, de relacionamentos sociais , teoria da aprendizagem , desenvolvimento cognitivo, afetividade, mas também conhecimento técnico de avaliação e intervenção psicopedagógica clinica dos diferentes problemas de aprendizagem, que comumente nos referimos na psicopedagogia como dificuldades e transtornos de aprendizagem, assim como conhecimento do processo de intervenção direta com os alunos com Transtornos e dificuldades de aprendizagem ( e não com crianças  especiais ou síndromes).

Este atendimento podem ser feitos em salas destinadas somente a atuação psicopedagógica, com materiais lúdicos,  projetos de apoio psicopedagógico e de assessoramento que vise a instituição como um todo , um trabalho em conjunto com a gestão , coordenação e família. Mas que também ofereça oportunidades mais praticas, mais executáveis e possíveis de que todos possam participar. Desta forma entendemos que as oportunidades profissionais estarão mais abertas e que o com uma formação mais consistentes nos cursos de psicopedagogia ( que deveriam deixar de serem específicos mas obrigatórios a formação completa em clinica e institucional e que na atuação profissional cada escolha a área que deseja mas com conhecimento abrangente das duas áreas).

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
BOSSA, Nadia. A psicopedagogia no Brasil. Editora Arte Médica. São Paulo, 2000.
BEAUCLAIR, João. Para entender psicopedagogia: Perspectiva  atuais e desafios futuros. 3ª edição. Wak editora. Rio de Janeiro, 2009.
CARVALHO, Evodite goncalves (org). Psicopedagogia Institucional e sua atuação no mercado de trabalho.FE/UNICAMP. São Paulo, 2008.
CORDEIRO, Lenalva Oliveira. Teória e Pratica da psicopedagogia clínica. Wak Editora. Rio de Janeiro, 2013.
GOULART, Denise. Psicopedagogia Institucional. Curitiba, 2007.
FAGALI, Eloisa Quadros & VALE, Zélia. Psicopedagogia Institucional Aplicada. Vozes,  Rio de Janeiro. 2003.
LOMINICO, Circe Ferreira. Psicopedagogia Institucional. Ciência e Fé. Edicon, São Paulo,2003. 
PORTO, Olivia. Bases da Psicopedagogia: Diagnóstico e intervenção nos problemas da aprendizagem.5 ed. WAK, Rio de Janeiro.2011.
_______, Olivia. Psicopedagogia Institucional. Teoria, prática e assessoramento psicopedagógico. 4ª Ed. Wak, Rio de Janeiro. 2011
SCOZ, Beatriz. Psicopedagogia e realidade escolar. Editora Vozes, Rio de Janeiro, 1994.
WEISS, Maria Lucia L. Psicopedagogia Clinica. Editora DAP&A. Rio de Janeiro, 1999.
VISCA, Jorge. Clínica Psicopedagógica:Epistemologia convergente. 2ª edição. Pulso Editorial. São Paulo, 2010.
 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O diagnóstico psicopedagógico passo a passo



O diagnóstico psicopedagógico passo a passo

Chamamos de diagnóstico psicopedagógico o processo de investigação de distúrbios, transtornos ou patologias referente a aprendizagem humana, ou seja tem como objetivo descobrir o que pode estar influenciando e prejudicando a bom desenvolvimento humano.
A lei 3512/10 em seu 4º artigo estabelece que o  psicopedagogo(a) deve usar seus próprios instrumentos. Desta forma quais são os instrumentos que o psicopedagogo pode usar?
Os instrumentos psicopedagógicos são:
1. EFES - Entrevista Familiar Exploratória Situacional - Elaborado pela Weiss, 2004.
2. DIFAJ - Sara Pain
3. Anamnese
4. Hora do Jogo- uso da Caixa Lúdica.
5. Eoca - Entrevista Operativa centrada na aprendizagem - Elaborada por Jorge Visca.
6. Provas Projetivas - vinda do uso da psicologia mas com objetivos de investigação de aprendizagem e não de comportamento.
7. Provas Operativas - Também de uso da psicologia  elaborados por Jean Piaget.
8. Provas Pedagógicas

Estes são instrumentos específicos para o psicopedagogo usar, não são muitos mas são importantes que o psicopedagogo conheça profundamente estes instrumentos. Recebo muitas perguntas sobre estes instrumentos, de forma que mostram que os psicopedagogos estão saindo de sua formação sem o conhecimento necessário para a avaliação psicopedagógica e acabam recorrendo a compra de muitos testes caros e sem cursos que ensine sua utilização, tornando ineficazes seus uso.
Desta forma acredito que o uso de testes extras só devem ser usado após o uso dos instrumentos acima citados. Estarei aqui refazendo toda esta página do nosso site. Agora com mais conhecimento , bibliografias e orientações corretas. Veja como serão feitas as postagens.

  • Será mostrado cada instrumento com modelos, bibliografia e vídeo;
  • Discutiremos onde e quando o psicopedagogo usar;
  • Também discutiremos o público, como adaptar cada instrumento para faixas etárias diferentes.
Estaremos discutindo também o que é o diagnóstico nos espaços clínicos, nas escolas e nas instituições assistenciais. Aguardem!!! \Postaremos modelos, dicas de como aplicar.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Alerta - A psicopedagogia não foi Regulamentada

Psicopedagogo(a) você sabia que a psicopedagogia NÃO foi regulamentada? Você sabe o que é preciso para psicopedagogia se torne popular? Então veja este vídeo e entre nesta luta.

domingo, 17 de agosto de 2014

Quanto ganha um Psicopedagogo? O que ele faz? Onde atuar?

Assista esta Palestra de introdução a Psicopedagogia. Venha tirar suas dúvidas sobre: O que o psicopedagogo faz? Quanto ganha? Em que locais trabalha? O que estudo? Onde buscar um curso?
Estas e muitas outras informações você encontra neste vídeo.
Se você gostou compartilhe com seus amigos.Dê sugestão para mais vídeos

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

PALESTRA VIRTUAL COM A PSICOPEDAGOGA KATIA DE PAULA DO DF

2ª PALESTRA VIRTUAL E AO VIVO DO GRUPO PSICOPEDAGOGIANDO

O grupo psicopedagogiando traz mais uma palestra para seus membros. No dia 16 de agosto a partir das 20 horas  psicopedagoga Katia de Paula estará ao vivo direto do Distrito Federal para todos os membros que estiverem on line trazendo excelentes contribuições sobre inclusão de alunos autistas nas salas de aulas regulares.
O proposito desta palestra é analisar não somente a parte teorica mas a prática também, a palestra tem duração de duas horas, é gratuita e o link é enviado para os e-mails dos participantes. para aqueles que não puderem estar presente no dia da palestra, esta fica gravada e você poderá assistir posteriormente. Os membros podem interagir com a palestrante e fazer perguntas através do bate papo.
Os membros terão direito a receber certificado de participação e atualização profissional.
PARA SER MEMBRO DESTE GRUPO E PARTICIPAR DESTE EVENTO CLIQUE AQUI

terça-feira, 5 de agosto de 2014

PALESTRA O DESENVOLVIMENTO COGNITIVO E MOTOR EM CRIANÇAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL


Será realizado no dia 09/agosto  palestra virtual AO VIVO e que você assistir do seu computador com o tema "O desenvolvimento cognitivo e motor das crianças na Educação Infantil as vinte horas. Esta palestra é somente para os membros do grupo psicopedagogiando que receberão o link de participação por e-mail ou via in box. O evento tem certificado de participação e material.
Para ser membro do grupo psicopedagogiando você tem que ter um perfil no facebook e fazer uma assinatura CLICANDO AQUI

sábado, 2 de agosto de 2014

INSCRIÇÕES CURSOS GRATUITOS-AGOSTO


Já estão abertas as inscrições para os cursos de Capacitação Profissional aberto a estudantes e profissionais 

CURSOS GRATUITOS

08/ 08 AS 20:00 HORAS 
CURSO: O TRABALHO DO PSICOPEDAGOGO INSTITUCIONAL.
CLIQUE AQUI PARA FAZER SUA INSCRIÇÃO

14/08 AS 20:00 HORAS
CURSO: EOCA- ENTREVISTA OPERATIVA CENTRADA NA APRENDIZAGEM NA AVALIAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA
CLIQUE AQUI PARA FAZER SUA INSCRIÇÃO

17/08 AS 20:00 HORAS
CURSO: OS DESAFIOS DA ANAMNESE PSICOPEDAGÓGICA
CLIQUE AQUI PARA FAZER SUA INSCRIÇÃO



CURSOS PAGOS - 

16/08 AS 20:00 HORAS 
CURSO PROVAS: PROVAS OPERATÓRIAS DE JEAN PIAGET APLICADAS NO DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO.
CLIQUE AQUI PARA FAZER SUA INSCRIÇÃO

23/08 AS 15:00 HORAS
CURSO: A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM E REEDUCAÇÃO ESCOLAR.
CLIQUE AQUI PARA FAZER SUA INSCRIÇÃO

27/08 AS 20 HORAS
CURSO: BRINQUEDOTECA ESCOLAR E HOSPITALAR
CLIQUE AQUI PARA FAZER SUA INSCRIÇÃO

30/08 AS 15:00 HORAS 
CURSO: ATENDIMENTO PSICOPEDAGÓGICO PARA ADOLESCENTES E ADULTOS.
CLIQUE AQUI PARA FAZER SUA INSCRIÇÃO


quinta-feira, 31 de julho de 2014

Programação das Palestras Virtuais do Grupo Psicopedagogiando


O grupo psicopedagogiando vai oferecer duas palestras por mês aos seus membros a partir de agosto.Veja a programação de agosto:

  • 09/08 - Estimulação Cognitiva e Motora na Educação Infantil
Palestrante: Psicopedagoga Patricia Leuk do Rio Grande do Sul.

  • 16/08 - Os desafios dos professores em relação a inclusão dos alunos com AUTISMO nas salas regulares de ensino.
Palestrante: Psicopedagoga Katia de Paula - Brasilia

Como Participar das Palestras?
As palestras são exclusivas para os membros do grupo psicopedagogiando se você quer ser um membro clique AQUI 

Os membros receberam o link da palestra por e-mail podem assistir e interagir ao vivo ou assistir depois de gravada.


domingo, 20 de julho de 2014

CONCURSOS PARA PSICOPEDAGOGIA INFORMAÇÃO URGENTE


Já algum tempo tenho observado algumas irregularidades nos concursos abertos para a área da psicopedagogia. Buscando entender quais parâmetros eram usados para a construção do edital, com ajuda de um psicopedagogo amigo, encontramos no site da ABPP(http://www.abpp.com.br/parametros-para-a-elaboracao-de-consursos-publicos-para-psicopedagogos) as orientações para que se crie concursos públicos na área da psicopedagogia. Lembrando que a ABPP não representa toda a categoria, apenas seus associados, pois não é um órgão de classe, tal parâmetros deveriam ser feitos por um conselho de profissão(CRPp-Conselho Federal de Psicopedagogia ) que ainda não existe porque a psicopedagogia NÃO FOI REGULAMENTADA(clique aqui e veja o porquê).
Bem vamos as irregularidades. No quinto capitulo encontramos a seguinte informação:
V – Pré - Requisitos (para ser candidato)
  • Experiência mínima comprovada de 2 (dois) anos na área;
  • Comprovante atualizado de associado por no mínimo dois anos da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp).
Esta ultima informação é um golpe disfarçado da ABPP para obrigar os psicopedagogos se filiarem a esta instituição VEJA O QUE DIZ O SITE DA ABPP NO SEU LINK DE ANUIDADE:
"2.     Somente o associado rigorosamente em dia com suas contribuições terá direito aos descontos nos eventos da ABPp e de seus Parceiros, inclusive à declaração de associado ao órgão de classe, exigido por muito concursos públicos para o cargo de psicopedagogo." FONTE  SITE DA ABPP 

VALE LEMBRAR que a ABPP é uma ONG e não conselho de representação de categoria desta forma nenhum psicopedagogo brasileiro está obrigado a pagar 310,00 por ano para se associar a esta instituição.PARA ENTENDER MELHOR ESTA QUESTÃO CLIQUE AQUI E VEJA O QUE É NECESSÁRIO PARA EXERCER A PROFISSÃO.

Se a ABPP dá uma declaração de associado ao órgão de classe e  ela NÃO é um órgão de classe, desta forma é um documento que não tem VALIDADE LEGAL e uma fraude.

Esta clausula pode ser facilmente derrubada em qualquer concurso porque ela não tem base legal. A lei que traz as diretrizes profissionais da psicopedagogia é a PL 3512/10 e não HÁ nela nenhuma obrigação de se filiar a ABPP e sim a um órgão de classe quando for criado(Talvez seja por isso que o artigo que obrigava a imediata criação dos conselhos foram retiradas em emendas no PL3512/10 na calada da noite depois que o projeto já havia passado pela câmara dos deputados e senado. Pode-se entrar com recurso jurídico para contestar tal obrigatoriedade já que ela não tem fundamentação legal.

O capítulo VII  fala sobre o– Salário

"A ser definido pelas autoridades competentes, levando em consideração a realidade de cada região, tomando como parâmetro mínimo a remuneração dos profissionais que integram o corpo técnico das instituições onde serão criados os cargos. "
Existe urgente a necessidade de serem criados os sindicatos dos psicopedagogos em cada Estado brasileiro. Pois são os sindicatos que realização convenções coletivas e podem fixar pisos salarias para a categoria. Deixando em aberto para cada gestor escolher quanto vai pagar sem dar-lhe um padrão causa o que temos visto ultimamente nos concursos, sálarios defasados e incoeerentes com o cargo. Já vi concursos oferecer 840,00 para um psicopedagogo com 40 horas.

É importante que todos os psicopedagogos acordem para o momento político que estamos vivendo na psicopedagogia. Que possamos lutar pela aprovação da lei 3512/10 que encontra-se parada no Senado Federal. Lutar pela criação de um conselho federal que represente a classe e que não fiquemos subordinados a instituições que faltam com a verdade e manipulam informações e os profissionais. Reconhecemos sua importância histórica na psicopedagogia brasileira mas é chegada hora de avançarmos em prol da organização sindical, dos conselhos regionais e da criação de um conselho federal. Aceitando assim o crescimento da categoria e sua organização e pondo fim a monopolização da psicopedagogia no Brasil. Necessitamos de representação política, de popularização de nossos serviços, que concursos não sejam só abertos para escolas, mas para creches, hospitais e que vagas sejam oferecidas em empresas. 

quarta-feira, 25 de junho de 2014

CURSOS GRATIS-Programação de Julho

PROGRAMAÇÃO DE CURSOS GRATUITOS OFERECIDOS PELO GRUPO PSICOPEDAGOGIANDO E REALIZADOS POR JOSSANDRA BARBOSA

 

TODOS SERÃO ON LINE A DISTÂNCIA E TODOS PODEM PARTICIPAR É LIVRE.

06-07-2014-CURSO de Fundamentos da Psicopedagogia Clinica, Institucional e Hospitalar.

PARA FAZER SUA MATRICULA GRÁTIS CLIQUE AQUI


09-07-2014-CURSO de Caixa Lúdica- Recurso Pedagógico e Psicoterâpeutico de Avaliação Clinica.

PARA FAZER SUA MATRICULA GRÁTIS CLIQUE AQUI


21-07-2014-CURSO de Como montar seu espaço Psicopedagógico de atendimento clínico.

PARA FAZER SUA MATRICULA GRÁTIS CLIQUE AQUI

Duração: 2 horas

Local: Sala de Wibinar no site Eventialis (link de participação enviado por e-mail)
obs: As aulas são ao vivo mas ao fazer sua inscrição vc poderá assistir quantas vezes quiser a qualquer hora depois do dia marcado pq a aula fica gravado.

Matricule-se em quantos cursos quiser , lembre-se depois da data do evento não da mais para se inscrever por isso faça logo a sua.

Cursos Pagos: Matriculas abertas
12-07 - O que são os transtornos de aprendizagem?
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19-07 - Desenho Infantil: como recurso pedagógico e psicoterapêutico
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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Salas de Encontros Virtuais

O Grupo psicopedagogiando cresceu e mais uma vez traz inovações para interação entre seus membros. O grupo adquiriu uma sala de wibinar. 
Wibinar  é novo meio de  Webconferência onde a comunicação é de uma via apenas, ou seja, somente uma pessoa fala e as outras assistem. A interação entre os participantes é limitada apenas ao chat, podendo conversar entre si ou então apenas enviar perguntas ao palestrante. 
Durante dois anos tivemos encontros dentro do grupo apenas de forma de bate papo. Agora o grupo através do site eventis terá mensalmente um encontro para discussões do grupo.
O primeiro encontro será dia 28/06 as 21:00 Horas (Horário de Brasilia).
O encontro tem como objetivo mostrarmos as novidades de julho de 2014 a julho de 2015. Novas propostas serão lançadas assim como a prestação de contas aos membros que contribuem para manutenção das atividades do grupo.
Para se inscrever gratuitamente para este encontro CLIQUE AQUI e faça sua inscrição é rapidinho.

Este encontro terá a função de reunião. Ano passado colocamos no grupo a proposta DE LANÇARMOS UMA REVISTA do grupo. Conseguimos duas edições do jornal do grupo, agora partiremos para terceira. Na reunião (encontro) discutiremos como lançaremos a revista.

A assinatura anual mudou de 180,00 para apenas 84,00. Explicaremos no encontro esta mudança.

domingo, 8 de junho de 2014

O que é preciso para exercer a profissão de Psicopedagogo


Continuo recebendo denuncias de que os psicopedagogos e estudantes continuam sendo coagidos a se associarem à ABPP para poderem exercer a profissão em suas cidades. Vou colocar aqui mais uma vez a verdade sobre esta questão. NENHUM psicopedagogo é obrigado a se filiar a nenhum tipo de associação. Isto deve se dar voluntariamente. Para exercer a função de psicopedagogo no Brasil, não há ainda, a necessidade de cadastro, carteira  ou filiação a nenhuma associação ou outro órgão. Primeiro porque a profissão não foi regulamentada, segundo mesmo que depois da regulamentação não será obrigatório se associar à associações mas sim ao Conselho Federal ou Regional de Psicopedagogia. Somente com a criação dos conselhos federais e regionais (que são autarquias governamentais) é que teremos um conselho de classe (aqueles que os concursos pedem). Este órgão PODE  e DEVE organizar a categoria. Cada profissional vai ter um número de inscrição e sua carteira de representação nacional e com validade legal.
Para atuar o psicopedagogo basta ter o curso de psicopedagogia com minimo 450 horas. A lei 3510 não específica se é clinica ou institucional, só o conselho federal é que vai organizar tais funcionalidades, um código de ética da profissão ( o que existe não é o código de ética da profissão mas sim da Abpp) e diretrizes para atuação profissional.
Com a criação dos sindicatos serão realizados as convenções sindicais e serão votados e organizados tabelas de atendimento, piso salarial, carreira salarial e outros assuntos patronais.
 A filiação a associação e sindicatos é um ato voluntário garantido no artigo 5º parágrafo XX da constituição federal que fala sobre as associações diz " (...) ninguém poderá ser compelido(USAR A FORÇA OU SER OBRIGADO) a associar-se ou a permanecer associado.É importante, mas não deve ser feito sob coação ou informações falsas. Uma associação é órgão filantrópico, que tem como função desenvolver um trabalho em prol de todos, mas não de representação profissional como os conselhos e sindicatos, que são instituições jurídicas com esta finalidade esta informação você pode conferir no Estatuto da ABPP (CLIQUE AQUI  PARA LER O ESTATUTO )onde não no artigo de suas atribuições  não há nenhuma clausula que diz a palavra CARTEIRA DE REPRESENTAÇÃO , REPRESENTAÇÃO DE CLASSE, ou seja não são atribuições de uma associação representar a classe mas sim realizar trabalhos científicos e solidários para seus associados.
Sempre informo as pessoas que me procuram a denunciar para os órgãos competentes tais denúncias ( professores de faculdades que dizem que é obrigatório a seus alunos ou e-mail da abpp aos sócios para renovar suas carteiras com a informação de que é tal adesão é obrigatória para exercer a profissão ou até mesmo a informação de concursos que exige registro em ÓRGÃO DE CLASSE se não temos órgão, há noticias de que a ABPP dá uma declaração de filiação a órgão de classe, como pode tal documento ter validade se ela não é um órgão de classe?).
Não adianta me mandarem recados com tais denúncias se as pessoas que se sentem lesadas não procurarem o ministério público, pois é ele que fiscaliza as associações. As associações devem prestar contar a sociedade, suas contas devem ser públicas e suas ações também.
Não me coloco , nem o grupo psicopedagogiando, contra qualquer associação, apenas esclarecemos a VERDADE e informamos os profissionais da importância de estarmos consciente de nos unirmos em prol da criação do CRFPp - conselho federal (onde qualquer psicopedagogo pode participar) e a criação de sindicatos que são importantes órgãos fiscalizadores e lutadores pelos direitos dos trabalhadores.
Todo processo de mudança exige coragem para lutar. nos acomodar com o que temos é aceitarmos a dominação vigente. Exigirmos mudanças é a opção para renovação e melhoria profissional.Sinto os profissionais perdidos, sem informações, orientações ou realmente preparados para o mercado de trabalho. A psicopedagogia tem 40 anos no Brasil e precisa ser popularizada. Chegar a população. Vinda de todos os lados. Da escola, da igreja, das ongs, do mercado, da conversa da calçada. Somente quando a população conhecer a importância do Psicopedagogo é que teremos alcançado mais um degrau da enorme escada para o sucesso.

Você sabia que os psicopedagogos já tem um número de cadastro no ministério do trabalho? É o CBO.
Para saber que número é este CLIQUE AQUI

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Nova carga horária para os cursos de Psicopedagogia


O  projeto de lei 3512/10 (que regulamenta a psicopedagogia para ver como anda o processo de regulamentação da lei CLIQUE AQUI) trazia um total de 600 horas minima para os cursos de psicopedagogia. Durante o mês de Março/2014 o projeto sofreu alterações e a carga horária ficou fixada em 450 horas. 
Tenho recebido muitas mensagens e email perguntando: " Como ficará a situação das pessoas que fizeram o curso com menos de 450 horas?"
Somente depois que a Presidente Dilma sancionar a lei ( o que ainda não aconteceu CLIQUE AQUI E VEJA O PORQUÊ) é que o MEC se pronunciará. Levantando informações com advogados fomos informados que no Brasil as leis não podem retroagir para prejudicar alguém, ou seja, quem já se formou não será afetado pela lei.
A lei será aplicada para os cursos em andamentos, no período que a lei for sancionada, estes sim devem se adequar e oferecer complementação aos cursos.
Muitos alunos, preocupados com esta situação, já estão procurando as faculdades que estudam para questionar a quantidade de horas, algumas já informaram que não vão alterar a grade da carga horária até a lei ser sancionada.
Nosso conselho para quem vai começar a fazer o curso de psicopedagogia é:"Não faça um curso com menos de 450 horas".

Infelizmente nós, psicopedagogos, perdemos muito com a redução da carga horária. Com uma lei que obrigasse os cursos a ampliarem a carga horária, os novos alunos de psicopedagogia teriam a oportunidade de terem mais tempo de curso, com estágios mais elaborados, mais disciplinas e teríamos uma lei para garantir este direito.
Entretanto sabemos que a psicopedagogia é oferecida como uma especialização ( com ressalva para três faculdades brasileiras que a oferecem como curso de graduação em 4 anos) , e que o MEC estabelece que as especializações devem ter no minimo de 360 horas. 
Ressaltamos aqui a importância da criação do Conselho Federal de Psicopedagogia e suas regionais pois somente com este órgão federal teremos forte representação jurídica e um órgão com competência de organizar a categoria , fiscalizar as faculdades e cursos, expedir carteiras com validade legal e federal além de oferecer cursos e atualizações para os profissionais. 
Aguardamos que o senado federal entenda a importância do projeto 3512/10 e que envie para que a presidente Dilma sancione esta lei e que depois de sancionada todos os psicopedagogos lutem em uma VOZ só "Queremos um CFPp-Conselho Federal de Psicopedagogia!".
Abraços a todos. Quem quiser deixar comentários e perguntas basta clicar em comentar estarei respondendo a todos em breve. 
Se você gostou e achou esta postagem importante que tal clicar no símbolo das redes sociais e divulga-las? Conto com vocês.

Att. Psicopedagoga Jossandra Barbosa.

PSICOPEDAGOGOS E PSICÓLOGOS JUNTOS NAS ESCOLAS PARTE 2


Olá amigos leitores, acreditamos que todos lembram que anunciamos que estava sendo votado o projeto de lei nº 557/2013 que estabelece a obrigatoriedade da contratação de psicopedagogos "ou" psicologos para as escolas públicas. Divulgamos está noticia em fevereiro e infelizmente o projeto não andou nenhum passo. Está no mesmo local desde 06/02/2014, está na comissão de Educação, cultura e esporte com o relator atual, que o deputado Eduardo Braga.
Infelizmente nós, psicopedagogos, não temos muito o que comemorar. O projeto de lei  3512/10 já foi arquivado 16 vezes ( confira esta informação clicando AQUI) e um projeto tão importante quanto a lei 557/2013 também está parado. 
Lembram das perguntas que fizemos sobre este projeto de lei: 

Como será atuação dos psicopedagogos dentro das escolas? E como serão estes atendimento? O psicopedagogo clinico vai atuar dentro das escolas? Sabemos que psicopedagogo nas escolas é institucional, quando a lei fala atendimento individual é o atendimento clínico? Como será o pagamento? Qual será o piso da base? Psicologo e psicopedagogo vão ganhar iguais? A lei diz psicólogo ou psicopedagogo, vão oferecer vagas para as duas profissões? Ou vão privilegiar uma em detrimento da outra?

Vamos para algumas  das respostas:
1- Até o momento não  houve nenhuma orientação de como serão estes atendimentos. O que é preocupante pois o desconhecimento do trabalho do psicopedagogo institucional e do clínico podem trazer inúmeros problemas;
2- A psicopedagogia não tem um conselho federal (diferente dos psicólogos) por isso não temos representação consistente, piso salarial, nem tabelas onde se possam obter orientações de quanto deve ganhar um psicopedagogo, o que fica a critério de cada Estado, empresa ou até mesmo profissionais estabelecerem o valor dos salários.O que geralmente vemos em concurso o psicopedagogo ganhando até duas vezes menos que o psicólogo.

3-Infelizmente a lei traz a conjunção "ou" e não a "e". Os gestores poderão optar por qual profissional contratar o que é um grande erro, pois os dois profissionais tem trabalhos distintos com focos e abordagens diferentes.As escolas ganhariam muito mais, se fossem contratados os dois profissionais.

Infelizmente não vemos nenhuma articulação política para que a lei 557/13 dê continuidade a seu processo. Falta divulgação de informações daqueles que dizem que nos representam politicamente que preferem guardar todas as informações para seu grupo pequeno.

A maioria de nós, temos ficados alegres e tristes com cada notícia divulgada. Lamentamos que em nosso país, os projetos de lei que visam a melhoria da qualidade da educação e saúde mental de nossa população seja deixada para depois. O que nos cabe é estarmos alerta, acompanhar os processos, divulgar que eles estão parados em nossas redes sociais. 

Este é mais um ano eleitoral e muito já se começou a falar sobre a qualidade da educação em nosso país. é um importante momento para você levar esta discussão para suas salas de aulas, sejam faculdades ou escolas básicas, especializações ou mestrados, grupos de amigos, grupos em redes sociais. Precisamos mostrar que a representação politica brasileira deve valoriazar projetos de leis que beneficiam a educação brasileira. entre nesta luta!

domingo, 11 de maio de 2014

A PSICOPEDAGOGIA AINDA NÃO FOI REGULAMENTADA. SAIBA TODA A VERDADE


Estamos em maio é nada da Presidente Dilma Sancionar a lei 3.512/10 que regulamenta a profissão do psicopedagogo. Lembram da quantidade de postagem  a regulamentação da psicopedagogia em Fevereiro? De todos jogarem confetes e darem Glória a Deus? Lamento informar que era tudo enganação. Tanta festa era para encobrir o que viria depois. Mexeram em um projeto que já havia passado pela câmara dos deputados e pelo senado federal. Isto mesmo!! Na calada da noite tiraram artigos e colocaram outros. Com que intenção? Com certeza de beneficiar o grupo que comanda o mercado psicopedagógico no Brasil. Mas a verdade é que já se foram quatro meses de espera e o projeto já foi colocado 14 vezes para ser apreciado na no senado federal (DE NOVO) e não sai do lugar. (Você pode conferir está informação CLICANDO AQUI .
Uma grande luta nossa é para que depois que esta lei seja sancionada (vamos rezar para que não se arraste por anos esta espera) sejam criadas o CFPp- o Conselho Federal de Psicopedagogia. Tive informações de que a ABPP de São Paulo tem se articulado de mansinho para que os conselhos sejam criados com as mesmas direções que a ABPP tem hoje o que é um grande erro. Pois muito a tem que ser feito pela psicopedagogia no Brasil e necessário mudanças. A criação dos Conselhos não cabe à ABPP mas sim por lei federal onde todos os psicopedagogos podem ser membros e terem seus registros efetivados da forma correta e com validade legal (o que não acontece hoje). As diretorias do CRPp e CRFp devem ser independentes das diretorias da ABPP para que a luta pela qualificação e valorização da profissão seja ampliada e sai de pequenos grupos fechados que excluem e oprimem parte da categoria. É imprescindível que cada psicopedagogo e estudante de psicopedagogia no Brasil levante a bandeira e apoie a criação dos conselhos federais de psicopedagogia. Que possamos estar unidos nesta luta, para exigirmos nossos direitos.

sábado, 10 de maio de 2014

Apresentação do novo site Psicopedagogiando

video

Apresentamos aos nossos clientes, amigos e seguidores através deste vídeo o novo desing do nosso site. O site ficou mais leve e de fácil pesquisa. As páginas ficaram na vertifical, com sub categorias bem organizadas. Os comentários também foram modifiados e agora ficou bem melhor para serem lidos todos podem postar comentários e compartilhar nossas postagens nas redes sociais e até mesmo mandar as postagens para seu e-mail ou enviar um amigo.

Teremos mais novidades, uma delas são postagens com vídeos.
2 anos de muito sucesso do grupo Psicopedagogiando.

sábado, 15 de março de 2014

Cursos e Oficinas Psicopedagógicas

O grupo psicopedagogiando inovou mais uma vez. Depois do seu sucesso com palestras e debates virtuais realizado dentro das redes sociais agora lança seu site de cursos o www.psicopedagogiandocursos.com.br.

O site é de fácil localização, com desing simples e fácil traz cursos, mini cursos e oficinas presenciais e virtuais.

O grupo psicopedagogiando também fechou parceriais de sucesso com insituições de ensino para oferecer cursos de pós graduação a distância e presencial nas área da educação, saúde e empresarial.
Os cursos são oferecidos pelos profissionais membro do grupo psicopedagogiando, que acreditaram na proposta e terão uma renda extra com este projeto.
O grupo psicopedagogiando deixou de ser apenas uma reunião de amigos para estudar e virou um grande empreendimento educacional.